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Tratamentos capilares com química feitos em casa podem trazer risco para a saúde dos fios e da pele

Mexer com certos ativos químicos pode causar alergias, intoxicação das vias aéreas, entre outros problemas

Sabemos que muitas mulheres se arriscam a pintar o cabelo, descolorir, fazer hidratação ou mesmo reconstrução capilar em casa. No entanto, há algumas coisas que você precisa saber antes de se aventurar a entrar para esse time de coragem.

Em primeiro lugar, precisamos explicar a composição do fio de cabelo. Ele é um equilíbrio entre água (hidratação), lipídeos ou gorduras (emoliência) e proteínas (queratina). Ao hidratar o cabelo, na realidade, você está repondo os lipídeos que formam a estrutura externa dos fios e permitem que não haja perda de água para o exterior, o que tornaria os cabelos opacos e quebradiços. Portanto, não há maiores riscos de realizar a hidratação em casa. É claro que um profissional pode contribuir muito, ao indicar a frequência com que deve fazê-la, bem como um produto adequado para o seu tipo de cabelo. Deve-se salientar também que isso não deve substituir a hidratação feita no salão, pois os produtos de uso profissional são mais potentes e possuem tecnologias diferenciadas, além de existir a possibilidade de aplicar uma fonte de calor, que promove a abertura das cutículas, com maior penetração dos princípios ativos na estrutura do cabelo. O uso de bons produtos e de uma toalha quente ou uma touca térmica tornam a hidratação caseira mais efetiva.

É possível fazer em casa também a reconstrução capilar, mas deve-se ter um cuidado pouco maior do que com a hidratação. A queratina é o que dá dureza aos fios e o excesso de queratina pode torná-los extremamente rígidos, inclusive com quebra significativa. É importante, portanto, buscar sempre um equilíbrio entre queratina e emoliência. Na dúvida, deixar para realizar esse tipo de procedimento no salão: o especialista vai poder dizer se é hora de hidratar ou de reconstruir.

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Sabemos que grande parte das mulheres tinge o cabelo sozinha em casa ou com a ajuda de uma amiga. A escolha da cor é um dos maiores problemas enfrentados por este grupo de pessoas. Um colorista tem uma formação específica para poder orientar a pessoa a respeito do melhor tom de cada cor, pois ele vê aspectos como cor da pele, das sobrancelhas, cor dos olhos e tendências. Uma vez que esse problema seja resolvido, o novo desafio de colorir em casa é escolher a mesma cor que você já está usando e, de preferência, um bom produto de boa procedência. É fundamental fazer a mistura das proporções corretas do oxidante, nas especificações determinadas pelo fabricante. Uma invenção neste momento pode levar a resultados desastrosos.

Descolorir parece mais simples, mas, na realidade, é o procedimento que mais pode estragar o seus cabelos. Existe um teste de elasticidade, que o profissional realiza no salão, quando faz descoloração nos seus fios. É a partir daí e também da cor atingida que ele sabe que está na hora de interromper o processo. A alcalinidade excessiva envolvida neste processo pode dissolver os fios, causando grandes estragos. Quem não tem experiência pode ter sérios problemas com isso. Outro risco grande é tentar tonalizar o cabelo descolorido: quando ele está muito poroso, perde proteínas, e ocorre distorção dos pigmentos no interior do fio, levando a cabelos com cores indesejáveis, como o verde e o alaranjado, por exemplo. É desnecessário dizer novamente que o produto utilizado para descolorir os cabelos deve ter boa qualidade e procedência.

Riscos de saúde também são possíveis!

Além dos riscos para os cabelos em si, descritos até o momento, há outros perigos para a saúde de quem realiza química em casa: intoxicação pela amônia (contida nas tintas) e pelo formol. Sabemos que a escova progressiva foi inventada nas favelas cariocas, uma mistura de formol, queratina e hidratantes, portanto ainda hoje algumas pessoas realizam experiências em casa, altamente desaconselháveis! Realizar um procedimento desses, ou mesmo tinturas, em ambientes pouco arejados, como banheiros, é muito arriscado, pois pode haver desde irritação das vias aéreas superiores, como nariz e garganta, até intoxicações mais sérias, com sintomas sistêmicos como enjoo, vômitos e dores de cabeça. Além disso, há também a possibilidade de queimaduras químicas por irritação primária (dermatite de contato) e alergia, devido ao contato prolongado, sem a proteção adequada, com determinados produtos. Ao fazer uma coloração sozinha, há maior risco de deixar o produto entrar em contato com olhos e outras mucosas, portanto seja extremamente cautelosa.

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Este artigo foi escrito em parceria com o personal hair stylist Vagner Mattos, profissional da REDKEN e trabalha no Studio W, do shopping Iguatemi, em São Paulo.