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Morte cerebral: entenda o que ela significa

É considerada morte mesmo quando há sistemas do corpo funcionando

O que é morte cerebral

A morte cerebral, também chamada de morte encefálica, ocorre quando não há mais nenhum tipo de atividade cerebral, seja elétrica (dos micro-impulsos entre os neurônios), circulatória ou metabólica (referente a utilização de oxigênio, glicose e outros nutrientes pelas células cerebrais). No entanto, é preciso que este fim das atividades seja irreversível.

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No ponto de vista legal, esta é a principal definição de morte, pois classifica o fim da vida mesmo que o coração ou pulmões consigam ser mantidos funcionando por aparelhos ou medicamentos.

No entanto, mesmo com o cérebro não mais funcionando, a medula pode ainda executar algumas funções, operando o chamado sistema nervoso autônomo, que funciona de forma inconsciente, então o corpo ainda pode ter alguns poucos reflexos e o funcionamento de alguns órgãos.

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Como a morte cerebral é determinada?

Quando o paciente entra em um estado de coma em que ela não reage mais de forma alguma a estímulos externos e nem aparenta percebê-los, o médico pode começar a suspeitar de uma morte cerebral.

O diagnóstico da morte cerebral deve ser feito seguindo uma lista de critérios determinado pela Academia Brasileira de Neurologia e baseada em protocolos internacionais.

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Primeiramente é preciso que o médico exclua fatores que podem estar tornando a atividade cerebral imperceptível. São eles:

Eliminadas estas hipóteses, o médico faz um exame clínico que inclui os seguintes testes:

Caso o paciente não reaja a nenhum destes testes, ainda é preciso comprovar a inatividade cerebral com ao menos um destes exames:

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O diagnóstico precisa ser feito por dois médicos diferentes, que não precisam ser necessariamente neurologistas, em um intervalo de tempo que varia de seis a 24 horas, ou até 48 horas no caso de crianças.

Qual a diferença entre morte cerebral e coma?

O coma pode evoluir para uma morte cerebral, mas eles são quadros totalmente diferentes. Um coma é qualquer quadro em que há rebaixamento da consciência, mesmo que ela seja intercalada com períodos de despertar do paciente (o chamada coma superficial).

Já no coma profundo o paciente fica por mais longos períodos em rebaixamento da consciência, mas ainda há atividade cerebral e ele pode até mesmo perceber estímulos ao seu redor.

Na morte encefálica o cérebro já não tem mais nenhuma atividade.

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Causas mais comuns

Normalmente as mortes cerebrais evoluem de estados de coma profundo, normalmente causados por condições agudas como:

Dúvidas frequentes

O que acontece quando a morte cerebral é oficializada?

A morte cerebral é considerada um quadro oficial de morte, em que não há mais chances do cérebro retomar suas atividades e a pessoa voltar à vida. Portanto, depois que o fato é comunicado à família, os parentes sinalizam se a pessoa quer ser ou não doadora de órgãos e as máquinas são desligadas.

Quando as máquinas são desligadas?

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O desligamento das máquinas é feito depois de a família ser comunicada. Caso o paciente seja doador de órgãos, as máquinas são ainda mantidas ligadas tempo o suficiente para remoção dos órgãos doados.

Por que a morte cerebral é tão relacionada à doação de órgãos?

Durante um quadro de morte cerebral o cérebro costuma ser o único órgão comprometido, portanto as estruturas tendem a estar mais apropriadas para um transplante. SQUARE Mas isso varia, é claro, conforme as condições de saúde prévias do paciente. Quando há uma morte encefálica e o paciente é doador de órgãos, a equipe de transplantes avalia o histórico de saúde dele, assim como faz testes rápidos com os órgãos para ver se eles estão em condições para serem transplantados. Os órgãos que normalmente podem ser doados são:

É possível confundir a morte cerebral com outros quadros?

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Existem sim quadros que podem levar a queda das atividades cerebrais como na morte cerebral, como hipotermia, uso de alguns medicamentos e analgésicos ou distúrbios metabólicos.

Fontes consultadas

Neurologista Edson Issamu (CRM-SP: 75.760), especialista da Rede de Hospitais São Camilo (SP)

Neurologista Rubens Gagliardi (CRM-SP: 18.070), diretor científico da Academia Brasileira de Neurologia