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Apenas 47% dos homens com HIV no mundo estão em tratamento, diz ONU

O relatório ?Blind Spot? tem como objetivo incentivar os homens a procurarem tratamento e procura formas de combate à doença

Em todo o mundo, existem 36,7 milhões pessoas são portadoras do HIV, mas apenas 20,9 milhões têm acesso ao tratamento contra o vírus. Nesta quinta-feira (30), foram divulgados dados mundiais do relatório (Ponto Cego) realizado pelo Programa Conjunto da ONU sobre o HIV/Aids (Unaids) por causa do Dia Mundial da Aids, que foca neste ano no acesso ao tratamento por parte de homens e crianças.

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De acordo com as informações, os homens têm menos probabilidades de ter acesso ao tratamento da Aids e mais risco de morrer com doenças relacionadas ao HIV, já que menos da metade dos portadores do vírus estão sendo tratados adequadamente com antirretrovirais.

O relatório descobriu que, em média, a cobertura do tratamento entre homens de 15 anos ou mais foi de 47% em 2016 em todo o mundo. Enquanto isso, o índice chega a 60% entre as mulheres.

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No entanto, essa diferença nos dados é ainda maior entre homens e mulheres na África Central e Ocidental, onde apenas 25% dos homens com HIV recebem tratamento antirretroviral contra 44% das mulheres, embora existam diferenças importantes em outras regiões do mundo.

América Latina

Uma surpresa para a organização foram os números da América Latina, que incluem o Brasil. Em todos esses países a tendência não se repete, isso porque 58% dos homens já fazem o uso dos medicamentos necessários para combater o vírus e entre as mulheres o índice é de 59%.

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Devido à diferença em nível global, os homens têm mais chances de morrer que as mulheres de doenças relacionadas com a Aids, já que representavam 58% das mortes ligadas ao vírus em 2016.

Segundo a ONU, estudos mostram que os homens são mais propensos do que as mulheres a começar o tratamento de forma tardia, a interrompê-lo e a não realizar o acompanhamento terapêutico. Além disso, destacam que essas brechas e carências na cobertura de tratamento contribuem para novos ciclos de infecção.

Outra informação importante apresentada é que a prevalência do HIV é maior entre homens que fazem parte dos grupos de população-chave (incluindo profissionais do sexo, pessoas que usam drogas injetáveis, pessoas trans, pessoas privadas de liberdade, gays e outros homens que fazem sexo com homens - e seus parceiros sexuais).

O "Blind Spot" afirma também que cerca de 80% dos 11,8 milhões de pessoas que usam drogas injetáveis são homens, e que a prevalência do HIV entre eles supera os 25% em vários países. Fora o sul e o leste da África, 60% das novas infecções pelo HIV entre adultos ocorrem entre homens.

Essa apresentação tem como objetivo incentivas os homens a utilizarem os serviços de saúde e que esses serviços sejam mais acessíveis para eles, se adaptando às necessidades e às realidades do grupo.

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Com informações da EFE Brasil.