Tétano

Visão Geral

O que é Tétano?

Tétano é uma grave doença bacteriana que afeta o sistema neurológico e que, entre outras complicações, pode levar inclusive à morte.

Causas

O tétano é causado pela bactéria Clostridium tetani, que pode ser encontrada no solo, poeira e nas fezes de animais.

A infecção por tétano começa quando os esporos da bactéria transmissora entram no corpo por meio de uma ferida ou um ferimento, onde liberam bactérias que se espalham pela corrente sanguínea e produzem um veneno chamado tetanospasmina. Esse veneno bloqueia os sinais neurológicos da coluna vertebral para os músculos, causando espasmos musculares intensos. Os espasmos podem ser tão fortes que rompem os músculos ou causam fraturas na coluna.

Fatores de risco

Alguns fatores contribuem para o desenvolvimento do tétano. Veja:

  • Não ter se vacinado contra tétano ou não ter tomado a segunda dose da vacina
  • Estar infectado com outra bactéria
  • Apresentar uma ferida ou um ferimento na pele, causado por algum objeto enferrujado e sujo, a exemplo de pregos
  • Inchaço ao redor da ferida

Sintomas

Sintomas de Tétano

O tempo entre a infecção e os primeiros sinais dos sintomas é geralmente de uma a três semanas. O período de incubação da bactéria é de, em média, sete a oito dias. Os principais sintomas do tétano são:

  • Espasmos e rigidez no maxilar
  • Rigidez nos músculos do pescoço e da nuca
  • Rigidez nos músculos do abdômen
  • Espasmos corporais que provocam dor e duram por vários minutos, geralmente causados por sons altos, toque físico e sensibilidade à luz
  • Febre
  • Sudorese
  • Hipertensão
  • Batimentos cardíacos acelerados

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Procure um médico para tomar a vacina contra tétano se você ainda não o fez ou para tomar a segunda dose.

Se você não foi vacinado contra a doença e se ferir com algum objeto enferrujado, independentemente do tamanho da ferida, procure ajude médica imediatamente. Não espere os sintomas surgirem, pois eles costumam demorar alguns dias para aparecer.

Na consulta médica

Descreva com detalhes todos os seus sintomas ao médico para que ele possa realizar o diagnóstico corretamente. Aproveite a consulta para tirar suas dúvidas também.

O médico também deverá lhe fazer perguntas referentes aos seus sintomas e histórico médico. Esteja preparado e responda-as com objetividade e clareza. Veja alguns exemplos:

  • Quando seus sintomas começaram?
  • Os sintomas que você sente são ocasionais ou frequentes?
  • Qual a intensidade de seus sintomas?
  • Você recebeu a vacina contra tétano?
  • Você tomou a segunda dose da vacina contra tétano?
  • Você recentemente se cortou com algum objeto enferrujado, como um prego?

Diagnóstico de Tétano

O médico poderá confirmar o diagnóstico por meio de um exame físico, no qual procurará por sinais de espasmos e rigidez pelos músculos do corpo, e por meio também de um questionário a respeito do histórico médico do paciente e de sua família.

Testes laboratoriais geralmente não são necessários para realizar o diagnóstico de tétano. A não ser que sejam feitos para descartar possibilidades de meningite, raiva, envenenamento por estriquinina e outras doenças com sintomas similares.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Tétano

Não há cura para tétano, por isso o tratamento será focado na cicatrização da ferida por onde entraram os esporos da bactéria e no uso de medicamentos para tratar os sintomas.

Além de limpar corretamente a região machucada, para evitar complicações mais graves, o médico poderá prescrever alguns medicamentos que podem levar alívio e conforto ao paciente, como antitoxinas, antibióticos, sedativos e outros remédios para tirar a dor.

Suporte respiratório com oxigênio, um tubo respiratório e uma máquina de respiração podem ser necessários.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Cuidar bem da ferida, evitando o contato de agentes externos e de outras bactérias, é uma medida essencial para garantir a recuperação. Cubra-a com um curativo e procure mantê-la sempre limpa.

Siga à risca as orientações médicas e tome os remédios corretamente, principalmente o antibiótico.

Complicações possíveis

Entre as possíveis complicações decorrentes do tétano estão:

  • Ossos frágeis e quebradiços, por causa dos espasmos
  • Disfunção muscular
  • Problemas de respiração, pneumonia e insuficiência cardíaca podem ser resultado dos espasmos causados pela infecção e pela falta de oxigenação no cérebro. Esses problemas oferecem grandes riscos à vida do paciente

Expectativas

Sem tratamento, uma em cada quatro pessoas infectadas com tétano morrem. A taxa de mortalidade de recém-nascidos com tétano não tratado é ainda maior. Com o tratamento adequado, menos de 10% dos pacientes infectados morrem.

As feridas na cabeça ou no rosto parecem ser mais perigosas do que as feridas em outras partes do corpo, pois estão mais expostas. Se o indivíduo sobreviver à fase aguda da doença, a recuperação é geralmente concluída. Episódios não corrigidos de hipoxia (falta de oxigênio) causados por espasmos musculares na garganta podem causar danos cerebrais irreversíveis.

É importante estar ciente que tomar a vacina não torna o indivíduo eternamente imune à doença. Alguns anos após a primeira dose, é preciso tomar a segunda.

Prevenção

Prevenção

A melhor maneira de se prevenir o tétano é por meio da vacinação. Após a primeira dose, deve-se esperar dez anos para tomar a segunda. Tomar as duas doses da vacina contra tétano é essencial para garantir a imunização.

Limpar bem todas as feridas e ferimentos e remover tecidos mortos ou muito danificados (com detritos), quando apropriado, pode reduzir o risco de desenvolver tétano. Se tiver se ferido em uma área externa ou de uma forma em que o contato com o solo tenha sido provável, entre em contato com seu médico sobre o possível risco de tétano.

Muitas pessoas acreditam que os ferimentos causados por agulhas enferrujadas são os mais graves. Isso só é verdade se a agulha estiver suja e enferrujada, como costuma ser o caso. É a sujeira na agulha, não a ferrugem, que carrega o risco de tétano.

Fontes e referências

  • Sociedade Brasileira de Infectologia
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