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Chiado e catarro no peito podem ser doença grave

DPOC une bronquite e enfisema, ameaçando a oxigenação do corpo

Por Minha Vida - publicado em 09/04/2009


Chiado e catarro no peito podem ser doença grave DPOC une bronquite e enfisema, ameaçando a oxigenação do corpo Conhecida como DPOC, a doença pulmonar obstrutiva crônica é considerada a doença que mais causa danos para os pulmões.

 Irreversível, o problema une a bronquite crônica e o enfisema pulmonar, apresentando uma evolução progressiva que se desenvolve, principalmente, após a exposição prolongada dos brônquios às substâncias contidas na fumaça do cigarro. Outro agente causador do problema é a falta da proteína alfa-antitripsina nos pulmões e o contato direto e regular com a fumaça provocada pela queima de lenha.

A doença apresenta um aumento exagerado na produção de catarro nos brônquios, quando os problemas aparecem. A DPOC causa uma inflamação brônquica somada à destruição dos alvéolos do pulmão. Entre 20% a 30% dos fumantes desenvolvem a DPOC após os 40 anos, sendo que alguns estudos sugerem que as mulheres são mais suscetíveis aos efeitos nocivos do cigarro do que os homens , explica o pneumologista e professor-livre docente da Faculdade de Medicina da UNIFESP, José Jardim. Gravidade A DPOC apresenta quatro estágios de gravidade, que variam entre leve, moderado, grave e muito grave. As crises respiratórias são causadas geralmente por infecções bacterianas ou virais, como explica o pneumologista. No período das crises, os pacientes sentem piora da falta de ar, fadiga, aumento da tosse crônica e da produção de catarro. Em 95% dos casos, as lesões dos tecidos pulmonares são irreversíveis, mesmo que o paciente tenha parado de fumar por muito tempo .

Sintomas
Os sintomas da doença surgem com o tempo, de forma lenta e progressiva. Mas, alguns deles surgem logo nos primeiros meses da doença. Os principais sintomas da DPOC são tosse crônica, produção de catarro e falta de ar, principalmente durante o sono e durante o esforço físico. Normalmente, os sintomas aparecem de maneira progressiva, sendo comum o paciente somente dar atenção ao problema quando o quadro piora explica o especialista.

DPOC x Asma
As doenças parecem bastante podem parecer à mesma coisa, mas não são. Entender a diferença é fundamental para conseguir um diagnóstico precoce.
Quando surge
DPOC: Início na meia idade
Asma: Na infância ou adolescência
Características
DPOC: Longo histórico de tabagismo
Asma: Histórico familiar de asma Sintomas
DPOC: Progressivos, tosse, produção de catarro e falta de ar
Asma: Variados, chiado no peito, tosse seca ou com catarro, falta de ar e cansaço Consequencias
DPOC: Lesões pulmonares não reversíveis
Asma: Alterações inflamatórias reversíveis

Diagnóstico
Para o diagnóstico da doença acontecer, é preciso uma avaliação clinica do paciente, além de um exame chamado espirometria. A espirometria é um exame que avalia a função pulmonar por meio de um aparelho que registra os movimentos de inspiração e expiração do paciente. Ele também avalia a gravidade da doença e a resposta do paciente às medicações broncodilatadoras , comenta o pneumologista.

Tratamento
O tratamento da DPOC busca diminuir a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, mas, não existe cura. Dependendo da gravidade da doença, o médico pode prescrever o uso de broncodilatadores inalatórios, antibióticos e a oxigenoterapia domiciliar para repor a falta de oxigênio no sangue , explica o especialista. O tratamento farmacológico pode prevenir e controlar os sintomas, reduzir a freqüência e a gravidade das crises respiratórias e melhorar a condição  de saúde do paciente

Reabilitação pulmonar
Outro método de tratamento é a reabilitação pulmonar, que de acordo com o especialista melhora muito o quadro da doença. A reabilitação pulmonar é um programa de atendimento multiprofissional aos pacientes com DPOC que inclui técnicas de respiração, treinamento para melhora do condicionamento físico e outras atividades sob supervisão de profissionais de saúde

Teste seu pulmão
A Associação Brasileira de Portadores de DPOC preparou um teste que indica se você está no grupo de risco da doença. Confira:
1. Você é fumante há mais de 20 anos, com uma média de consumo de 20 cigarros ao dia ou mais?
2 Você tem gripes ou resfriados freqüentes, ou seja a cada 2 a 3 meses?
3. Quando você está gripado seu peito chia e/ou você sente falta de ar em atividades que antes eram feitas naturalmente?
4. Após um quadro gripal, você persiste com tosse e/ou catarro por tempo maior do que o normal, ou seja, em torno de 10 dias (sensação de "gripe que não curou")?
5. Você tem tosse persistente mesmo não estando gripado?
6. Você costuma eliminar, por vários dias, principalmente pela manhã, catarro branco, independentemente de estar gripado?
7. Você tem notado nos últimos meses, ou anos, que a sua respiração fica difícil, pesada, em atividades físicas que antes não provocavam tal sensação? De acordo com o a Associação Brasileira de Portadores de DPOC, caso tenha respondido sim a três ou mais questões, você tem chances de desenvolver a doença. Procure um médico para realizar uma avaliação clínica.



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