Preste os primeiros socorros em dez situações de emergência

Saiba como agir diante de desmaios, queimaduras e choques elétricos e outros problemas

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 11/07/2008

As situações de emergência pegam qualquer um de surpresa. E saber como agir diante delas pode evitar muitos transtornos futuros e até salvar uma vida, dependendo da gravidade do problema ou da demora em receber socorro.

A seguir, o médico Gilberto Anauate, do Pronto Atendimento do Hospital Santa Paula, ensina como você deve proceder diante dos dez acidentes mais comuns. Leia com atenção, imprima e deixe este mini-guia sempre a mãos.1. Cortes profundos
Limpe, de preferência, com água corrente não importa se o corte estiver ou não sujo. Na seqüência, estanque com gaze ou um pedaço de pano ou toalha limpa. Nunca coloque nada dentro da ferida e procure um pronto socorro imediatamente.

2. Dedo preso na porta
Acidentes em casa ou com o carro são mais comuns do que se pensa. Na hora, tente conter o desespero e coloque gelo, evitando ou diminuindo a formação de hematoma (marca que torna o trauma muito mais doloroso). Esqueça a idéia de massagear a região machucada e nunca aperte as laterais do dedo que foi preso, quando houver sangramento.

3. Queimaduras
O ferimento é dividido em dois tipos e cada um deles exige cuidados específicos:

Térmicas:
Lave a área queimada com bastante água;
Cubra a queimadura com uma faixa esterilizada, para diminuir a dor; Remova imediatamente acessórios como anéis, relógios e pulseiras, porque logo após a queimadura há inchaço;
Nunca tente remover roupas grudadas no corpo da vítima;
Nunca use pomadas, manteiga, pó de café, pasta de dente ou óleo de cozinha, porque eles aumentam as chances de infecção no local.

Químicas:
Enxágüe o local em água corrente por no mínimo 20 minutos;
Remova a roupa contaminada para evitar que o produto químico se espalhe por outras partes do corpo;
Caso os olhos sejam afetados, enxágüe em água corrente até chegar ajuda médica;
Não aplique óleos ou cremes sobre a queimadura;
Observe a respiração da vítima enquanto é providenciada ajuda médica. Cubra a queimadura com uma faixa esterilizada ou pano limpo.

4. Choques elétricos
Antes de prestar o socorro, certifique-se de que a corrente elétrica foi desligada. Só então, toque a vítima. Em casos de parada cardiorrespiratória, inicie uma massagem no peito e respiração boca a boca na vítima, enquanto o socorro médico é acionado.

5. Torções e fraturas
Em casos de entorse ou até mesmo fraturas, pode-se improvisar uma tala com madeira, uma revista grossa ou até com jornal, colocando gelo no local e evitando massagear. Em seguida, coma área imobilizada, procure ajuda médica.

6. Sangramentos no nariz
Não importa se eles acontecem espontaneamente ou após alguma batida, os cuidados são os mesmos: passe gelo no local, mantendo-se sentado ou deitado com a cabeça para trás. Se o sangramento estiver muito intenso, coloque uma gaze dentro da narina. Nunca use algodão hidrófilo em qualquer ferimento.

7. Intoxicação
Nos casos de envenenamento, limpe a boca com água corrente sem engolir e procure um serviço de emergência o mais rápido possível.

8. Desmaios e crises de convulsão
Pessoas com crise convulsiva ou em desmaio devem ser mantidas deitadas, com o pescoço esticado. Mantenha as vias aéreas (boca e narina) livres e desobstruídas para evitar sufocamento. Só se devem imobilizar os membros caso haja risco de lesões ao paciente ou a quem estiver prestando ajuda.

9. Engasgos
Quando alguém engasgar na sua frente, nunca bata nas costas ou levante os braços da pessoa. Isso só aumenta os riscos de empurrar ainda mais o alimento ou o objeto para as vias respiratórias. Em vez disso, faça a chamada manobra de desengasgo:

- Abraçando a pessoa pelas costas, apoiando bem uma perna entre as pernas da vítima ( o que dá mais sustentação a quem presta o socorro);
- Coloque a mão esquerda fechada, com o polegar voltado para dentro, acima da linha do umbigo;
- Ponha a outra mão por cima da mão fechada , pressionando com força para dentro até o objeto sair e a respiração da pessoa voltar ao normal.

10. Ataques cardíacos
O atendimento e primeiros-socorros neste caso é uma luta contra o tempo. Nos primeiros três minutos, é importante que o paciente seja submetido aos choques de um desfibrilador automático quando fora do ambiente hospitalar. Isto acompanhado de compressões torácicas corretamente realizadas. Se houver sensação de opressão no peito, dor no lado esquerdo ou no meio do peito, que pode irradiar para o pescoço e para o braço esquerdo, suor frio e intenso, desconforto acompanhado de tontura, desmaio, sudorese, náuseas e falta de ar, procure um médico imediatamente , alerta o cardiologista Otávio Gebara, do Instituto de Cardiologia São Paulo. O paciente também precisa manter a calma e deve tomar uma aspirina, que ajuda na circulação sangüínea . Em caso de sensação de perda da consciência, o ato de tossir ininterruptamente melhora a irrigação do coração, prejudicada no caso do infarto.

Como fazer uma massagem cardíaca

1. Coloque o paciente deitado de costas, numa superfície plana e sem travesseiro;
2. Com as mãos espalmadas, uma sobre a outra, pressione a região bem no meio do tórax. Os dedos devem ficar para cima, toda a força é concentrada na palma das mãos;
3. A idéia e fazer movimentos, de baixo intervalo, com forte compressão do coração (cerca de uma compressão por segundo). Quanto mais esticados seu braços, maior a força de compressão.

Como fazer respiração boca a boca

1. Deite o paciente com o pescoço esticado. Assim o ar passa com mais facilidade;
2. Abaixe a língua do paciente e veja se existe algum objeto atrapalhando a passagem de ar pela garganta;
3. Abra os botões e zíperes da roupa do paciente e, com uma das mãos, tape as narinas dele;
4. Inspire profundamente e coloque sua boca sobre a do paciente;
5. Sopre o ar com força, notando se o tórax do paciente se mexe (como se ele estivesse respirando normalmente);
6. Afaste-se do paciente para que ele consiga expirar;
7. Repita os passos até a respiração do paciente voltar ao normal ou até a chegada do socorro médico.





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