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Peróxido de hidrogênio ou peróxido de carbamida: qual a melhor substância para o clareamento dental?

Escolha do melhor tratamento depende de fatores como substância utilizada para clarear e seu tempo de contato com o dente

Dentes alinhados, saudáveis e claros ajudam as pessoas a ter sorrisos mais bonitos e aparência mais jovem. Por esse motivo, clarear os dentes tornou-se desejo de grande parte dos pacientes que frequentam os consultórios dentários e que solicitam procedimentos estéticos. O clareamento dental individual com moldeira utilizando o peróxido de carbamida a 10% como princípio ativo, dentre estes procedimentos, oferece benefícios significativos sem danos permanentes à estrutura do dente, e por isso pode ser considerado minimamente invasivo.

Existem diferentes formas de clarear os dentes ? vitais ou não-vitais. As variações incluem a maneira de uso do clareador (em ambiente de consultório ou em casa), a substância ativa (peróxido de carbamida ou peróxido de hidrogênio), a concentração dessas substâncias, o veículo empregado para elas e o tempo de contato entre o gel clareador e o dente. Diante de tantas variáveis, é prudente sempre realizar procedimentos clareadores sob supervisão do profissional qualificado ? o cirurgião-dentista.

O clareamento ocorre como resultado de uma reação química promovida pelo oxigênio livre, que é capaz de quebrar as moléculas de pigmentos, que são moléculas grandes e de alto peso molecular, em moléculas menores dentro da estrutura dental (esmalte e dentina). Em tamanhos menores, essas moléculas permitem maior reflexão de luz e o dente aparenta mais claro. Dessa forma, o ativo final que promove o clareamento dental é o oxigênio. Entretanto, existem diferentes formas de veicular o oxigênio em clareamento de dentes vitais: através do peróxido de hidrogênio ou através do peróxido de carbamida.

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O peróxido de hidrogênio, ou água oxigenada, quando em contato com a saliva e os fluidos do interior da estrutura dental, se degrada em água e oxigênio, embora possa elevar o pH deixando o meio ácido e promovendo a desmineralização do dente. E talvez por esse motivo o peróxido de carbamida seja mais seguro, uma vez que, ao ser degradado, libera menor quantidade de peróxido de hidrogênio e também libera uréia, a qual vai contribuir para manter o pH em níveis neutros, diminuindo a possibilidade de perdas minerais. Para se ter uma ideia, o peróxido de carbamida a 10% degrada-se em peróxido de hidrogênio a 3% e o restante de uréia, protegendo a estrutura dentária. Sem dúvida, as jornadas de clareamento individual com moldeiras, utilizando o peróxido de carbamida a 10% por pelo menos 4 horas e por no mínimo 14 dias consecutivos, têm maior respaldo científico e comprovação de eficácia.

De qualquer forma, cabe ao dentista orientar e supervisionar qualquer tratamento clareador proposto ao seu paciente e modificar protocolos para um melhor resultado final.