Miocardiopatia dilatada: sintomas, tratamentos e causas

REVISADO POR
Dr. Bruno Valdigem
Cardiologia - CRM 118535/SP
especialista minha vida

Visão Geral

O que é Miocardiopatia dilatada?

Sinônimos: cardiomiopatia dilatada

Miocardiopatia dilatada é uma doença do músculo do coração que impede o bombeamento adequado de sangue para o corpo, causando complicações como arritmias, coágulos de sangue e morte súbita. A miocardiopatia dilatada afeta principalmente o ventrículo esquerdo, uma importante câmara de bombeamento do seu coração. O ventrículo esquerdo torna-se ampliado (dilatado) e as fibras musculares se esticam ao máximo, tendo dificuldade maior de se encurtar e comprimir o sangue para fora. Imagine outro músculo - o bíceps - em situação semelhante. O que dá mais trabalho: dobrar o cotovelo com o braço a 90 graus ou com ele completamente esticado, hiperextendido? Com o coração é a mesma coisa: contrair os músculos com eles mais esticados é mais difícil.

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A miocardiopatia dilatada não necessariamente causa sintomas, mas para algumas pessoas pode ser fatal. A miocardiopatia dilatada é uma causa comum de insuficiência cardíaca, a incapacidade do coração de fornecer oxigênio para os tecidos e órgãos do corpo.

A miocardiopatia dilatada pode afetar pessoas de todas as idades, incluindo bebês e crianças. Os tratamentos podem estar disponíveis para a causa da miocardiopatia dilatada, ou para melhorar o fluxo sanguíneo e reduzir os sintomas.

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1. Átrio direito; 2. Átrio direito; 3. Ventrículo direito; 4. Ventrículo esquerdo

Causas

A miocardiopatia dilatada ocorre quando o coração não bombeia sangue de forma tão eficiente quanto um coração saudável. A dilatação do órgão faz com que o músculo cardíaco se enfraqueça. Muitas vezes, a causa de miocardiopatia dilatada não pode ser determinada. Esses casos são chamados de miocardiopatia dilatada idiopática.

Existem numerosas condições que podem causar a dilatação do ventrículo esquerdo. Algumas causas conhecidas de miocardiopatia dilatada são:

  • Genética: alguns genes estão ligados à miocardiopatia dilatada
  • Defeitos congênitos: alguns defeitos cardíacos que estão presentes no momento do nascimento podem causar miocardiopatia dilatada
  • Infecções: vírus, fungos, parasitas ou bactérias em nosso corpo podem agredir o miocárdio (músculo cardíaco) causando miocardite. Um exemplo é a doença de Chagas
  • Doenças autoimunes: algumas doenças imunológicas podem causar miocardiopatia dilatada por uma agressão causada pelo próprio organismo
  • Álcool: ele pode agredir diretamente o coração como agente tóxico, mas pode causar também por deficiência de Vitamina B1 (vulgarmente chamado de Beribéri), que favorece o aparecimento de miocardiopatia dilatada
  • Medicamentos: é possível ter miocardiopatia dilatada pelas ações tóxicas de quimioterápicos utilizados no tratamento de cânceres, uso crônico de corticoides e outros medicamentos por ação tóxica direta
  • Exposição a toxinas: a doença também ser causada pela exposição a metais e alguns compostos tóxicos, como chumbo, mercúrio e cobalto.

Fatores de risco

Hipertensão e taquicardia

A hipertensão arterial é uma das principais causas de cardiopatia dilatada, por ação crônica da pressão elevada do sangue circulante, que leva a deterioração dos vasos sanguíneos e endurecimento destes, proporcionando maior resistência ao trabalho cardíaco. A taquicardia pode ser causa ou consequência de miocardiopatia.

Aterosclerose

Essa é uma doença que causa formação de placas de gorduras (ateromas) nas paredes dos vasos sanguíneos, endurecendo-os e levando a obstruções arteriais, que podem ocorrer nos vasos do coração (coronárias) causando infartos subclínicos. Isso pode levar a perda de músculo viável (que está vivo, mas com as funções comprometidas) do coração, dilatando suas cavidades.

