Macrocefalia

Visão Geral

O que é Macrocefalia?

Macrocefalia é a condição em que a cabeça da criança tem um tamanho maior do que o considerado esperado para sua idade. A cabeça da criança é medida nas consultas de rotina com o pediatra, em que ele avalia se o crescimento da criança como um todo está ocorrendo dentro do esperado.

Em geral, a circunferência da cabeça do recém-nascido é dois centímetros maior do que a circunferência do peito. A partir dos 6 meses, até os dois anos, essas medidas se igualam, e depois disso o normal é que a circunferência do peito seja maior do que a da cabeça.

Causas

O mais comum é que a macrocefalia seja uma característica genética familiar, a chamada macrocefalia familiar benigna. No entanto, algumas vezes a macrocefalia pode ser sintoma de alguma doença, como:

  • Hidrocefalia, o acúmulo de líquidos na cabeça, que pode ser congênita, póstraumática ou obstrutiva
  • Tumores no cérebro
  • Sangramento intracraniano
  • Hematomas crônicos
  • Síndrome de Morquio
  • Síndrome de Hurler
  • Doença da Canavan.

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Em geral a macrocefalia só será detectada quando a criança vai periodicamente ao pediatra, é importante que os pais respeitem esse ciclo, para diagnosticar não só a macrocefalia, mas qualquer outro problema de saúde da criança.

As famílias brasileiras, pela vida corrida, trabalho dos pais, acabam recorrendo muito ao Pronto Atendimento e por isso acabam perdendo os acompanhamentos de rotina de seus filhos.

A periodicidade recomendada para as consultas é:

  • Mensal até os 12 meses
  • Depois aos 15 e 18 meses
  • Entre dois e quatro anos, duas consultas ao ano.

Esta é a rotina para que se consiga detectar de forma precoce, não só a macrocefalia, mas outras alterações evitáveis com diagnóstico precoce.

Exames

Para acompanhar não só a circunferência (e assim detectar a macrocefalia), mas também outros fatores como o crescimento e o peso da criança, existem tabelas de peso e de estatura. Esse acompanhamento é feito nas consultas de rotina com o pediatra: no primeiro ano de vida essas consultas são mensais, depois aos 15 e 18 meses. E entre dois e quatro anos, são duas consultas ao ano. Desta forma, coletam-se um número de medidas que geram uma curva de acompanhamento. Com o acompanhamento a cada mês, consegue-se detectar alterações e padrões anormais.

Depois de verificada a macrocefalia, o médico pode tentar identificar as causas por meio de exames, analisando principalmente as condições do cerebrais. Para tanto, ele poderá pedir uma ressonância magnética e uma tomografia computadorizada.

Muitas vezes com uma só medição não é possível dizer se a criança está com macrocefalia, e medições futuras são necessárias. Nesses casos a criança fica sob observação e os pais devem observar se ocorre:

Fontes e referências

  • Isis Dulce Pezzuol, pediatra e homeopata (CRM-SP 39.546)
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