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Tire suas dúvidas sobre a cirurgia de extração das amídalas

A cirurgia é indicada quando há apnéia do sono e infecções de garganta recorrentes

Por Minha Vida - publicado em 12/09/2008


Bastava aparecer no consultório com uma simples amidalite, que o encaminhamento para cirurgia já vinha de brinde. A retirada das amídalas tornou comum a partir da década de 1970, como método corriqueiro para eliminar dores de garganta constantes.

O número dessas cirurgias, no entanto, caiu drasticamente nos últimos anos, acabando com aquela história que as amídalas não servem para nada e que a cirurgia é super simples e segura.

O otorrinolaringologista Leonardo de Sá, do Hospital Badim e professor colaborador do serviço de otorrinolaringologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto, explica os casos em que as amídalas realmente precisam ser retiradas e fala sobe a banalização da cirurgia que, felizmente, tem se revertido.

Por que o número de cirurgias diminuiu?
Nas décadas de 1970 e 80, uma simples amidalite era motivo de cirurgia. Os pais acreditavam que a retirada das amídalas era a cura absoluta para a dor de garganta das crianças. Mas, como isso não é verdade, o processo levou à descrença dos pediatras e as pessoas deixaram de procurar esse tipo de procedimento. Hoje em dia, as infecções são tratadas com relativa facilidade pelos antibióticos e ninguém pensa numa cirurgia como alternativa para reverter crises de garganta.

Quando a cirurgia realmente precisa ser realizada?
Em três situações : na doença obstrutiva, nas infecções recorrentes e na suspeita de tumor. São consideradas vítima de amidalites de repetição pessoas que têm sete ou mais episódios em 1 ano; mais de 5 episódios em 2 anos ou 3 anos consecutivos. Também é indicada para episódios de abscesso das amídalas. Os tumores cancerígenos nas amídalas, que são raros, também são um caso cirúrgico.

Mas o principal caso fica por conta do aumento excessivo de alguns tecidos linfóides das vias aéreas superiores, em especial, das tonsilas palatinas (amídalas palatinas) e da adenóide (tonsilas faríngeas). Esse desenvolvimento excessivo, associado a outras alterações, como a rinopatia alérgica, predispõem o desenvolvimento da síndrome de apnéia e hipopnéia do sono.

Atualmente, a principal indicação de cirurgia das amídalas e da adenóide vem desse tipo de problema. Roncos noturnos acompanhados de episódios de apnéia (ausência de entrada de ar nas vias aéreas por mais de 10 segundos) indicam a necessidade de consultar um especialista.

Os movimentos respiratórios, abdominais e torácicos, estão mantidos na tentativa de forçar a passagem do ar pelas barreiras físicas (quando as amídalas e as adenóides estão aumentadas).

O que causa a amidalite e como podemos acabar de vez com ela?
Antes de tudo, cabe frisar que as amidalites virais, ou as ditas infecções da faringe (faringites), na maioria das vezes são causadas por vírus. Febre, geralmente entre 38 e 39 graus, tosse, coriza, mal-estar no corpo e dor de garganta são os principais sintomas. Essas infecções duram de cinco a sete dias e dispensam o tratamento com antibióticos (que somente combatem as bactérias). Os remédios antitérmicos e analgésicos trazem mais conforto ao paciente. Em geral, as crianças apresentam seis infecções deste tipo a cada ano, com variação na intensidade dos sintomas. A freqüência pode aumentar no primeiro ano de acesso a creche ou escola, chegando até a 10 amidalites virais, e a faixa etária de maior incidência vai dos 3 aos 6 anos.

E o que identifica a amidalite bacteriana?
Nos casos de dor de garganta em que há pus nas amídalas, com febre elevada e ausência de sintomas nasais, podemos estar diante da amidalite bacteriana. Esta confusão de diagnostico pode muitas vezes, levar a uma indicação inadequada de cirurgia. Para episódios recorrentes de infecções bacterianas, novos remédios estão sendo testados, mas ainda não comprovação de eficácia. Contudo, é fundamental excluir fatores associados que possam contribuir para estes episódios infecciosos, com a rinite alérgica e os distúrbios da imunidade.



Tirar as amídalas pode mesmo acarretar em problemas para faringe?
As amídalas fazem parte da orofaringe, uma subparte da faringe. De nenhuma forma, a sua remoção pode ocasionar problemas desta região do organismo. O que ocorre é que as pessoas continuam a apresentar faringites virais, mas agora com menor gravidade. E retirar as amídalas, ao contrário do que muita gente pensa, não enfraquece o sistema imunológico do paciente.

E a cirurgia, como funciona? É simples?
A cirurgia das amídalas e adenóides, geralmente realizadas em conjunto, apresenta riscos como qualquer outro procedimento cirúrgico, devendo ser indicada só após o fracasso do tratamento clínico. Mas o acompanhamento médico precisa ser rigoroso, porque o adiamento da cirurgia traz o desenvolvimento de problemas, muitas vezes, irreversíveis.

O procedimento cirúrgico é feito sob anestesia geral, em geral pela manhã, em decorrência da necessidade do jejum prévio. O paciente precisa permanecer no hospital por, no mínimo, 8 horas, mas geralmente pernoita. Após a alta hospitalar permanecem com restrições às atividades físicas por 10 a 14 dias e restrições alimentares por 1 semana.

Quais são os sinais que mostram que é hora de procurar um médico?
Crianças com episódios recorrentes e comprovados de amidalites de causa bacteriana e pessoas com distúrbios do sono devem procurar o otorrinolaringologista para uma avaliação.



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