Problemas nas válvulas cardíacas

Tanto a insuficiência cardíaca, que é o fechamento inadequado da válvula do coração, como a estenose, que representa sua abertura diminuída dessas válvulas, podem sobrecarregar a função do coração. Isso acontece porque elas causam uma sobrecarga de volume (quando parte do sangue retorna ao coração por fechamento inadequado) ou sobrecarga de pressão (quando o coração se esforça intensamente para ultrapassar a válvula que não abre direito, como um maior desafio a ser ultrapassado). Ambas as condições exigem um maior esforço do coração para funcionar, podendo levar à dilatação.

Histórico de infarto

O infarto é causado pela obstrução completa de uma artéria coronária, levando a menor oxigenação do músculo cardíaco e perda de músculos, com formação de cicatrizes fibróticas que têm menor capacidade de se contrair. Isso causa uma dilatação das câmaras cardíacas, podendo levar miocardiopatia dilatada.

Distúrbios metabólicos

Doenças que afetam o metabolismo do nosso corpo, como problemas na tireoide ou diabetes, também podem favorecer o surgimento da miocardiopatia dilatada. O hipertireoidismo e o hipotireoidismo podem causar miocardiopatia por sobrecarga cardíaca. O diabetes funciona da mesma forma, além de causar maior índice de infarto, outro fator de risco para a miocardiopatia.

Deficiências nutricionais

A deficiência de vitamina B1 pode causar miocardiopatia e a absorção excessiva de ferro dos alimentos também pode favorecer o problema.

Doenças neuromusculares

Embora mais raramente, doenças como a distrofia muscular podem favorecer a miocardiopatia dilatada por perda de força muscular.

Outros fatores

Outros fatores já citados, como alcoolismo, uso de certos medicamentos, infecções por vírus, bactérias, parasitas ou fungos, histórico familiar e exposição a toxinas também aumentam o risco de miocardiopatia, além de serem causas diretas do problema.

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Sintomas

Sintomas de Miocardiopatia dilatada

Se você tiver miocardiopatia dilatada, é provável que você tenha sinais e sintomas apenas quando a doença causar insuficiência cardíaca ou arritmias. Os sintomas de miocardiopatia dilatada incluem:

  • Fadiga e fraqueza
  • Falta de ar (dispneia), quando você está ativo ou deitado
  • Vertigens, tonturas ou desmaios
  • Tosse persistente, especialmente quando deitado
  • Inchaço (edema) nas pernas, tornozelos e pés
  • Inchaço do abdome
  • Ganho de peso repentino de retenção de líquidos
  • Falta de apetite
  • Sensação de batimentos cardíacos rápidos (palpitações)
  • Pele pálida.

Quando consultar um médico

Se você sentir falta de ar ou outros sintomas de miocardiopatia dilatada, consulte o seu médico. Ligue para o número de emergência se você sentir dor no peito que durar mais do que alguns minutos ou tiver dificuldade respiratória grave.

Se um membro da sua família foi diagnosticado com miocardiopatia dilatada, converse com seu médico sobre o seu risco para a doença. A detecção precoce pode beneficiar as pessoas com formas hereditárias de miocardiopatia dilatada que não têm sinais ou sintomas aparentes.

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Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Se você acha que pode ter miocardiopatia dilatada ou está preocupado com os fatores de risco, faça uma consulta médica. Se a miocardiopatia a dilatada é detectada precocemente, o tratamento pode ser mais fácil e eficaz. Eventualmente, você pode ser encaminhado para um cardiologista.

Para agilizar a consulta e aproveitar ao máximo o tempo, você já pode ir preparado, com algumas informações importantes já anotadas. Aqui estão algumas orientações para ajudar você a se preparar e saber o que esperar do seu médico.

  • Anote quaisquer sintomas que você está enfrentando, inclusive os que podem parecer sem relação com miocardiopatia dilatada
  • Anote informações pessoais importantes, incluindo um histórico familiar de doença cardíaca, AVC, pressão alta ou diabetes, e todas as solicitações importantes ou mudanças de vida recentes
  • Faça uma lista de todos os medicamentos, vitaminas ou suplementos que você está tomando
  • Leve um amigo ou membro da família com você, se achar necessário. Às vezes pode ser difícil absorver ou lembrar todas informações fornecidas a você durante uma consulta, e duas cabeças funcionam melhor do que uma.

