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Dislexia: transtorno causa dificuldade para ler, escrever e compreender textos

Notas baixas na escola pode ser sinal do problema

Apagar a luz

Por Danilo Sala - publicado em 08/03/2012

Confira outros vídeos da série Dislexia

Albert Einstein, Leonardo da Vinci, Pablo Picasso. Você sabe o que esses gênios da humanidade têm em comum? Todos eles eram portadores de dislexia, um transtorno de linguagem que compromete a capacidade de ler, escrever e compreender textos. Por isso, saiba como o problema pode afetar crianças ainda na escola e como é possível ajudá-los a superar suas dificuldades.

Quem olha pra Bernardo estudando nem imagina, mas o menino de 12 anos é portador de dislexia e descobriu o transtorno somente há três anos. Heloisa Pappalardo Collet, mãe de Bernardo, conta que quando ele estava na terceira série a escola desconfiou que o atraso dele em termos de leitura e compreensão de textos não era mais considerada normal. Ele era sempre mais atrasado que os outros para ler e escrever. A situação foi tão gritante que a escola a chamou e pediu que fossem à Associação Brasileira de Dislexia (ABD) para saber se este era o problema do estudante. Após os testes, Bernardo foi diagnosticado como disléxico severo.

Maria Angela Nogueira Nico, fonoaudióloga da ABD, explica que o portador de dislexia tem muita dificuldade em fazer a relação da letra com o som, o que pode ocasionar a troca, omissão e inversão de letras dentro de uma palavra. Como consequência, há dificuldade para entender o conteúdo do texto. Pacientes também podem apresentar dificuldade para decorar tabuada, reconhecer símbolos e conceitos matemáticos e até para aprender outros idiomas.

A dislexia é um problema genético e hereditário, tendo como causa alterações celulares no cérebro, o que dá origem a um funcionamento diferente dele. Quem não tem dislexia, utiliza três áreas dele enquanto está lendo. A primeira faz a identificação das letras. A segunda parte faz com que entendamos o significado da palavra. Por fim, uma terceira área processa todas essas informações. Em uma pessoa com dislexia, as duas primeiras áreas são menos ativas. Em compensação, a parte frontal é obrigada a trabalhar mais e até o lado direito do cérebro é ativado.

O diagnóstico, segundo Maria Angela, é feito por uma equipe multidisciplinar e interdisciplinar, contando com a ajuda de neurologistas, oftalmologistas, fonoaudiologistas, psicólogos e psicopedagogos. E para que seja diagnosticado o problema, é essencial que a inteligência deste paciente seja considerada normal, ou, como em grande parte dos casos, acima da média.

É muito importante estabelecer o diagnóstico de dislexia o quanto antes, para evitar reflexos negativos sobre a autoestima e projetos de vida futuros. Ainda não se conhece a cura para o problema, mas o tratamento é bastante eficaz. Especialistas em várias áreas precisam ser acionados para ajudar o portador a superar suas dificuldades. O apoio da família, é claro, é indispensável.


ABD - Associação Brasileira de Dislexia
www.dislexia.org.br
Tel.: (11) 3258-7568 / (11) 3231-3296

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