Leucemia mieloide aguda

Visão Geral

O que é Leucemia mieloide aguda?

Leucemia mieloide aguda é um tipo de câncer nas células do sangue e na medula óssea, região em que as células do sangue são produzidas. Esse tipo de leucemia ataca as células mieloides, que normalmente se desenvolvem formando alguns tipos de glóbulos brancos, que funcionam na defesa do nosso corpo, principalmente contra infecções.

Na leucemia mieloide aguda, as células mieloides se desenvolvem de forma anormal, formando células malignas que não cumprem sua função de defesa do organismo e se acumulam na medula óssea, atrapalhando a produção das outras células sanguíneas.

O quadro é chamado de agudo por ter uma progressão muito rápida dessas células sanguíneas imaturas, logo atingindo outras estruturas como os nódulos linfáticos, fígado, baço, cérebro, medula espinhal e testículos.

Este é o tipo mais comum de leucemia em adultos.

Causas

A leucemia mieloide aguda ocorre quando há um dano no DNA das células na medula óssea, que leva ao seu desenvolvimento anormal em células malignas. Não se sabe ao certo porque isso acontece, porém acredita-se que ela pode aparecer após a exposição a alguns compostos químicos, radiação e mesmo algumas drogas da quimioterapia.

Fatores de risco

Alguns fatores de risco aumentam as chances de leucemia mieloide aguda. Entre eles:

  • Idade: quanto mais velho, maior a chances de desenvolver o problema, que é mais comum em maiores de 65 anos
  • Sexo: pessoas do sexo masculino tem uma tendência maior em desenvolver esse tipo de leucemia
  • Ter feito tratamento para o câncer: alguns tipos de quimioterapia e radioterapia aumentam as chances do aparecimento dessa doença
  • Exposição a altos níveis de radiação
  • Exposição a componentes químicos perigosos, como o benzeno
  • Tabagismo: a fumaça do cigarro contém benzeno
  • Outras doenças do sangue: pessoas com mielodisplasia, policitemia vera e trombocitemia tem maior risco de desenvolver essa leucemia
  • Síndrome de Down e outras doenças genéticas

Sintomas

Sintomas de Leucemia mieloide aguda

Os sintomas iniciais da leucemia mieloide aguda parecem os de uma gripe ou outra doença comum. Além disso, a maior parte está relacionada à diminuição da produção das células sanguíneas. Em geral eles variam de acordo com a deficiência de cada célula:

Sintomas gerais da leucemia mieloide aguda

Sintomas da redução dos glóbulos vermelhos

Sintomas da redução dos glóbulos brancos

  • Febre
  • Infecções recorrentes

Sintomas da redução das plaquetas

  • Facilidade em formar hematomas
  • Sangramentos anormais que podem ocorrer no nariz e gengivas

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Você deve procurar ajuda médica se apresentar sinais de anemia, baixa imunidade e sangramentos e hematomas, ou quaisquer outros sintomas que o preocupem.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar uma leucemia mieloide aguda são:

  • Clínico geral
  • Hematologista
  • Oncologista

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando você começou a apresentar esses sintomas?
  • Esses sintomas são contínuos ou ocasionais?
  • Quão severos são seus sintomas?
  • O que parece melhorar e piorar seus sintomas?

  • Quando você começou a apresentar esses sintomas?
  • Esses sintomas são contínuos ou ocasionais?
  • Quão severos são seus sintomas?
  • O que parece melhorar e piorar seus sintomas?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para leucemia mieloide aguda, algumas perguntas básicas incluem:

  • O que provavelmente está causando meus sintomas?
  • Quais as outras possíveis causas para os meus sintomas?
  • Que tipos de exames eu preciso fazer?
  • Minha condição é temporária ou crônica?
  • Qual o melhor plano de ação para meu tratamento?
  • Quais as alternativas a esse tratamento que você está me sugerindo?
  • Eu tenho estas outras condições de saúde? Como posso manejá-las em conjunto?
  • Tem alguma restrição que eu deva fazer?
  • Existe uma alternativa genérica ao medicamento que você está me prescrevendo?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Leucemia mieloide aguda

Caso o médico desconfie que você está com leucemia mieloide aguda, o diagnóstico será feito com base em alguns exames:

  • Exames de sangue: o hemograma completo mostrará a contagem de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, que quando estiverem em proporções anormais, podem indicar o problema. Além disso, é possível detectar a presença de blastos no sangue, que normalmente deveriam estar presentes apenas na medula óssea.
  • Mielografia: É uma biopsia da medula óssea, em que uma punção é feita para retirar uma amostra da medula, retirada em geral do osso do quadril. A mostra é enviada para um teste de laboratório.
  • Punção lombar: em alguns casos pode ser necessário fazer uma punção nos líquidos ao redor da coluna espinhal, para buscar células comuns na leucemia.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Leucemia mieloide aguda

O tratamento da leucemia mieloide aguda visa atingir a remissão, ou seja, que não haja mais células anormais no sangue e na medula óssea. A escolha do melhor tratamento dependerá de uma série de fatores, como idade, subtipo de leucemia, saúde de modo geral. Em geral ela é dividida em duas fases, a terapia de indução de remissão e a terapia de consolidação.

Terapia de indução de remissão

Essa fase do tratamento foca na eliminação de todas as células leucêmica do sangue e da medula óssea. Normalmente ela é feita com quimioterapia, e o processo é tão debilitante que é importante que o paciente fique internado.

Quando eficaz, há uma redução das células de desenvolvimento, o que pode acarretar em redução dos glóbulos vermelhos (provocando anemia) e das plaquetas. Muitas vezes a transfusão é necessária.

Outras drogas anticâncer podem ser usadas na terapia de indução de remissão, combinada à quimioterapia, dependendo do tipo de leucemia mieloide aguda.

Terapia de consolidação ou pós-remissão

Muitas vezes na terapia de indução de remissão, nem todas as células leucêmicas foram mortas, mas apenas controladas. A terapia de consolidação é importante para evitar que haja recidiva. Pode ser feita com quimioterapia, radioterapia e medicamentos.

Em algumas vezes, pode ser feito o transplante de células tronco.

Casos de recidiva

Caso a leucemia mieloide aguda volte, a quimioterapia pode ser feita novamente. Pacientes com menos de 60 anos podem ser indicados a fazer um transplante de células tronco. O transplante ajuda a substituir as células não saudáveis na medula óssea. O transplante pode ser feito com células tronco do próprio paciente (quando ele já entrou em remissão e teve células retiradas e guardadas em um banco) ou de um doador compatível.

Prevenção

Prevenção

Pessoas que trabalham com compostos químicos ou radiação devem ter certeza que estão seguindo os procedimentos de segurança para limitar sua exposição a esses agentes.

Convivendo (prognóstico)

Expectativas

Com tratamento, o paciente com leucemia mieloide aguda tem entre 20 e 40% de chances de ficar bem no mínimo cinco anos, sem recidiva. O mais comum é que a doença volte dentro desses cinco anos, pessoas que passam esse tempo têm menor probabilidade de reincidência da doença.

Os pacientes com prognóstico por são os que desenvolvem a leucemia mieloide aguda após os 60 anos ou que a desenvolvem após um tratamento quimioterápico para outro câncer.

No entanto, o diagnóstico rápido é o fator que mais aumenta as chances de cura.

Fontes e referências

  • Instituto Nacional do Câncer (INCA)
  • Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale)
  • Clínica Mayo
  • Manual Merck
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