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Micropigmentação mamária retoma autoestima após mastectomia

Procedimento consiste em redesenhar as cores e os contornos dos mamilos bem próximo de como era antes da cirurgia

O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete mulheres no mundo. O diagnóstico desse tumor maligno entrega um fardo para a paciente, repleto de inseguranças e dúvidas. Isso porque a notícia da doença não mexe somente com a saúde física, mas envolve também o bem-estar emocional da mulher.

É comum que um dos principais medos relacionados à doença, além do temor da morte, seja perder as mamas e a queda dos cabelos. A mastectomia, por exemplo, é um procedimento cirúrgico que remove uma ou as duas mamas e pode ser feito de forma preventiva ou depois do diagnóstico.

Nesse sentido, a retirada das mamas é motivo suficiente para abalar a autoestima da paciente, pois, durante a cirurgia, também são retiradas as aréolas - área circular que envolve o mamilo.

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Pensando nisso e em milhares de mulheres que se submeteram à mastectomia - não só pelo câncer de mama, mas também por conta de outras doenças -, o procedimento de micropigmentação vem sendo utilizado para beneficiar essas pacientes, ao conseguir redesenhar as aréolas. Entenda como ele é feito!

Micropigmentação mamária - Foto: Getty Images
Micropigmentação mamária - Foto: Getty Images

Como funciona a micropigmentação das aréolas

A micropigmentação é uma técnica artística conhecida por realçar sobrancelhas e lábios. No entanto, esse procedimento também tem como objetivo desenhar as aréolas de quem as perdeu por conta de alguma cirurgia, como a mastectomia.

Para Deise Damas, especialista em micropigmentação e professora da técnica no Brasil e no exterior, o principal objetivo deste método, principalmente quando usado para desenhar as aréolas, é elevar a autoestima da pessoa.

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O procedimento de micropigmentação das aréolas pode ser feito tanto em mulheres quanto homens que passaram por cirurgias nas mamas decorrentes de câncer ou não. Como não é utilizado somente para a área dos seios, há tintas e agulhas apropriadas para cada tipo de técnica. "Ele é feito com ajuda de um aparelho chamado dermógrafo que implanta de forma suave o pigmento na pele", explica.

Ainda conforme Deise Damas, a micropigmentação das aréolas leva em torno de duas horas para ficar pronta. "Geralmente, metade das clientes necessitam de uma segunda sessão (retoque)", esclarece.

Procedimento realizado por Deise Damas
Procedimento realizado por Deise Damas

Vale ressaltar que a micropigmentação não é definitiva e necessita de retoques a cada três anos, em média. O pós-procedimento é tranquilo, mas exige atenção e cuidados com a região micropigmentada.

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De acordo com a dermatologista Fabiana Seidl, a paciente deve lavar o local com sabonete suave e neutro, hidratar a região com produtos apropriados para a cicatrização, evitar tomar banhos quentes e não frequentar praia e piscina até que esteja totalmente cicatrizado (cerca de duas semanas). Além disso, é fundamental evitar a exposição ao sol.

Autoestima pós-mastectomia

No caso de Joana Darc Vieira Botini, a micropigmentação das aréolas foi essencial para recuperar a autoestima. Ela conheceu o procedimento por intermédio de seu cirurgião plástico, após ser submetida a uma mastectomia total da mama direita devido a um carcinoma.

Realizar o procedimento depois de passar pela cirurgia mudou a forma que Joana se enxerga no espelho, pois esse foi um recurso que ela encontrou que conseguiu chegar o mais próximo possível de como era sua mama antes da cirurgia.

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"A micropigmentação na auréola faz a mulher sentir sua mama completa, o que anteriormente tem a sensação de que falta algo no seu corpo. Muitas pessoas têm vergonha de expor sua mama faltando a auréola", conta ela sobre como se sentia antes do procedimento.

Além de ter melhorado sua autoestima, ela acredita que o trabalho de um profissional de confiança e sensível fez toda a diferença no resultado final. "O profissional deve procurar fazer um procedimento que se aproxime o máximo possível da mama do paciente sem buscar perfeição e, sim, a realidade", completa Joana.

Cicatrizes após as cirurgias

Após a realização da mastectomia, é comum também o surgimento de cicatrizes na região da mama. Se isso incomodar a paciente, há maneiras de tratar as marcas com a ajuda de um médico dermatologista.

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"É possível lançarmos mão de vários tratamentos para amenizar essas cicatrizes e/ou fibroses pós-cirúrgicas, como o uso de microagulhamento associado a drug delivery firmador, lasers fracionados ablativos e não ablativos para remodelamento tecidual e estimulação do colágeno", recomenda a dermatologista Luciana de Abreu, especialista da clínica Dr André Braz.