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Incontinência urinária afeta desempenho sexual

As mulheres são as mais prejudicadas e relutam em buscar ajuda

A incontinência urinária pode ocorrer tanto em homens quanto em mulheres e várias podem ser suas causas, inclusive o envelhecimento. Porém, a perda involuntária de urina não é normal em nenhuma idade e nem é um problema exclusivo do envelhecimento, podendo ocorrer em pessoas jovens e de meia-idade também. A prevalência é maior nas mulheres por conta de fatores anatômicos. Como conseqüências desta afecção, surgem problemas de higiene e também sociais. A incontinência urinária leva a uma grave queda na qualidade de vida e na auto-estima do paciente, causando medo de sair de casa, o que força muitas pessoas com a disfunção a um isolamento social.

Um estudo realizado pela UNICAMP com 164 mulheres com queixa de incontinência urinária levantou as principais restrições causadas pelo problema e cerca de 40% das pacientes entrevistadas relataram alterações nas atividade sexuais. Esta alteração é causada pelo medo de perder urina durante a relação sexual, ou receio de que o parceiro sinta o odor de urina nas roupas intimas. Isso acarreta uma diminuição da atividade sexual e a hábitos excessivos de higiene antes da relação, para evitar incômodos perante seus companheiros e, assim, esconder o problema.

"Como a incontinência é um problema omitido pela mulher, ela evita as relações para não se expor e isto leva o parceiro a interpretar como desinteresse, falta de atração. Afinal ele não sabe que há uma patologia por trás desta postura", explica o urologista José Carlos Truzzi.

A incontinência urinária continua sendo um tabu entre as mulheres e poucas buscam orientação médica sobre a doença. Além da vergonha de assumir o problema, muitas recorrem ao especialista errado e não a um urologista, médico especializado em doenças do aparelho urinário tanto de homens quanto de mulheres. "Procurar um médico é sempre a melhor saída. Tratar a doença sem preconceitos e de forma adequada ajuda a devolver a qualidade de vida ao paciente", acrescenta o médico.

Diagnóstico e tratamento

O primeiro passo para se chegar a um diagnóstico exato da causa da incontinência urinária é a caracterização da história da paciente e um exame físico bem feito. Também podem ser solicitados exames complementares de laboratório, ultra-som e estudo urodinâmico.

Diagnosticada a doença, o tratamento da incontinência urinária dependerá da causa do problema, sendo que boa parte dos pacientes melhoram com orientações e tratamento medicamentoso. O tratamento cirúrgico é indicado para aqueles que ainda assim apresentarem os sintomas. Para a incontinência urinária causada pela Bexiga Hiperativa, que ocorre em cerca de 20% da população, uma alternativa é a aplicação de BOTOX® (Toxina Botulínica Tipo A). O medicamento é aplicado diretamente na parede da bexiga, relaxando a musculatura e impedindo as contrações involuntárias que causam a perda de urina. Assim, o paciente pode retornar às suas atividades diárias. "Mais do que simplesmente resolver o problema da incontinência, há uma grande satisfação do médico ao ver restabelecida a qualidade de vida destes pacientes", conclui o urologista José Carlos Truzzi.