Controle a TPM de uma vez por todas

Esta síndrome tem jeito e é mais fácil de resolver do que você imagina

Por Especialista - publicado em 09/01/2009


Ansiedade, dor muscular, dor de cabeça, tontura, depressão, inchaço, ganho de peso, irritabilidade, mamas doloridas, hostilidade, instabilidade emocional, choro fácil, ondas de calor, esquecimento, insônia, pânico, fadiga, gases, desejo alimentar alterado, queda de motivação, idéias suicidas... Esses são apenas alguns dos 150 sintomas listados que a mulher pode sentir durante a tensão pré-menstrual (TPM), síndrome que se manifesta de quatorze a dois dias antes da menstruação e desaparece com a chegada do fluxo. Não bastassem as alterações físicas e emocionais, há as comportamentais, como confusão, indecisão e tendência a ficar estabanada. Os sintomas variam de uma pessoa para outra e podem ser diferentes no mês seguinte. Hoje, felizmente, é consenso entre os profissionais de saúde que os sintomas se referem a uma síndrome, que atinge o sexo feminino de forma diferente e merece atenção.

Sabe-se que 30% dos casos de tensão pré-menstrual apresentam-se de forma moderada. Isto é, incomodam, mas o desempenho geral da mulher não é afetado. Estudos recentes mostram que 10% das mulheres apresentam sintomas de forma significativa. E em 6 a 8% as alterações são tão intensas que chegam a comprometer a vida cotidiana. Estes casos são classificados como disforia luteal.

Todas as mulheres em idade fértil convivem com as alterações bioquímicas nos níveis dos hormônios sexuais - estrógeno e progesterona -, responsáveis pela instabilidade feminina no período. Mas só isso não basta para desencadear a síndrome. Sua manifestação depende de outros fatores, físicos e emocionais. A predisposição genética, por exemplo, é um deles. Isso quer dizer que o histórico de mães e avós permite predizer como serão os períodos menstruais de filhas e netas.

A TPM também está relacionada ao estilo de vida contemporâneo. Estresse, tensões, dificuldades econômicas e de relacionamento, enfim, os altos e baixos do dia-a-dia agem como gatilho para detonar o problema da TPM em mulheres predispostas, o que explica a maior incidência da síndrome em quem vive nos centros urbanos. Outro fator que contribui para o agravamento do problema é a própria condição feminina nos dias de hoje. A mulher, sobretudo nas grandes cidades, luta para dar conta dos novos e múltiplos papéis sociais assumidos. Isso porque boa parte, além de atuar em um mercado profissional competitivo e globalizado, é responsável por afazeres e finanças familiares.

Informação auxilia no controle da doença

A informação correta sobre o funcionamento do corpo auxilia muito a mulher a compreender o que está se passando com suas taxas hormonais, em cada fase do mês. Adotamos este procedimento pedagógico com todas as pacientes, desde a adolescente que acaba de menstruar pela primeira vez até as mulheres na idade adulta, que chegam ao consultório relatando queixas relacionadas ao ciclo menstrual.

O segredo para conviver em paz com o ciclo menstrual é ter plena noção de como o organismo responde aos hormônios. Nos quinze dias após a menstruação, há produção de estrógeno e a mulher se torna sedutora, se arruma mais, fica ativa e extrovertida. Em seguida, o corpo se prepara para gerar uma nova vida e os níveis de progesterona se elevam. Ela se sente, então, mais maternal, introspectiva, organizadora, cooperativa. A saída é não ir de encontro à sua natureza, mas se deixar conduzir por ela.

Diversas possibilidades terapêuticas

Hoje, para tratar a TPM, existem muitas opções terapêuticas. De acordo com o estilo de vida e as condições de saúde de cada paciente, podemos definir a melhor opção terapêutica para cada mulher. Muitas vezes, a acupuntura auxilia a paciente a enfrentar este período. Em outros casos, podemos prescrever uma suplementação vitamínica ou o uso de alguns calmantes. Nos quadros mais graves, o ginecologista pode até mesmo optar pela supressão da menstruação.

O que pode ajudar a controlar a TPM

Com a supervisão do ginecologista, é possível recorrer a:

-acupuntura;
-meditação;
-remédios homeopáticos;
-remédios fitoterápicos (valeriana, passiflora, sabugueiro);
-suplementação vitamínica (vitamina A, B6 ou E, de acordo com o caso);
- ácido gamalinoleico (presente no óleo de prímula), antidepressivos e calmantes;
-supressores da menstruação;
-psicoterapia.

Queixas dos maridos, namorados, companheiros...

No relacionamento a dois, a alteração no comportamento feminino provocada pela TPM também pode mexer com os nervos masculinos. Mas, conhecendo o temperamento da parceira e sabendo como ela reage, há como ajudá-la a enfrentar a fase com calma. Recomendo aos maridos, namorados e companheiros que exercitem sua tolerância e não discutam à toa. Aconselho que dividam as tarefas domésticas e as obrigações familiares, principalmente neste período, assim, a mulher poderá ficar mais relaxada. Explico que uma diminuição da libido nesta fase é natural e que a mulher fica mais emotiva, precisando de mais carinho e atenção.


Dr. Aléssio Calil Mathias é ginecologista e obstetra, diretor da Clínica Genesis.

Para saber mais, acesse: www.clinicagenesis.com.br


Este conteúdo ajudou você? Já ajudou você e + 1254 pessoa(s) Já avaliou

Imprima

Erro

erro

Comente

Compartilhe

Aléssio

Escrito por:

Aléssio Calil Mathias

Ginecologia e obstetrícia

Ajudou 3094 pessoas


siga o minha vida e melhore sua qualidade de vida

Saiba mais

Copyright 2006/2012 Minha Vida - Todos os direitos reservados

"As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas."

  • O Minha Vida é uma empresa Endeavor

  • Prêmio ABEMD 2010 Associação Brasileira de Marketing Direto

  • Nós aderimos aos princípios da 
                                charte HONcode da Fondation HON Nós aderimos aos princípios da carta HONcode.
    Verifique aqui