Hemofilia: entenda a doença que compromete a coagulação do sangue

SÉRIE HEMOFILIA

POR DANILO SALA - ATUALIZADO EM 22/11/2016

Hemofilia: entenda a doença que compromete a coagulação do sangue

Em casos graves, pode haver hemorragias espontâneas dentro do corpo

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Você já ouviu falar em hemofilia? É uma doença que acontece por uma deficiência na coagulação do sangue, o que em alguns pacientes pode até causar sangramentos espontâneos dentro do corpo. Vamos entender melhor como o problema acontece.

A doença é hereditária. Pessoas com hemofilia têm maior facilidade de sangrar, principalmente, nas articulações, como o cotovelo, os joelhos e os tornozelos. O organismo delas produz uma menor quantidade de fatores de coagulação, que são proteínas responsáveis por interromper um sangramento. Pequenos traumas ou pancadas podem desencadear uma hemorragia.

"O hemofílico tem plaquetas normais, mas tem falta dessas proteínas", explica a médica hematologista Denise Zhar. Após um trauma, o paciente começa a sangrar de três a quatro horas, quando esses fatores de coagulação são ativados. "Ele vai demorar um pouquinho para sangrar e vai ter o sangramento por muito mais tempo", afirma.

Mas há casos graves em que as hemorragias podem acontecer espontaneamente. Simples atividades do dia a dia podem favorecer o problema. Os sintomas dos sangramentos nos músculos e nas juntas são: dor, inchaço, parada do movimento e cor roxa no local atingido. Para confirmar o diagnóstico da doença é preciso ficar atento a algumas situações.

A hematologista explica que muitas vezes uma criança que não tem o diagnóstico faz uma cirurgia e tem sangramento acima do normal. A situação é um sinal para se investigar o paciente. Já os que têm conhecimento da condição devem fazer a profilaxia, ou seja, tomar o medicamento antes e depois de procedimentos que possam causar lesões no organismo.

Hospitais credenciados pelo ministério da saúde oferecem tratamento de graça a pessoas com hemofilia. Uma das medidas é a reposição do fator de coagulação que falta no sangue do paciente. O fator pode ser extraído do sangue humano, ou produzido em laboratório.

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