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Parar de menstruar trata TPM e endometriose

A suspensão do sangramento traz efeitos colaterais e não deve ser feita à toa

Por Minha Vida - publicado em 05/06/2009


Acabar com as cólicas, a TPM, o inchaço e as dores de cabeça está na lista de sonhos das mulheres que entram numa zona cinzenta mensalmente, a cada vez que a menstruação se aproxima. Mas interromper o fluxo é uma decisão séria, que ainda causa polêmica e precisa ser analisada com cuidado, tanto pela paciente quanto pelo médico.

"Antes de decidir, precisamos analisar exames hormonais e realizar um ultra-som do aparelho reprodutor. O tratamento só é indicado para mulheres que apresentam cólicas intensas, como as da endometriose, ou quando a TPM atrapalha a qualidade de vida. Existem mulheres que desejam parar porque detestam o sangramento", afirma a ginecologista Camila Cambiaghi.

O incômodo que o fluxo menstrual provoca, entretanto, não deve servir de motivo para interrompê-lo. Isso porque os efeitos colaterais desta escolha são sérios e podem abalar bastante a saúde: irritabilidade, ganho de peso, problemas hormonais e até o risco de depressão aparecem quando a menstruação é suspensa sem que isso seja parte de um tratamento médico contra TPM ou endometriose, por exemplo.

Mês em branco
O método mais usado para conseguir suspender o ciclo consiste no consumo de hormônios, divididos em doses com pílulas diárias, injeções mensais ou trimestrais. "Mas mulheres que apresentam problemas na tireóide, por exemplo, devem evitar o tratamento, pois os hormônios podem prejudicar ainda mais o funcionamento da glândula", diz a médica.

Mas, não pense que é fácil acabar de vez com o ciclo menstrual. De acordo com a ginecologista, é possível que ele nunca acabe, mesmo com o uso de hormônios. Os pequenos sangramentos, aliás, são bastante comuns e não devem ser encarados como um problema ou sinal de que os hormônios não funcionam.

"Os sangramentos são bem menores e irregulares. Eles acontecem devido a um processo do organismo que não se acostuma com o fim do ciclo e tendem a sumir com o tempo", afirma Camila. No primeiro mês de consumo hormonal, os desconfortos causados pela variação no ciclo começam a diminuir, mas os efeitos do tratamento só são sentidos totalmente após um trimestre de cuidados especiais.

Gravidez
A especialista também explica as chances de engravidar voltam ao normal em poucos meses, caso a mulher interrompa as doses de hormônios. "O uso prolongado de anticoncepcionais hormonais interfere no ciclo menstrual da mulher. Após a interrupção, o organismo pode levar alguns meses para restabelecer o ciclo normal, ter ovulações e assim engravidar", afirma.

Emendando as cartelas
Quem toma pílula sabe, com precisão, quando vai menstruar. Mas o consumo de várias cartelas, sem intervalo, não pode ser encarado como alternativa para evitar os sangramentos. Isso porque, mesmo as fórmulas de baixa dosagem, apresentam mais hormônios do que seu organismo tolera, descartando as interrupções previstas no tratamento. Os resultados de uma iniciativa como essa são, entre outros, inchaço e ganho de peso, descontrole no ciclo menstrual e até problemas mais graves, como descontrole nos hormônios produzidos pelo seu organismo.



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