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Dieta Mediterrânea pode proporcionar mais longevidade

Consumir mais vegetais e peixes garante até três anos a mais de vida

A dieta Mediterrânea já é conhecida por proporcionar mais saúde aos seus adeptos, já que conta com grandes quantidades de vegetais e peixes e baixas quantidades de produtos de origem animal, como carne vermelha e leite. Um novo estudo da Sahlgrenska Academy at the University of Gothenburg, na Suécia, também indica que seguir esse cardápio pode aumentar os anos de vida da pessoa.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores utilizaram dados de um estudo famoso, o H70, que conta com milhares de pessoas da região de Gotemburgo e com um acompanhamento de mais de 40 anos. Eles compararam pessoas com 70 anos de idade que seguiam a dieta Mediterrânea com aqueles que comem mais carne e leite e derivados.

Os resultados mostraram que quem come alimentos da dieta Mediterrânea tem chances 20% maiores de viver mais. Isso pode ser traduzido em cerca de dois a três anos a mais de vida, segundo os estudiosos.

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Estes resultados são embasados por mais três estudos ainda não publicados sobre dietas mediterrânicas e seus efeitos na saúde: um feito com pessoas na Dinamarca, o segundo com pessoas no norte da Suécia e o terceiro, com crianças. Por isso, os pesquisadores acreditam que os benefícios se estendem aos mais jovens, não apenas aos mais velhos.

Culinária mediterrânea: conheça alimentos que fazem viver mais

A tradição de alta longevidade e baixa incidência de problemas cardíacos entre as populações dos países banhados pelo mar Mediterrâneo (Itália, Grécia, Albânia, Espanha, França, Iugoslávia, Síria, Líbano, Israel e Turquia) tem despertado atenção de nutricionistas e nutrólogos. Adeptos de uma alimentação saudável em todo o mundo também já reconhecem os benefícios desta dieta que não exige nenhum prato ou cardápio específico. "Ela se baseia principalmente na troca de gorduras más por boas", explica a nutricionista do Hospital SOS Cardio, Roseli Nascimento.

A alimentação mediterrânea é rica em alimentos de gordura monoinsaturada (dos óleos) e poli-insaturada (dos peixes e oleaginosas) que, ao contrário da saturada, reduzem os níveis de colesterol ruim, o LDL. Além disso, este tipo de culinária preza pelo consumo de pães integrais com massas de grão duro, vegetais crus, peixes de águas frias com alto teor de ômega-3 (como salmão, atum e bacalhau), azeitonas, amêndoas, nozes, avelãs e de azeite de oliva extra virgem.

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Azeite

Pesquisadores atribuem todos os benefícios do azeite ao extraído de olivas de tipo extravirgem, que é o mais nobre, obtido na primeira prensagem das azeitonas. Ele é o campeão em gorduras monoinsaturadas que protegem o coração. Mas, nem por isso, óleos de canola, de milho, girassol ou soja são considerados vilões. Eles também garantem a sua porcentagem de defesa contra os níveis de mau colesterol.

Ômega 3

Também é um tipo de gordura boa - um ácido graxo presente na sardinha, atum, cavalinha, salmão, bacalhau, albacora e cação - que no corpo humano minimiza a ação nociva de compostos inflamatórios. A ingestão de doses elevadas deste ácido graxo é amplamente indicada para reduzir depressão, melhorar a parte cardiovascular e prevenir doenças do coração, intestino e articulações.

Cogumelos

Fungi é excelente fonte de antioxidantes, vitaminas e minerais. Os do tipo shiitake, são uma variedade cheia de betaglicanas (carboidrato presente na parede celular dos cogumelos) que contribuem para afastar duas ameaças que rondam o coração: taxas de colesterol ruim e níveis de açúcar no sangue.

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Oleaginosas

Uma porção diária de nozes, amêndoas ou castanhas garante a proteção do coração e combate o envelhecimento. As gorduras monoinsaturadas que estes alimentos fornecem reduzem os níveis do mau colesterol, que faz entupir as artérias e causa infarto.

Nozes são capazes de estimular a dilatação dos vasos, minimizando riscos após a ingestão de alimentos gordurosos. O responsável por esse relaxamento das artérias é o aminoácido arginina, utilizado na produção do óxido nítrico, uma substância reconhecidamente vasodilatadora. A castanha-do-Pará também é fonte de fósforo (que ajuda a prevenir a osteoporose) e potássio (essencial para equilibrar o ritmo dos batimentos cardíacos). Mas, no geral, as oleaginosas também apresentam um grande conjunto de antioxidantes, como o ômega-3 e os polifenóis.