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Mamoplastia redutora (redução da mama): como é feita, riscos e recuperação

Seios muito grandes podem gerar dores nas costas, desvios posturais e incômodo estético

O que é

A mamoplastia redutora é, por definição, uma cirurgia para redução das mamas quando estas se encontram em tamanho e peso acima das características anatômicas do tórax. Ela contempla, além do tratamento reconstrutivo da mama, a preocupação estética com seios muito grandes, que podem gerar incômodo estético entre as mulheres.

Os critérios utilizados para definir a quantidade de mama a ser retirada são: dimensão de tórax, grau de hipertrofia mamária e satisfação pessoal da paciente.

Como é feita a redução da mama

Existe uma série de técnicas descritas na medicina para a redução da mama, mas, de uma maneira geral, é feita a retirada de tecido mamário, gorduroso e pele de uma determinada região da mama e, em seguida, o remodelamento no formato de cone - a forma natural da mama.

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A extensão e o formato da cicatriz variam de acordo com cada caso. Quanto menor a mama, menor será a cicatriz. Elas variam de uma discreta cicatriz periareolar até uma maior, em formato de T invertido - que se inicia ao redor da aréola e se complementa com uma linha vertical e outra horizontal.

O tempo médio de duração da cirurgia é de duas e três horas, podendo ser alterado de acordo com a complexidade de cada caso.

Com relação ao seu tamanho, as mamas são classificadas em quatro graus: pequena, moderada, grande e gigantomastia. Já em relação ao caimento, elas se classificam em quatro graus - sendo que o primeiro é normal e o último, o mais grave, se caracteriza pelo posicionamento do mamilo no contorno mamário mais inferior e abaixo da prega do sulco mamário.

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A anestesia recomendada pode ser a peridural com sedação ou a geral. Assim que a cirurgia é finalizada, a paciente vai para o quarto para a recuperação pós-anestésica e permanece hospitalizada por um período de 24 horas.

Indicação

A cirurgia também está indicada para casos de gigantomastia - em que é retirado mais de um quilo de tecido mamário de cada mama. Esse tipo de mama pode causar envergadura da coluna em função do seu peso. A cirurgia também é indicada a pacientes com mamas grandes e com algum grau de ptose que desejem reduzir seu tamanho. Outra indicação acontece quando as mulheres com mamas avantajadas passam a envergar a coluna para disfarçá-las.

O ideal é que o desenvolvimento da mama esteja completo - o que acontece por volta dos 17 anos - para a realização da cirurgia. Do contrário, pode ser necessário que a paciente tenha que se submeter a uma segunda cirurgia de mamoplastia redutora quando os seios estiverem maduros.

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A exceção acontece caso haja prejuízo funcional, como dor nas costas ou desvio da postura, ou desenvolvimento acelerado da mama - e que ela esteja formada antes dos 17 anos.

Exames necessários antes da redução da mama

Além dos exames de mamografia e ultrassonografia mamária, outros exames - utilizados e preconizados como exames pré-operatórios - são importantes:

- Exames laboratoriais completos;

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- Exame cardiológico e avaliação cardiológica.

Cuidados pré-cirúrgicos

Além do jejum de 8 horas, é importantíssimo salientar que tabagismo não combina com procedimento cirúrgico. O fumo aumenta consideravelmente o risco de necrose tecidual e trombose venosa em membros inferiores, principalmente se associado ao uso de anticoncepcionais tomados por via oral. Portanto a paciente deve cessar o fumo por um período médio de 30 dias antes da cirurgia.

Cuidados e recuperação

Alimentação: A orientação do cirurgião plástico Esmail Safadinne é uma dieta leve a moderada nos primeiros sete dias após a cirurgia devido, principalmente, à utilização de medicações como antibióticos, antiinflamatorios e analgésicos, que deixam o estômago mais sensível a mal estar e dor local. Depois disto, rotina normal.

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Sutiã: O sutiã cirúrgico é colocado logo após a cirurgia e é retirado apenas para o banho. O cirurgião plástico é quem determina por quanto tempo ele deve ser usado, mas o período médio costuma ser de um meses. Uma dica é ter duas peças, assim enquanto você usa uma, a outra é lavada.

Drenagem linfática: O cirurgião plástico Esmail Safaddine recomenda associar a drenagem linfática para diminuir o edema pós-operatório.

Retomada das atividades cotidianas : A paciente pode retornar às suas atividades de trabalho ou estudo, atividade sexual e a dirigir com cuidado após uma semana da cirurgia. Exercícios extremos, principalmente com os membros superiores, ainda devem ser evitados neste período.

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Atividade física : O retorno total às atividades físicasdeve ser feito de um mês após a cirurgia. Atividades leves como caminhada e bicicleta ergométrica, que não exigem ampla movimentação dos braços, podem ser retomados antes (20 dias após a cirurgia).

Curativos

Drenos : Em alguns casos, o cirurgião pode instalar e manter drenos cirúrgicos da região abordada durante a cirurgia. Essa escolha varia entre os cirurgiões. Ele pode ser retirado após 12 horas.

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Cicatrizes

As cicatrizes finais das mamoplastias redutoras são, na grande maioria das técnicas, em formato de âncora ou T invertido, que se inicia ao redor das aréolas e se complementa com uma linha vertical e outra horizontal, ficando esta última bem no sulco da mama. Como todas as cicatrizes, as cicatrizes mamárias ficam mais evidentes e avermelhadas nos primeiros dois meses e clareiam até o período de um ano, ficando mais discretas.

Riscos da redução da mama

  • Queloides: são cicatrizes hipertróficas que podem acontecer após a mamoplastia redutora, mas são raras. Dependendo de cada caso, existe um tratamento que o cirurgião pode indicar, como pomadas a base de corticoide, corticoide intra-lesional e ainda a betaterapia
  • Necrose de aréola: rara, mais comum em mamas grandes e muito caídas, em que há uma grande quantidade de pele entre a mama e o mamilo, o que pode dificultar a irrigação sanguínea mamilar durante a cirurgia
  • Hematoma: acontece uma hemorragia dentro da própria mama. A indicação, nesse caso, é a rebordagem operatória para retirada do acúmulo de sangue
  • Perda da sensibilidade: quanto maior a retirada de tecido, maior número de nervos lesados e, consequentemente, maior o risco de perda de sensibilidade. A sensibilidade pode voltar parcial ou totalmente nesses casos
  • Abertura da sutura cirúrgica: esse é o risco mais comum da mamoplastia redutora já que há uma readaptação do tecido mamário. A mama costuma ficar inchada após a cirurgia e, portanto, mais pesada, o que pode causar a chamada deiscência da ferida operatória.

Cheque antes da consulta:

- O médico que você irá consultar deve ter registro no Conselho Federal de Medicina (CFM), é possível fazer essa checagem no site da instituição;

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- O profissional deve, obrigatoriamente, ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Outras instituições não avaliam a formação e experiência do profissional desta área;

- A cirurgia deve ser feita em hospital que tenha creditação para realizar cirurgias de médio porte. Entre em contato com o hospital para checar;

- Converse com alguém que já fez a cirurgia com o mesmo médico e informe-se sobre o procedimento e os resultados;

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- O tempo de internação após a mamoplastia redutora deve ser de, no mínimo, 24 horas. Sair do hospital logo após o procedimento é um erro e pode causar danos à saúde.

Fontes

Cirurgião Plástico Carlos Alberto Komatsu (CRM: 59334), diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.