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Pesquisadores descobrem maneira de converter gordura corporal "ruim" em gordura "boa"

Transformação entre as gorduras contribuiu para a perda de peso estável em camundongos

Ingerir certas quantidades e fontes de gorduras é essencial para que o nosso organismo mantenha suas funções de maneira saudável. Porém, o que poucos sabem é que p nosso corpo acumula gorduras boas e ruins.

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A gordura boa tem uma coloração marrom, ela ajuda a queimar calorias e está associada à habilidade do corpo de produzir calor. Já a gordura ruim possui uma aparência esbranquiçada, colaborando para o acúmulo de calorias e levando ao ganho de peso. Além disso, a gordura ruim está relacionada a problemas como o aumento da prevalência de condições como diabetes e hipertensão.

A gordura branca (ruim) é encontrada na barriga, quadris e coxas. Enquanto a marrom (boa), está localizada perto do pescoço e dos ombros.

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Para entender melhor a distinção entre os dois tipos de gordura, cientistas realizam diversas pesquisas com o objetivo de identificar uma maneira de aumentar a produção de gordura boa.

Um novo estudo feito pela 'Washington University School of Medicine', nos Estados Unidos, identificou uma maneira de converter gordura ruim em gordura boa (marrom), pelo menos em camundongos. O método foi publicado nesta terça-feira (19) na "Cell Reports".

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A descoberta traz uma nova esperança para que especialistas possam desenvolver tratamentos mais eficazes em pessoas que sofrem com obesidade e diabetes relacionados ao ganho de peso. "Nosso objetivo é encontrar uma maneira de tratar ou prevenir a obesidade", disse o primeiro autor do estudo, Irfan J. Lodhi.

De acordo com os pesquisadores, o bloqueio da atividade de uma proteína específica na gordura branca a transformou em gordura bege, um tipo de gordura entre a branca e a marrom.

Para investigação, a equipe realizou uma série de experimentos em camundongos, que foram manipulados geneticamente para não poderem produzir uma proteína chave em suas células brancas de gordura.

Os ratos selecionados tinham mais gordura bege e eram mais magros do que o resto da ninhada, mesmo quando comiam a mesma quantidade de alimento que outros ratos. Além disso, eles também queimavam mais calorias comparado aos outros animais.

"Os ratos normalmente têm níveis muito baixos da proteína, chamada PexRAP, em sua gordura marrom. Quando colocamos os camundongos em um ambiente frio, os níveis da proteína também diminuíram em gordura branca, permitindo que a gordura se comportasse mais como gordura marrom. O frio induz gorduras castanhas e bege e ajuda a queimar energia armazenada e produzir calor", comentou Lodhi.

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Segundo os cientistas, a análise também fez com que as células de gordura aquecessem e, com isso, queimassem calorias. Desta forma, mesmo que a gordura branca não tivesse se transformado inteiramente em marrom, a bege também contribui para que o corpo queime mais calorias.

"Ao visar a gordura branca, podemos converter gorduras ruins em um tipo de gordura que combata o ganho de peso", revelou o pesquisador.

Com esse estudo, os especialistas esperam que algum tipo de terapia possa ser desenvolvida com base no que foi feito em laboratório. O objetivo é que um medicamento seja capaz de bloquear uma proteína da gordura branca em seres humanos com segurança.