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Transplante de fezes: procedimento é usado para tratar tipo de colite

Método já é realizado no Brasil e tem taxa de sucesso superior a 90%

O que é?

O transplante da microbiota fecal, ou transplante de fezes, é um procedimento no qual as fezes de um doador testado são coletadas, misturadas a uma solução, coadas e colocadas no intestino do paciente receptor, seja por colonoscopia, endoscopia ou enema. O transplante de microbiota fecal já é realizado no Brasil.

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Indicações e objetivos

O objetivo do transplante de microbiota fecal é repor bactérias benéficas que foram mortas ou suprimidas, normalmente por antibióticos, resultando numa super população de bactérias maléficas, especificamente o Clostridium difficile. Pode ser indicado para adultos e crianças.

O que ele ajuda a tratar

A infecção por Clostridium difficile resulta numa condição chamada Colite Pseudomembranosa que não responde ao tratamento com antibióticos, causa diarreia muitas vezes grave, debilitante e algumas vezes fatal. Dados revelam que pelo menos 14 mil pessoas morreram desta doença em 2012 nos Estados Unidos.

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Há pesquisas na aplicabilidade do transplante fecal para tratar pacientes com Síndrome do Intestino Irritável, Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa, porém, mais estudos são necessários para comprovar os seus benefícios para estas doenças.

Quando ele não é indicado?

Atualmente o transplante fecal somente é autorizado para Colite Pseudomembranosa (Clostridium dificille) que não respondeu aos esquemas de tratamentos com antibióticos já estabelecidos.

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Não são bons candidatos, devidos aos riscos possíveis, os pacientes em uso de drogas imunossupressoras, que foram submetidos recentemente a transplante de medula óssea, cirróticos e pacientes vivendo com AIDS.

Como ele é feito?

Há que se selecionar um doador, preferencialmente alguém íntimo ou parente do paciente, ser maior de 18 anos, não ter feito tratamento com antibióticos nos últimos três meses, não possuir doenças gastrointestinais, autoimunes, síndromes de dor crônica, obesidade, desnutrição ou antecedente de câncer. São feitos no doador testes sorológicos para hepatites, HIV e exames de fezes. A checagem dos doadores é muito rigorosa.

O paciente terá seu cólon preparado com laxativos via oral, a fim de eliminar todo conteúdo fecal. A recepção do preparado fecal a ser transplantado poderá ser feita por diversas formas, infundindo-se por sonda nasogástrica, endoscopia, colonoscopia ou enema. Não se trata de um procedimento de alta complexidade.

Resultados esperados

Espera-se que as taxas de sucesso no tratamento da colite pseudomembranosa seja superior a 90%.

Complicações possíveis

Os riscos estão relacionados à seleção do doador, onde pode haver transmissão de bactérias ou microrganismos patogênicos, e possivelmente durante os procedimentos de administração do conteúdo doado, como por exemplo, a colonoscopia.

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Há algumas medidas preventivas para melhorar os resultados, como inibidores da acidez gástrica para prevenir a destruição dos microrganismos e loperamida para desacelerar o trânsito intestinal e aumentar o tempo de contato da flora doada com a mucosa intestinal.

Recuperação do paciente

Havendo sucesso na administração, o paciente tem uma recuperação tranquila, e a resposta positiva costuma ocorrer já nos primeiros dias.

Referências

Escrito por: João Ricardo Duda, coloproctologista, gastroenterologista e especialista Minha Vida - CRM: 22961/PR.