O médico provavelmente lhe fará uma série de perguntas. Estar pronto para respondê-las pode reservar tempo para você tirar suas dúvidas. Por isso, tente levar anotado ou esteja preparado para as seguintes questões:

  • Quando você começou a sentir os sintomas?
  • Eles são contínuos ou ocasionais? O que desencadeia o sintoma?
  • Quão graves são os seus sintomas?
  • O que, se alguma coisa, parece melhorar os seus sintomas?
  • O que, se alguma coisa, parece piorar os seus sintomas?
  • Algum de seus parentes de sangue tem miocardiopatia dilatada ou outros tipos de doenças do coração?

Diagnóstico de Miocardiopatia dilatada

Se você tiver sintomas associados à insuficiência cardíaca ou arritmia - como falta de ar ou cansaço - o seu médico irá pedir exames para verificar a função do seu coração, identificar as possíveis causas de sua doença e decidir sobre o tratamento. Para alguns dos exames, o médico pode encaminhá-lo para um cardiologista ou técnicos especializados. Os resultados de alguns exames podem ajudar o médico a decidir o diagnóstico.

Exame físico

O médico irá rever os seus hábitos de vida (como exercício, dieta, histórico de fumo e consumo de álcool), as recentes mudanças no peso, quaisquer sinais e sintomas que você observou e sua história de doenças cardíacas e outras condições médicas em sua família.

O médico também vai verificar se há sinais como batimentos cardíacos irregulares, sons cardíacos anormais (sopros cardíacos), acúmulo de fluidos nos pulmões, inchaço nas pernas ou pés ou frieza nos membros devido à má circulação sanguínea.

Exames de sangue

O seu médico pode pedir uma série de exames de sangue que podem mostrar evidências de mau funcionamento do coração ou fatores que podem causar miocardiopatia dilatada. Esses testes podem revelar se você tem uma infecção, um distúrbio metabólico ou toxinas no sangue que podem causar miocardiopatia dilatada.

Radiografia do tórax

O médico pode pedir uma radiografia de tórax para verificar o seu coração e pulmões. Embora essas imagens não forneçam informações suficientes por si só para fazer um diagnóstico, elas podem revelar anormalidades na estrutura e tamanho do coração, além de poderem detectar fluidos dentro ou em torno de seus pulmões. A radiografia de tórax pode fornecer um registro de base do seu coração mais do que verificar as alterações consequentes dessa situação.

Eletrocardiograma

Também chamado de ECG, o eletrocardiograma registra os sinais elétricos que viajam pelo do seu coração. O médico pode procurar por padrões que mostram um ritmo cardíaco anormal ou problemas com o ventrículo esquerdo. O médico pode pedir-lhe para usar um dispositivo ECG portátil conhecido, como um monitor Holter, para gravar o seu ritmo cardíaco durante um dia ou dois.

Ecocardiograma

O ecocardiograma utiliza ondas sonoras para produzir imagens do coração. Este teste comum permite que o médico veja seus ventrículos apertando e relaxando e as válvulas abrindo e fechamento em ritmo com o seu batimento cardíaco.

O ecocardiograma é a principal ferramenta para o diagnóstico de miocardiopatia dilatada. Se você tiver miocardiopatia dilatada, o médico será capaz de observar o alargamento do ventrículo esquerdo. O ecocardiograma também pode revelar quanto sangue é ejetado do coração a cada batida e se o sangue está fluindo na direção certa.

Teste ergométrico

O médico pode te pedir para realizar uma prova de esforço, andar em uma esteira ou andar de bicicleta estacionária. Eletrodos conectados a você durante o teste vão ajudar o médico a medir a frequência cardíaca e uso de oxigênio. Esse tipo de teste pode mostrar a gravidade dos problemas causados pela miocardiopatia dilatada.

Tomografia computadorizada ou ressonância magnética

Em algumas situações, o médico pode solicitar uma tomografia computadorizada (TC) ou uma ressonância magnética (RM) do seu coração. Esses exames podem verificar o tamanho e a função das câmaras de bombeamento do seu coração e fornecer pistas sobre as causas da miocardiopatia dilatada.

Cateterismo cardíaco

O seu médico pode pedir um procedimento chamado cateterismo cardíaco. Um estreito tubo longo é enfiado através de um vaso sanguíneo para o coração com a utilização de raio-X para guiar o cardiologista. O teste pode ser usado para ver suas artérias coronárias em um raio-X, medir a pressão em seu coração e coletar uma amostra de tecido muscular para verificar se há danos que demonstrem um risco para miocardiopatia dilatada.

