Estenose da carótida

Visão Geral

O que é Estenose da carótida?

As artérias carótidas levam a principal fonte de fluxo sanguíneo ao cérebro. Elas estão localizadas em ambos os lados do nosso pescoço, abaixo do maxilar.

A doença carotídea é uma enfermidade na qual essas artérias se tornam estreitas ou obstruídas. Quando as artérias se estreitam, a doença se chama estenose carotídea.

Sinônimos

Doença carotídea

Causas

A doença carotídea ocorre quando substâncias gordurosas e aderentes chamadas placas se acumulam no interior das artérias. Consulte: Aterosclerose (endurecimento das artérias)

As placas podem bloquear ou estreitar lentamente a artéria carótida ou causar a formação de um coágulo (trombo). Os coágulos podem causar um derrame.

Entre os fatores de risco para o bloqueio ou estreitamento das artérias estão:

  • Pressão sanguínea alta
  • Diabetes
  • Cardiopatia
  • Colesterol alto
  • Alto consumo de álcool
  • Doença renal, especialmente quando há necessidade de diálise
  • Consumo abusivo de cocaína
  • Histórico familiar de derrame
  • Idade avançada

O tabagismo também é um fator de risco. Fumar aumenta o risco da maioria dos tipos de derrame. Os indivíduos que fumam um maço por dia apresentam o dobro de risco de sofrer um derrame, em comparação com não fumantes.

Duas doenças incomuns chamadas síndrome de Marfan e displasia fibromuscular (crescimento ou desenvolvimento anormal de células nas paredes das artérias carótidas) também podem causar o estreitamento das artérias carótidas.

Exames

Seu médico realizará um exame físico. Ele poderá ouvir um ruído anormal chamado sopro ao auscultar com o estetoscópio o fluxo sanguíneo no seu pescoço.

Um exame físico também poderá revelar coágulos nos vasos sanguíneos dos olhos. Em caso de derrame ou AIT, um exame neurológico revelará outros problemas.

Os seguintes testes podem ser feitos:

  • Exames de sangue para verificar o colesterol e os triglicerídeos
  • Exame de açúcar no sangue (glicose)
  • Ultrassom das artérias carótidas (duplex ou doppler carotídeo) para avaliar o fluxo de sangue na artéria carótida

Os seguintes exames de imagem poderão ser usados para avaliar os vasos sanguíneos no pescoço e no cérebro:

  • Angiografia por ressonância magnética (ARM)
  • Angiografia por tomografia computadorizada (ATC)
  • Angiografia cerebral ou da carótida

Sintomas

Sintomas de Estenose da carótida

É possível que o indivíduo não apresente sintomas.

O paciente pode apresentar sintomas de um derrame ou de um acidente isquêmico transitório (AIT). Alguns desses sintomas incluem:

  • Fraqueza em um lado do corpo
  • Visão embaçada
  • Desorientação
  • Perda de memória
  • Problemas de fala e de linguagem
  • Dormência

Buscando ajuda médica

Vá para o pronto-socorro ou ligue para o serviço de emergência local (como 192) imediatamente após a ocorrência de um sintoma. Em caso de derrame, qualquer segundo de atraso pode resultar em mais dano cerebral.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Estenose da carótida

As opções de tratamento incluem:

  • Não há um tratamento, além de examinar as artérias carótidas todos os anos
  • Medicamentos e dieta alimentar para diminuir o colesterol e controlar a pressão sanguínea
  • Medicamentos anticoagulantes para reduzir o risco de derrame, como aspirina, clopidogrel (Plavix) e varfarina (Coumadin)

A cirurgia, chamada de endarterectomia carotídea, para remover o acúmulo de placas nas artérias carótidas pode ajudar a evitar novos derrames em pacientes com grandes bloqueios nas artérias do pescoço. Consulte: Cirurgia da artéria carótida

Convivendo (prognóstico)

Expectativas

O derrame é a principal causa de morte nos Estados Unidos. Alguns pacientes que sofrem um derrame recuperam todas as suas funções ou grande parte delas. Outros morrem em decorrência do próprio derrame ou de suas complicações. Cerca de metade dos pacientes que sofrem um derrame passa a ter sequelas duradouras.

Complicações possíveis

As principais complicações associadas à doença carotídea são:

  • Acidente isquêmico transitório (AIT). Nesse episódio, o indivíduo apresenta sintomas semelhantes aos de um derrame por menos de 24 horas, normalmente de 1 a 2 horas. Geralmente, o AIT é considerado como um sinal de aviso de que um derrame poderá ocorrer futuramente se algo não for feito para evitálo.
  • Derrame. Um derrame pode ocorrer quando um vaso sanguíneo de qualquer região do cérebro é bloqueado. O fluxo sanguíneo que passa pela artéria carótida estreita pode ser muito reduzido, resultando na formação de um coágulo. Um derrame também pode ocorrer se um pequeno pedaço do coágulo sanguíneo se soltar e se deslocar para uma artéria menor no cérebro.

Prevenção

Prevenção

As seguintes ações podem evitar a ocorrência de um derrame:

  • Evite comidas gordurosas. Siga uma dieta saudável, com baixo teor de gordura.
  • Não beba mais do que 1 a 2 doses de bebida alcoólica por dia.
  • Exercite-se regularmente: 30 minutos por dia se você não estiver acima do peso
  • 60 a 90 minutos por dia se você estiver acima do peso.
  • Pare de fumar.
  • Verifique sua pressão arterial a cada 1 ou 2 anos, especialmente se tiver histórico familiar de pressão alta. Se você tiver pressão alta, cardiopatia ou se já tiver sofrido um derrame, deverá realizar exames com mais frequência. Fale com seu médico.
  • A pressão arterial deve ser mantida abaixo de 120 a 130/80 mmHg. Se você tiver diabetes ou se já tiver sofrido um derrame, deverá tentar manter uma pressão arterial mais baixa. Pergunte ao seu médico qual deve ser sua pressão ideal.
  • Indivíduos adultos devem verificar o nível de colesterol a cada 5 anos e buscar tratamento, se necessário. Se você já fez um tratamento para colesterol alto, deverá fazer exames com mais frequência.
  • Se você tiver diabetes, cardiopatia ou endurecimento das artérias em alguma parte do corpo, o nível de "mau" colesterol (LDL) deverá ser menor que 70 mg/dL.
  • Siga as recomendações do seu médico se tiver pressão alta, diabetes, colesterol alto e cardiopatia.

Fontes e referências

  • Goldstein LB. Prevention and management of stroke. In: Libby P, Bonow RO, Mann DL, Zipes DP, eds. Libby: Braunwald's Heart Disease: A Textbook of Cardiovascular Medicine. 8th ed. Saunders;2007:chap 58.
  • Zivin JA. Hemorrhagic cerebrovascular disease. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 432.
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