Pneumonia química: sintomas, tratamentos e causas

REVISADO POR
Dr. Franco Martins
Pneumologia - CRM 138476/SP
especialista minha vida

Prevenção

Prevenção

Sinônimos: pneumonite química, pneumonia por aspiração

Algumas medidas podem ajudar a prevenir a pneumonia química:

  • Evitar o contato com produtos químicos em ambiente fechado
  • Usar equipamento de proteção individual, máscaras e afins quando manipulando material de risco
  • Na presença de incêndios, deixar o local o mais rápido possível e observar o aparecimento de falta de ar e tosse
  • Em idosos e pessoas com problemas neurológicos, atentar para o risco de aspiração de conteúdo do estômago, observando se a pessoa engasga ao se alimentar.
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Visão Geral

O que é Pneumonia química?

Diferente das pneumonias mais conhecidas, a pneumonia química, melhor chamada de pneumonite química, não é causada por vírus ou bactérias, mas sim pela inalação de substâncias agressivas ao pulmão, como a fumaça, agrotóxicos ou outros produtos químicos. Quando aspiradas, essas substâncias vão para os pulmões e inflamam a via aérea os alvéolos - estruturas que fazem o transporte do oxigênio para o sangue. Essa inflamação pulmonar facilita o aparecimento de bactérias, podendo evoluir para uma pneumonia bacteriana

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O quadro de inflamação e infecção eventual dificultam as trocas respiratórias, causando falta de ar e insuficiência respiratória. A falta de exposição mais comum aos gases irritantes é a indústria. Em casa, podemos citar os produtos de limpeza, incêndios e vazamento de gás.

A pneumonite química foi importante no caso da boate Kiss em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde as pessoas ficaram confinadas ao ambiente fechado da boate inalando os gases e produtos químicos do incêndio.

A fumaça é composta de vários gases nocivos ao organismo, ainda agravado pela temperatura quente que pode queimar as vias aéreas.

A pneumonite por aspiração é outra forma de pneumonite química, também podendo ser chamada de pneumonite aspirativa. Esse tipo é causado quando as secreções orais ou o conteúdo do estômago é aspirado para os pulmões. A inflamação vem dos efeitos tóxicos do ácido gástrico e das enzimas sobre o tecido do pulmão. Bactérias do estômago ou da boca também podem causar uma pneumonite bacteriana.

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Sintomas

Sintomas de Pneumonia química

Os principais sintomas de uma pneumonia química são tosse e falta de ar - que se iniciam após o contato com o produto químico. Além disso, uma série de outros sinais pode aparecer, dependendo dos seguintes fatores:

  • Composição do produto químico
  • Ambiente de exposição (ar livre, lugar fechado)
  • Tempo de exposição (segundos, minutos, horas)
  • Substância de contato (gases, líquidos, vapor)
  • Medidas de proteção usadas, como máscara, no caso de trabalhadores do campo, por exemplo
  • Histórico médico e presença de outras doenças.

Dependendo dos fatores citados acima, a pneumonia química pode apresentar também esses sintomas:

  • Irritação no nariz, olhos, lábios, boca e garganta
  • Tosse seca
  • Tosse produtiva, produzindo muco claro, amarelo ou verde
  • Tosse produtiva, com secreção rosada na saliva e presença de sangue
  • Náuseas ou dor abdominal
  • dor no peito
  • respiração dolorosa
  • dor de cabeça
  • sintomas de gripe
  • fraqueza ou desorientação.

Os sintomas da pneumonia química podem demorar dias para aparecer – no caso da fumaça, por exemplo, pode levar até três dias para o corpo manifestar irritações na garganta tosse e a falta de ar. Em casos mais graves, também é possível observar esses sintomas:

  • febre
  • chiado no peito
  • insuficiência respiratória
  • queimaduras na boca, nariz ou pele
  • pele pálida e lábios suando
  • pensamento alterado e raciocínio comprometido
  • inconsciência
  • inchaço dos olhos ou língua, voz rouca ou abafada
  • Salivação intensa.
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Diagnóstico e Exames

Diagnóstico de Pneumonia química

Na presença de algum dos sintomas de pneumonia química, o ideal é entrar em contato com um médico para análise. Em caso de sintomas graves, o paciente deve ser encaminhado imediatamente ao hospital. É importante comunicar ao médico se houve contato com alguma substância química, quando e por quanto tempo - isso facilita o diagnóstico médico e o auxilia na hora de escolher a melhor forma para tratar o problema.Leve sempre o recipiente ou embalagem do produto inalado.

Além de fazer inspeção dos sinais vitais (frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, temperatura e quantidade de oxigênio que você tem no seu sangue), o médico irá avaliar olhos, nariz, garganta, pele, coração, pulmões e abdômen. Outros exames podem ser feitos dependendo de fatores como o estado da pessoa ferida e o tipo de exposição.

Exames como o raio x de tórax, e coleta de sangue podem auxiliar o diagnóstico. Um exame que ajuda o diagnóstico em casos graves é a broncoscopia. Nesse exame é utilizada uma espécie de câmera para visualizar os pulmões.

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Pneumonia química

Depende da gravidade do caso. Em quadros mais graves de pneumonia química, com presença de falta de ar, é feita a administração de oxigênio e respiração artificial. Em casos mais leves, o ideal é procurar um pneumologista, que irá indicar o tratamento adequado para cada caso - que pode variar entre apenas observação, administração de oxigênio até fisioterapia. Não é comum administrarem medicamentos, como antibióticos e anti-inflamatórios, mas pode acontecer em casos de infecções mais graves e generalizadas.

Medicamentos para Pneumonia química

Os medicamentos mais usados para o tratamento de pneumonia química são broncodilatadores na inalação:

  • Fenoterol, o popular Berotec
  • Oxigênio
  • Corticóides.

Casos graves podem necessitar de intubação orotraqueal, em que a respiração artificial é feita por um aparelho, visando proteger e melhorar os pulmões. Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

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Convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

A inflamação no pulmão pode deixar o órgão fragilizado, podendo evoluir para infecções secundárias como pneumonia bacteriana, ou em outras áreas do corpo. A insuficiência respiratória pode ser muito grave e levar o paciente a morte.. As complicações podem variar conforme a condição médica anterior da pessoa - alguém com asma ou outros problemas pulmonares pode ter complicações mais facilmente, por exemplo. Pela situação estressante, o transtorno de stress pós traumático pode surgir e desregulação de doenças endócrinas..

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Fontes e referências

  • Ubiratan de Paula Santos, pneumologista da Sociedade Brasileira de Pneumologia
  • Andrea Sette, pneumologista do Hospital São Luiz