Converse com o médico

Anote perguntas para fazer ao médico. Liste suas perguntas a partir de mais importante para o menos importante, pois se o tempo esgotar você já obteve as informações relevantes. Para miocardiopatia dilatada, algumas perguntas incluem:

  • O que é provavelmente está causando meus sintomas ou condição?
  • Quais são as outras causas possíveis para os meus sintomas ou condição?
  • Que tipos de testes que eu preciso?
  • Qual é o melhor tratamento?
  • Quais os alimentos que devo comer ou evitar?
  • O que é um nível adequado de atividade física?
  • Qual a periodicidade dos exames de acompanhamento?
  • Devo dizer a meus familiares para fazerem exames?
  • Quais são as alternativas para a abordagem primária que você está sugerindo?
  • Tenho outras condições de saúde. Como posso gerenciá-las?
  • Existem restrições que eu preciso fazer?
  • Devo consultar uma outra especialidade?
  • Existe uma alternativa genérica para o medicamento que você está prescrevendo?
  • Há algum livro ou outro material que eu posso levar para casa comigo? Quais sites você recomenda visitar?
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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Miocardiopatia dilatada

Os objetivos do tratamento para a miocardiopatia dilatada são para controlar as causas - quando conhecidas -, melhorar a circulação sanguínea, reduzir os sintomas e evitar mais danos ao coração.

Medicamentos

Os médicos costumam tratar a miocardiopatia dilatada com uma combinação de medicamentos. Dependendo de seus sintomas, você pode precisar de dois ou mais remédios. Diversos tipos de fármacos têm-se revelado úteis no tratamento da insuficiência cardíaca e miocardiopatia dilatada. Estes medicamentos incluem:

  • Inibidor da enzima de conversão da angiotensina (IECA): os inibidores da ECA são um tipo de vasodilatador, uma droga que aumenta ou dilata os vasos sanguíneos para diminuir a pressão arterial, melhorar a circulação sanguínea e diminuir a carga sobre o coração. São compostos inibidores da enzima que converte a angiotensina I em angiotensina II, que por sua vez é um potente vasoconstritor. Ao inibir essa enzima, os IECAs produzem vasodilatação periférica, diminuindo a pressão arterial. Os IECA causam uma tosse irritante em algumas pessoas, por isso é importante discutir esse efeito colateral com o seu médico. Mudar para outro inibidor de ECA ou um bloqueador do receptor da angiotensina II pode aliviar a tosse
  • Bloqueadores dos receptores da angiotensina II: esses medicamentos têm tantos benefícios quanto os IECA, uma vez que bloqueiam a ação da angiotensina II, mas não causam uma tosse persistente. Eles podem ser uma alternativa para pessoas que não toleram inibidores de ECA
  • Betabloqueadores: eles diminuem o seu ritmo cardíaco, reduzem a pressão arterial e previnem alguns dos efeitos nocivos dos hormônios do estresse, substâncias que pode deixar a insuficiência cardíaca pior e desencadear ritmos cardíacos anormais. Os betabloqueadores podem reduzir os sinais e sintomas de insuficiência cardíaca e melhorar a função do coração
  • Diuréticos: eles fazem você urinar com mais frequência, ajudando na eliminação de eletrólitos como o sódio e o cloro pela urina. Isso ajuda no controle da hipertensão arterial e insuficiência cardíaca. As drogas também diminuem o fluido nos pulmões, para que seja possível respirar mais facilmente. Porque alguns diuréticos fazer seu corpo perder potássio e magnésio, o médico também pode prescrever suplementos destes minerais. Se você está tomando um diurético, o seu médico provavelmente irá monitorar os níveis de potássio e magnésio no sangue com exames regulares
  • Antagonistas da aldosterona: são chamados medicamentos diuréticos poupadores de potássio. Eles têm a mesma ação dos diuréticos padrão, com a diferença de preservares os níveis de potássio no sangue em vez de excretá-los pela urina. Eles também podem ajudar o coração trabalhar melhor, reverter cicatrizes do coração e ajudar as pessoas com insuficiência cardíaca grave a viver mais tempo. No entanto, converse com seu médico sobre o uso desse medicamento, uma vez que ele pode elevar o nível de potássio no sangue
  • Digoxina: é uma droga também conhecida como digitálico. Ela aumenta a força das contrações musculares e tende a diminuir o batimento cardíaco, ajudando a reduzir os sintomas de insuficiência cardíaca e melhorando a sua capacidade de viver com miocardiopatia dilatada
  • Anticoagulantes: o médico pode prescrever medicamentos que diluem o seu sangue, ajudando portanto a prevenir coágulos sanguíneos.

