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Brasil desenvolverá teste para detectar Zika vírus no sangue para doação

O plano é que os testes NAT, que já identificam o HIV e hepatites B e C, também consigam diferenciar o Zika vírus

Ministério da Saúde pretende incluir o Zika vírus no teste NAT, teste de DNA usado atualmente para detectar os vírus HIV e da hepatite B e hepatite C nas bolsas de sangue doados nos hemocentros nacionais. O desenvolvimento do novo teste NAT será feito pelo Laboratório Biomanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, que já são os criadores do teste anterior.

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A ação contará com o apoio dos Estados Unidos para dar maior rapidez aos processos de registro, em uma parceria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com a FDA (Administração de Comidas e Drogas, órgão dos Estados Unidos que regula novos medicamentos, testes e alimentos).

O acordo foi firmado após a Reunião Bilateral Brasil-EUA Fortalecimento da Cooperação para a Resposta à Epidemia do Vírus Zika, ocorrida na última sexta-feira (19). Além dessa colaboração, será formado um comitê para dar continuidade no desenvolvimento de pesquisas para diagnóstico, controle, vacina e tratamento contra o Zika vírus.

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Transmissão por sangue na mira dos estudiosos

Há algum tempo os casos de transmissão de Zika vírus pelo sangue estão sendo observados pelas autoridades brasileiras. Por enquanto, dois casos de transmissão via transfusão de sangue do Zika vírus foram confirmados no Hemocentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mas nenhum dos pacientes apresentou sintomas.

Tanto que um projeto da Fundação Pró-Sangue/Hemocentro de São Paulo, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), já conseguiu desenvolver um método que detecta a presença do Zika vírus no sangue usado em transfusões.

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A ideia é usar esse método na triagem de bolsas de sangue que serão usadas em gestantes ou transfusões intrauterinas (ou seja, em que o sangue é transferido direto para o feto). Isso equivale a cerca de 0,16% do estoque do banco de sangue. A técnica já começou a ser usada no Hemocentro de São Paulo após o Carnaval.