Câncer de estômago

Visão Geral

Também conhecido como câncer gástrico, os tumores do estômago aparecem em terceiro lugar na incidência entre homens e em quinto entre as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) são diagnosticados mais de 20 mil novos casos de câncer gástrico por ano.

O consumo de alimentos em conserva tem sido apontado por muitos especialistas como uma das causas mais prováveis de câncer de estômago. Mas como o número de equipamentos de refrigeração, usados principalmente para a conservação de alimentos, tem aumentado em todo o mundo, as taxas deste tipo câncer caíram consideravelmente, principalmente em países desenvolvidos, como os Estados Unidos e a Inglaterra. O Japão, apesar de ser a terceira maior economia do mundo, é o que registra o maior número de casos da doença em todo o planeta. São aproximadamente 780 casos para cada 100 mil habitantes. A maior taxa de mortalidade em decorrência deste tipo de câncer, no entanto, está na América Latina, principalmente em países como Costa Rica, Chile e Colômbia.

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O câncer de estômago se apresenta, geralmente, em três tipos distintos: adenocarcinoma (correspondente a 95% dos casos), linfoma (3% dos casos) e leiomiossarcoma (2%).

Adenocarcinomas são um tipo maligno de tumor que acometem células secretoras e que podem acontecer em qualquer parte do corpo. Já os linfomas são um tipo específico de tumor que afeta células do sistema linfático. Um leiomiossarcoma, por sua vez, é um tipo de tumor que afeta os tecidos que dão origem aos ossos e músculos do corpo.

Os médicos ainda não sabem ao certo o que causa o câncer de estômago, mas sabe-se que há uma forte correlação entre uma dieta rica em sal e em alimentos defumados e em conserva e o desenvolvimento de câncer gástrico.

Em geral, o câncer de estômago começa quando ocorre um erro no DNA da célula. Essa mutação faz com que a célula cresça e se multiplique rapidamente. As células cancerosas acumuladas formam aquilo que chamamos de tumor, podendo invadir outras partes do corpo também, espalhando-se rapidamente por todo o organismo.

Os médicos apontam alguns fatores como de risco para o desenvolvimento de um câncer no estômago. Veja:

  • Alimentarse por uma dieta rica em alimentos salgados, defumados e em conserva
  • Ter uma dieta pobre em frutas e legumes
  • Comer alimentos contaminados
  • Ter histórico familiar de câncer de estômago
  • Ter uma infecção por Helicobacter pylori
  • Sofrer de uma inflamação do estômago a longo prazo
  • Ter anemia perniciosa
  • Ser fumante
  • Apresentar pólipos do estômago

Não há sintomas específicos do câncer de estômago. Alguns sinais da doença podem, na verdade, ser confundidos com outras doenças gástricas, a exemplo da gastrite, úlcera e outros problemas. Os principais sintomas são:

Vômito com sangue ocorre em cerca de 10 a 15% dos casos de câncer de estômago. Também podem surgir sangue nas fezes, fezes escurecidas, pastosas e com odor muito forte (indicativo de sangue digerido).

Quando o exame físico está sendo realizado, o paciente com câncer pode sentir dor no momento em que o estômago é palpado.

Se você tem sinais e sintomas que possam estar relacionados ao câncer de estômago, marque uma consulta com um médico, que investigará as causas mais comuns destes sinais e sintomas e poderá orientá-lo adequadamente.

Quando for consultar um médico, certifique-se de falar tudo o que ele precisar saber sobre seus sintomas. Isso o ajudará – e muito – a fazer o diagnóstico. Descreva seus sintomas em detalhes e tire todas as suas dúvidas. Esteja preparado, também, para responder às perguntas que o especialista poderá lhe fazer, como essas:

  • Quando seus sintomas começaram?
  • Seus sintomas são ocasionais ou frequentes?
  • Qual a intensidade de seus sintomas?
  • Há alguma medida que melhore ou piores seus sintomas?

Para realizar o diagnóstico, o médico pedirá alguns exames específicos, como:

  • Endoscopia
  • Exames de imagem, especialmente raios-X e tomografia computadorizada

Outros testes podem ser feitos para determinar a extensão do tumor, como a biópsia, que é o exame feito para confirmar se o tecido afetado é mesmo canceroso. Além disso, é feita uma análise histológica do tumor, que pode se enquadra em um desses quatro estágios:

  • Fase I. Neste estágio, o tumor é limitado à camada de tecido que reveste o interior do estômago. As células cancerosas também podem se espalhar para gânglios linfáticos próximos.
  • Fase II. O câncer já se espalhou, crescendo para dentro da camada muscular da parede do estômago. Ele também pode se espalhar para mais dos gânglios linfáticos.
  • Fase III. Aqui, o cancro pode ter crescido por meio de todas as camadas do estômago. Ou pode ser um câncer menor que se espalhou de forma mais ampla para os gânglios linfáticos.
  • Fase IV. O câncer se espalhou para áreas mais distantes do corpo.

As opções de tratamento disponíveis para o câncer de estômago dependem do estágio da doença. A cirurgia é, geralmente, o meio mais utilizado para curar o paciente. Se você estiver com diagnóstico positivo para câncer de estômago, converse com seu médico sobre a melhor opção de procedimento cirúrgico.

Sessões de quimioterapia e radioterapia também podem ajudar. Elas podem ser feitas também após a cirurgia, aumentando as possibilidades de cura do paciente.

O médico também poderá descrever alguns medicamentos que agem sobre algumas células tumorais específicas.

Como ainda não está claro o que causa o câncer do estômago, ainda não há maneira de prevenir. Mas você pode tomar medidas para reduzir o risco da doença fazendo pequenas mudanças em sua vida cotidiana. Você pode tentar:

  • Comer mais frutas e legumes
  • Reduzir a quantidade de alimentos salgados e defumados em sua dieta
  • Parar de fumar

Pergunte ao seu médico sobre o seu risco de câncer de estômago para que, juntos, vocês possam buscar opções de prevenção e tratamentos eficazes.

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O resultado do tratamento varia. A profundidade na qual o tumor invade a parede do estômago e as ocasiões em que os nódulos linfáticos estão envolvidos quando o paciente é diagnosticado influenciam nas chances de cura.

Quando o tumor foi disseminado para fora do estômago e já está espalhado pelo corpo, a cura não é possível e o tratamento é direcionado à melhoria dos sintomas.

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  • Instituto Nacional de Câncer (INCA)
  • Clínica Mayo
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