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Dengue está sendo negligenciada, revela especialista da OMS

Em 16/3/2017
Redação
Escrito por Redação
Redação Minha Vida

A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente com a dengue em mais de 100 países de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em consequência da dengue.

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Durante o 1º Workshop Internacional Asiático-Latino-Americano sobre Diagnóstico, Manejo Clínico e Vigilância da Dengue, que acontece em Brasília até quinta-feira (16), o coordenador de gestão e ecologia do vetor da OMS, Raman Velayudhan, disse que a dengue tem sido negligenciada.

O especialista identifica a dengue como uma doença dinâmica e, ao mesmo tempo, negligenciada: "Essencialmente, é a doença do século, com uma distribuição muito incerta. À medida que a malária está diminuindo, a dengue está crescendo. Um mosquito substituiu o outro. Esses vetores já transmitem quatro enfermidades. A dengue é a maior ameaça, devido às mudanças climáticas e ambientais e à fácil adaptação dos vetores (Aedes aegypti e Aedes albopictus)".

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"Esses mosquitos têm a capacidade de armazenar ovos em muitos lugares diferentes. Como conseguiremos eliminar todos? Em larga escala, será um desafio praticamente impossível. Por isso, temos que trazer a população para um nível em que isso aconteça", alertou Raman.

Com a redução dos casos de dengue as pessoas podem "ter menos medo" de serem infectadas, sendo prejudicial para o combate da doença. Por esse motivo é essencial que os governos aumente as campanhas de conscientização. A OMS já tem trabalhado em uma série de ferramentas e novas tecnologias para ajudar diversos países no controle de vetores.

De acordo com o José Luís San Martín, assessor regional da OPAS/OMS para o controle da dengue, os primeiros registros de dengue na América Latina remetem há 400 anos. "As Américas são um continente com um longo histórico de circulação do vírus. Na década de 1980, houve uma estabilização, mas esse ciclo foi interrompido nos últimos quatro anos com a entrada do chikungunya e do vírus zika", disse. Desde então, diversos locais que não notificavam transmissão passaram a reportar casos.

O evento realizado pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) em parceria com o Ministério da Saúde e o Programa de Cooperação de Singapura tem como objetivo fortalecer as capacidades técnicas dos participantes de países das Américas e da Ásia sobre a doença.

Os países que participam do workshop são Brasil, Barbados, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, El Salvador, Guiana Francesa, Índia, Jamaica, Malásia, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, Filipinas, Porto Rico, Singapura, Tailândia, Venezuela e Vietnã.

Segundo Luis Castellanos, chefe da Unidade de Doenças Infecciosas Negligenciadas, Tropicais e Transmitidas por Vetores da OPAS/OMS, a agência da ONU está focada em populações que vivem em situação de vulnerabilidade e de extrema pobreza na região das Américas.

O encontro entre países latino-americanos e asiáticos é uma iniciativa enriquecedora em termos de saúde pública. "A dengue é um problema de gerações, que nos desafia cada vez mais. Temos que ser mais fortes que esse vetor e essa doença. Temos que compartilhar as melhores práticas de nossos países acumuladas ao longo do tempo", alertou o especialista.

Com informações das Nações Unidas no Brasil.

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