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Rejuvenescimento facial deve fugir da artificialidade

Intervenção não é apenas estética, mas reposiciona tecidos e restaura a forma

A face é o nosso cartão de visitas. É por meio dela que somos identificados e reconhecidos. Além de transmitir nossas emoções. O passar dos anos e o processo natural de envelhecimento torna esse cartão de visitas mais "severo", o que muitas vezes, não condiz com a índole e a personalidade.

É aí que entra a cirurgia de rejuvenescimento, que tem condições de deixar a face do paciente mais suave, jovem e sofisticada. Com as técnicas atuais, podemos falar em uma abordagem mais suave, através das incisões reduzidas do lifting.

Entretanto, o segredo de uma cirurgia de face é proporcionar o rejuvenescimento sem artificialidade. Afinal, nunca devemos descaracterizar um rosto.

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Causas e efeitos do envelhecimento facial

"A intervenção não estica a pele simplesmente, mas reposiciona os tecidos mais profundos, restaurando a forma e o volume..."

O processo de envelhecimento é desencadeado por alguns mecanismos, entre eles, a atrofia óssea e muscular, que leva à "desinserção" da musculatura da face e, com isso, à flacidez facial. Devemos entender que nessa região, a pele tem função de revestimento, e não de sustentação.

Outro mecanismo é o consumo de colágeno por radiação ultravioleta, que também leva à flacidez dos tecidos, sem falar no próprio efeito da gravidade, que pode ser acentuado por atividades físicas impactantes.

Entre os agentes potencializadores do envelhecimento facial temos as alterações ponderais, resultantes do ganho ou da perda de peso. Além da exposição a agentes externos, como a nicotina, que provoca vasoconstrição, diminuindo o fornecimento de nutrientes na superfície cutânea e também aumentando a produção de radicais livres.

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É claro que o fator genético também influencia muito, mas quando comparamos pacientes que se expuseram ao excesso de radiação solar e à nicotina, observamos que eles aparentam ser mais velhos do que pacientes que não tiveram a mesma exposição.

Atualmente, com o conhecimento dos processos fisiológicos que levam às mudanças teciduais devido ao envelhecimento, podemos utilizar técnicas que reposicionam os tecidos e, assim, ter um resultado natural e efetivo na correção dos problemas.

A intervenção não estica a pele simplesmente, mas reposiciona os tecidos mais profundos, restaurando a forma e o volume de áreas que haviam sido desinsufladas.

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Tratamentos paliativos não corrigem a causa do problema

Nesse contexto, devemos nos preocupar com procedimentos paliativos, como os preenchimentos e o uso de toxina botulínica. Pois eles não corrigem a causa do problema e de forma, às vezes grosseira, descaracterizam pacientes, causando um efeito muito artificial.

É por esses motivos que, ainda hoje, não existem substitutos comparados ao procedimento cirúrgico. Nem mesmo o laser ou luzes polarizada e pulsátil, são capazes de substituir a cirurgia e rejuvenescer o paciente. Esses procedimentos podem até melhorar a qualidade da pele, mas não corrigem a flacidez, o excesso epidérmico e as rugas profundas e extensas. Assim, essas tecnologias funcionam como tratamentos adjuvantes.

Não há um momento ideal para que o paciente seja submetido à operação. O mais correto é adequar o desejo da pessoa a uma indicação cirúrgica pré-existente. Da mesma forma, não há idade limite para fazer o procedimento. Sabe-se apenas que quanto mais cedo for realizada, maior a durabilidade terá a cirurgia e melhor será o resultado em termos de naturalidade. O fato é que cada paciente é único e devemos tratá-lo de acordo com sua singularidade.

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Rejuvenescimento facial precisa ser encarado como um todo

Quando planejamos realizar uma cirurgia de rejuvenescimento facial, podemos didaticamente dividir a face em parte central, composta de olhos, nariz e boca, e parte periférica, formada por pescoço, fronte e o restante da face. Assim, para que realmente alcancemos um resultado estético superior, devemos pensar em rejuvenescimento total.

Por exemplo, realizar uma cirurgia de pálpebra associada, quando a paciente tem excesso de pele ou presença de gordura na região. Uma cirurgia nasal, quando indicada, encurtando e levantando a ponta nasal. E ainda, tratar imediatamente quando identificada a presença de rugas periorais e atrofia dos lábios, decorrentes do envelhecimento. Dessa forma, o resultado estético passa a ser muito superior.

Seguindo essa linha, a correção da fronte, por meio de cirurgia aberta ou fechada passa a ser fundamental. Bem como a correção do pescoço, que funciona como uma moldura para a face. Portanto, não adianta tornar os terços superior e médio da face maravilhosos e não se preocupar com o pescoço. O conjunto necessita de harmonia e, dessa forma, o efeito final fica maravilhoso.

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Cirurgião não deve fazer alterações radicais

A linha do cabelo é fonte importante de preocupação. O ideal é não modificá-la nem ampliar a área sem cabelo. Outra preocupação diz respeito ao posicionamento e à extensão das cicatrizes. O ideal é utilizar as técnicas que priorizam as cicatrizes curtas e posicionadas de forma a ficarem escondidas. Assim, podemos falar em lifting facial com incisões reduzidas, mantendo uma abordagem mais suave.

Sabendo que o movimento de queda é no sentido vertical, a correção também deve ser feita no como o reposicionamento dos tecidos neste mesmo sentido. Em contrapartida, as trações laterais proporcionam um efeito mais artificial, resultando em uma aparência "esticada", mas não rejuvenescida, onde permanece o ar de severidade citado no início do texto.

As técnicas mais modernas de intervenção na face permitem uma rápida recuperação e, consequentemente, o retorno mais rápido às atividades profissionais e sociais. A anestesia também pode ser leve e o pós-operatório ameno, sem necessidade de grandes curativos.

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Portanto, quando optar por realizar um procedimento na face, o paciente deve procurar sempre um cirurgião plástico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que poderá sugerir e indicar o procedimento mais adequado e, inclusive, o momento ideal de fazê-lo.