Dispositivos

Os dispositivos implantáveis usados para tratar a miocardiopatia dilatada incluem:

  • Marcapasso ressincronizador cardíaco: também conhecido como marcapasso biventricular, o aparelho estimula os dois ventrículos – esquerdo e direito – de modo que todos ou a maioria dos músculos ventriculares contraiamse em conjunto. Isto permite que seu coração bombeie o sangue mais eficazmente, melhorando os sintomas da insuficiência cardíaca. Ele utiliza estímulos elétricos para coordenar as ações dos ventrículos
  • Cardiodesfibrilador implantável (CDI): são aparelhos que monitoram o ritmo cardíaco. Semelhante ao marcapasso, eles monitoram os batimentos cardíacos e reconhecem uma arritmia quando ela aparece, avaliando sua gravidade e, quando indicado, interrompem a arritmia por meio de estímulo elétrico ou estimulação rápida - como um desfibrilador. Os CDIs também funcionam como marcapasso quando necessário
  • Dispositivos de assistência ventricular esquerda: eles são implantados no abdômen ou no peito e ligados ao coração para ajudar a bombear o sangue.

Transplante de coração

Você pode ser um candidato para um transplante de coração se os medicamentos e outros tratamentos já não são eficazes. Apenas o médico poderá dizer se você tem indicação ou não para um transplante de coração.

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Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Se você tiver miocardiopatia dilatada, essas estratégias podem ajudar:

  • Não usar drogas ilegais ou beber álcool em excesso. Procure psicoterapia ou outros tratamentos para se recuperar de abuso de drogas ou álcool
  • Tome seus medicamentos como indicado
  • Faça uma dieta bem equilibrada e mantenha um peso saudável, uma vez que o peso extra faz o coração trabalhar mais. Uma dieta saudável cheia de frutas, legumes e grãos integrais é bom para o coração e o resto do seu corpo. Pergunte ao médico se é necessária a ajuda de um nutricionista.

Complicações possíveis

O alargamento do ventrículo esquerdo e da sua incapacidade de bombear o sangue pode causar qualquer as seguintes complicações:

Insuficiência cardíaca

A miocardiopatia dilatada pode causar má circulação sanguínea do ventrículo esquerdo, levando a insuficiência cardíaca.

Regurgitação

A dilatação do ventrículo esquerdo pode tornar o fechamento das válvulas cardíacas mais difícil, causando um fluxo retrógrado de sangue. Isso faz com que o coração faça um bombeamento menos eficaz, que pode levar à insuficiência cardíaca.

Edema

A miocardiopatia dilatada pode causar acúmulo de líquido nos pulmões, abdômen, pernas e pés, porque o seu coração não conseguirá bombear sangue de forma tão eficaz como um coração saudável.

Arritmias

Mudanças na estrutura do coração e alterações na pressão sobre as câmaras do coração pode causar problemas de ritmo cardíaco.

Parada cardíaca súbita

A miocardiopatia dilatada grave pode fazer o seu coração parar de bater de repente.

Embolia

Acúmulo de sangue no ventrículo esquerdo pode levar à formação de coágulos sanguíneos (êmbolos), que podem entrar na corrente sanguínea e cortar o fornecimento de sangue para os órgãos vitais, aumentando o risco de infarto, AVC ou outras complicações cardíacas.

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Prevenção

Prevenção

Se você eliminar hábitos de vida que podem contribuir para a miocardiopatia dilatada, você pode prevenir ou minimizar os efeitos da doença:

  • Se você fuma, pare
  • Evite bebidas alcoólicas ou beba com moderação
  • Não use drogas
  • Mantenha uma dieta saudável
  • Mantenha um peso saudável
  • Siga um programa de exercícios.
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Fontes e referências

  • Hélio Castello, cardiologista e diretor da Angiocardio
  • Revisado por: Bruno Valdigem, cardiologista especialista do Portal Minha Vida