Cardiomiopatia hipertrófica

Visão Geral

O que é Cardiomiopatia hipertrófica?

Cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é o tipo mais comum de doença cardíaca de origem genética. Ela se caracteriza pelo engrossamento do músculo do coração (miocárdio), fazendo com que seja mais difícil para o coração bombear o sangue.

Muitas vezes a cardiomiopatia hipertrófica não é diagnosticada, uma vez que muitas pessoas apresentam poucos ou nenhum sintoma. Felizmente, a maior parte das pessoas com a doença vivem normalmente, não ocasionando problemas significativos.

Sinônimos

Miocardiopatia hipertrófica, cardiomiopatia hipertrófica sem obstrução, cardiomiopatia hipertrófica não obstrutiva, cardiomiopatia hipertrófica com obstrução, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.

Tipos

A maioria das pessoas com cardiomiopatia hipertrófica têm a parede entre as duas câmaras inferiores do coração (ventrículos) mais alargada, o que obstrui o fluxo sanguíneo. Condição que, às vezes, é chamada cardiomiopatia hipertrófica com obstrução ou cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.

Entretanto, em alguns casos a cardiomiopatia hipertrófica acontece sem obstrução significante do fluxo sanguíneo, mas o ventrículo esquerdo, que é a principal câmara de bombeamento do coração, pode se tornar duro. Com isso, a quantidade de sangue que o ventrículo pode conter e bombear a cada batimento se torna reduzida, o que pode ser chamado de cardiomiopatia hipertrófica sem obstrução ou cardiomiopatia hipertrófica não obstrutiva.

Causas

A cardiomiopatia hipertrófica normalmente é causada por mutações genéticas que causam a hipertrofia (engrossamento) do músculo do coração. As pessoas com essa doença também apresentam um arranjo anormal das células do músculo cardíaco, condição conhecida como desordem fibromuscular, condição que pode contribuir para a arritmia em algumas pessoas.

Fatores de risco

Normalmente a cardiomiopatia hipertrófica é uma condição passada geneticamente pelos pais. Estima-se que 50% dos filhos de pessoas com a doença também a desenvolvam. Então, parentes próximos (pais, filhos e irmãos) de pessoas diagnosticadas com cardiomiopatia hipertrófica devem procurar um cardiologista para checar a possibilidade de também ter a doença.

Sintomas

Sintomas de Cardiomiopatia hipertrófica

Os sintomas de cardiomiopatia hipertrófica podem incluir:

  • Respiração encurtada, especialmente durante a prática de exercícios
  • Dores no peito
  • Desmaios
  • Fadiga
  • Sensação de batimento cardíaco acelerado ou palpitações
  • Sopro, que o médico detectará quando auscultar o batimento cardíaco.

Em algumas pessoas, o engrossamento do músculo do coração pode causar problemas na elétrica cardíaca, resultando em arritmias que podem colocar a vida do paciente em risco.

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Antes da consulta, procure descobrir se alguém da família tem problemas no coração, especialmente cardiomiopatia hipertrófica ou morte súbita devido a problemas cardíacos. Além disso, se ao praticar exercícios físicos os sintomas pioram, restrinja ou evite atividades físicas até a consulta com o seu médico.

Vários problemas de saúde, além da cardiomiopatia hipertrófica, podem causar os sintomas da doença - como diminuição da capacidade de respirar e palpitação cardíaca - e algumas podem ser bastante graves. Por isso, caso apresente os sintomas por mais de alguns minutos procure atendimento médico de emergência.

Na consulta médica

O médico que faz o diagnóstico de cardiomiopatia hipertrófica é o cardiologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar ao consultório com algumas informações:

  • Escreva todos os sintomas que você está apresentando e há quanto tempo eles começaram, mesmo que não pareçam relacionados ao problema
  • Liste todos os medicamentos, vitaminas e suplementos que tome com frequência
  • Leve informações sobre outras condições de saúde que tenha ou se já foi diagnosticado com algum problema cardíaco anteriormente.

