Cientistas identificam genes que dificultam resposta da quimioterapia

O objetivo dos pesquisadores é desenvolver medicamentos que inibem a atividade dos genes no câncer de mama

O câncer é uma das doenças mais temidas atualmente, devido a sua complexidade. No mundo, o câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente e o que mais acomete as mulheres.

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Muitas pesquisas sobre câncer de mama estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços em prevenção, detecção precoce e tratamentos.

Uma nova pesquisa realizada pelo Centro Médico Southwestern Medical da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, identificou possíveis alvos que dificultam resposta a quimioterapia no tratamento de câncer de mama triplo negativo, a forma mais agressiva de câncer de mama. O estudo foi publicado no jornal Cell Metabolism.

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De acordo com as análises, o aumento da atividade de dois genes, MCL1 e MYC, está associado ao desenvolvimento da resistência à quimioterapia. Essa ação impulsiona a fosforilação oxidativa mitocondrial, que promove o crescimento de células-tronco resistentes a quimioterapia.

"As alterações nesses dois genes são facilmente detectáveis em exames para descoberta de tumores. Algumas combinações de drogas que inibem MCL1 ou MYC, ou ambos, têm o potencial de reduzir o desenvolvimento da resistência à quimioterapia e devem ser estudados em ensaios clínicos", disse o Dr. Arteaga, Professor de Medicina Interna do UT Southwestern Medical Center. Dr. Arteaga mantém a cadeira distinta de Lisa K. Simmons em oncologia abrangente.

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A maioria dos cânceres de mama podem ser tratados com terapia hormonal, mas cerca de 15% dos casos são câncer de mama triplo negativo, o que significa que as células cancerosas não são influenciadas por hormônios como estrogênio ou progesterona.

Portanto, o câncer triplo negativo deve ser tratados com quimioterapia, que é tóxico para células saudáveis, bem como células cancerosas. Além disso, a maioria dos cânceres de mama triplos negativos eventualmente se tornam resistentes à quimioterapia e o câncer então se espalha sem controle.

Segundo a equipe, drogas que inibem a atividade dos genes MCL1 ou MYC estão em desenvolvimento. Quando esses medicamentos são administrados em conjunto com quimioterapias padrão, podem potencialmente retardar ou até mesmo prevenir a resistência à quimioterapia, melhorando a perspectiva dessa forma agressiva de câncer de mama.