O médico pode fazer uma série de perguntas, tais como:

  • Alguém na família já apresentou doenças cardíacas? Qual?
  • Qual a severidade dos seus sintomas?
  • Eles pioram com a prática de exercícios?
  • Os sintomas permanecem os mesmos, se alteram de tempos em tempos ou mudam quando você faz algum tipo de esforço físico?
  • Costuma praticar exercícios físicos? Com qual frequência?
  • Você já desmaiou? Suspeitou de alguma razão para isso?.

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes de sair do consultório. Para cardiomiopatia hipertrófica, algumas perguntas básicas incluem:

  • A minha condição me traz quais riscos?
  • Devo tomar alguma precaução antes de praticar exercícios?
  • Algum tipo de atividade não é recomendada na minha situação?
  • Meus parentes próximos também devem marcar uma consulta?
  • Em quanto tempo eu preciso voltar para verificar a minha condição?
  • Os outros medicamentos que tomo podem interferir com a cardiomiopatia hipertrófica?.

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Cardiomiopatia hipertrófica

O médico provavelmente pedirá um exame de ecocardiograma para dar o diagnóstico de cardiomiopatia hipertrófica. Esse teste de imagem permite que o cardiologista veja se o músculo do coração está engrossado, se o fluxo sanguíneo está obstruído e se as válvulas cardíacas estão se movendo normalmente ou não.

Outros testes também podem ser incluídos para diagnosticar a doença, entre eles:

  • Teste ergométrico
  • Monitor Holter 24 horas
  • Ressonância Magnética.

Doença na família

Se algum parente próximo, como pais, irmãos ou filhos apresentaram cardiomiopatia hipertrófica, o médico pode recomendar que os integrantes da família façam alguns testes, a fim de diagnosticar a doença o quanto antes ou descarta-la. Para isso ele pode solicitar:

  • Um teste genético
  • Ecocardiograma.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Cardiomiopatia hipertrófica

O objetivo do tratamento da cardiomiopatia hepática é aliviar os sintomas e prevenir a morte súbita por fatores cardíacos em pessoas de alto risco. O tratamento dependerá da gravidade dos sintomas, podendo conter:

  • Medicações para relaxar o músculo e diminuir o batimento cardíaco, a fim de que o coração bata mais eficientemente
  • Miectomia septal, que é um procedimento cirúrgico em que se retira parte do engrossamento entre os ventrículos. Ela é recomendada em casos graves ou quando as medicações não conseguem aliviar os sintomas
  • Outros procedimentos cirúrgicos, como alcoolização septal, marca-passo bicameral, fibrilação atrial.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Com o diagnóstico de cardiomiopatia hipertrófica, pode ser que o paciente precise alterar a sua rotina com relação à dietas, prática de exercícios, ingestão de bebidas alcóolicas e controle do peso. Levar uma vida mais saudável o ajudará a seguir com a vida normalmente, mas com mais qualidade. Além disso, pode ser necessário a realização periódica de exames para verificação do quadro.

Complicações possíveis

A maioria das pessoas não apresenta sintomas ou complicações devidos à cardiomiopatia hipertrófica. Contudo, dentre as possíveis complicações estão:

  • Arritmias
  • Obstrução do fluxo sanguíneo, que pode causar dor no peito, diminuição da capacidade respiratória, tontura e desmaios
  • Problemas na válvula mitral
  • O músculo cardíaco se torna mais fraco e deixa de ser efetivo na sua função com o tempo
  • Insuficiência cardíaca
  • Morte súbita.

Prevenção

Prevenção

Como a cardiomiopatia hipertrófica é uma condição herdada, não é possível preveni-la. Mas o paciente que sabidamente têm tendência ao problema, por ter irmãos, pais ou filhos com a doença, deve procurar fazer exames para identifica-la e trata-la o mais rápido o possível.

  • Sociedade Brasileira de Cardiologia
  • Mayo Clinic
  • Manual Merk.

Fontes e referências

  • -Sociedade Brasileira de Cardiologia;Mayo Clinic;Manual Merk.
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