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Lipedema: o que é, como diagnosticar e tratamento

O lipedema é facilmente confundido com celulite e gordura localizada, o que dificulta o tratamento correto

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Lipedema na perna. Foto: Barcroft Media | Getty Images
Lipedema na perna. Foto: Barcroft Media | Getty Images

Lipedema: o que é?

Lipedema é uma doença crônica que atinge o tecido adiposo causando um acúmulo anormal de gordura. Ele faz com que as células adiposas cresçam de forma desproporcional, formando nódulos. O lipedema também é uma doença linfática, pois provoca acúmulo de líquidos entre as células gordurosas e dificulta o sistema linfático de eliminá-los, agravando as dores e as parestesias - sensação de frio, formigamento, calor etc.

Por causa da aparência que a doença deixa na pele, frequentemente ela acaba sendo confundida com celulite, gordura localizada ou até mesmo obesidade. Entretanto, o lipedema não melhora somente com dietas restritivas e exercícios físicos - como acontece com essas outras complicações -, e o diagnóstico errado acaba causando frustração.

O lipedema é mais comum em mulheres e surge, na maioria das vezes, por alterações hormonais. Ele aparece com mais frequência nos membros inferiores, majoritariamente nas coxas, quadris e pernas - mãos e pés não são afetados.

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Há cinco tipos de lipedema:

Sintomas

Os principais sintomas do lipedema são:

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Mesmo sendo uma doença crônica relacionada à gordura, a maioria das pessoas com lipedema não possuem hipertensão, diabetes ou problemas no colesterol. Os riscos, porém, estão ligados à parte musculoesquelética - afinal, o acúmulo de gordura próximo às articulações pode dificultar a mobilidade.

Por isso, é bastante comum que pacientes com lipedema também tenham ou desenvolvam artrite e artrose nos joelhos, alteração na postura, hipermobilidade das articulações e outros malefícios na parte vascular e linfática da região acometida pela doença.

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Estágios do lipedema

O lipedema possui diferentes graus de complicação e é dividido em quatro estágios:

Estágio 1: quando a gordura doente possui alguns nódulos palpáveis, mas a pele continua macia e com a superfície normal.

Estágio 2: a pele apresenta textura irregular, similar à celulite, e o tecido gorduroso fica mais saliente, com montes maiores de tecido.

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Estágio 3: a gordura é ainda mais proeminente, principalmente nas coxas e ao redor dos joelhos. Além disso, a pele apresenta fibrose, endurecimento do tecido subcutâneo e edemas.

Estágio 4: nesse estágio o lipedema se associa ao linfedema (lipo-linfedema).

Como diagnosticar lipedema?

Por causa da textura irregular que provoca na pele, o lipedema é comumente confundido com celulite ou gordura localizada. Entretanto, ele não melhora com os tratamentos convencionais para celulite e possui sintomas diferentes, como nódulos, inchaços e a presença frequente de equimose - manchas roxas causadas pela ruptura de vasos sanguíneos da pele.

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"Infelizmente esta doença é subdiagnosticada por profissionais não conhecedores do lipedema, levando mais frustração a este paciente", relata a fisioterapeuta dermatofuncional Cintia de Andrade.

Para que o diagnóstico seja correto, é preciso atentar-se aos sintomas e procurar ajuda especializada - não é possível diagnosticar lipedema sozinho. "O diagnóstico é clínico, feito através da história clínica da paciente e do exame físico, e alguns exames podem ser solicitados para descartar outras doenças", explica a nutróloga Andrea Ferri Catib.

Como tratar lipedema?

O tratamento de lipedema é feito para diminuir a inflamação, os edemas e as dores. Ele deve ser multidisciplinar, envolvendo fisioterapeutas, nutricionistas e educadores físicos - caso seja necessário, um médico vascular e um psicólogo também podem fazer parte do tratamento. Esses profissionais atuam da seguinte maneira:

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Nutricionista e nutrólogo: promovendo, por meio da alimentação, um controle da inflamação - responsável pelas dores e aspecto da pele. Esse controle pode ser feito com uma dieta anti-inflamatória junto com alguns suplementos e fitoterápicos selecionados a partir da necessidade de cada paciente.

Fisioterapeuta: auxiliando o sistema linfático a drenar o acúmulo de líquido, controlar o edema e reduzir a inflamação local por meio de drenagem linfática manual. "A abordagem terapêutica do tecido adiposo juntamente com o conjuntivo e muscular também é primordial no caso do lipedema", ressalta a fisioterapeuta.

Educador físico: a prática de atividades físicas ajuda a preservar a mobilidade, fortalecer os músculos e potencializar a performance de gasto energético. Em casos de lipedema, as atividades aquáticas são as mais recomendadas.

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Outra forma de tratar o lipedema é realizando uma cirurgia plástica para retirar a gordura. "A lipoaspiração, com uma técnica adequada, é um tratamento auxiliar. Porém, o controle da inflamação é a base de tudo, e deve vir antes, durante e depois de uma eventual cirurgia", orienta Catib.

Causas e fatores de risco

Lipedema nos membros inferiores. Foto: Barcroft Media | Getty Images
Lipedema nos membros inferiores. Foto: Barcroft Media | Getty Images

A principal causa do lipedema são as alterações hormonais, principalmente as relacionadas ao estrógeno - mas o fator genético também é um possível causador. De acordo com a nutróloga Andrea Ferri Catib, até 50% das filhas de pacientes com lipedema têm chances de desenvolver a doença. Mas, no geral, a doença costuma aparecer ou piorar durante o final da puberdade, na gravidez ou ao longo da menopausa.

"Não tem faixa etária exata definida para ocorrer, mas sabemos que a doença não atinge crianças e que as mulheres são mais acometidas", esclarece o nutrólogo Fernando Cerqueira. Existem casos registrados de homens com lipedema, mas são raros, e estão mais ligados a doenças hepáticas.

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Exercícios para lipedema

A prática de exercícios físicos é essencial para que o tratamento de lipedema seja efetivo. Afinal, o trabalho aeróbico ajuda a gastar a gordura não-lipedema, aumentar a mobilidade e melhorar a estabilidade articular, facilitando tanto o tratamento convencional quanto o procedimento cirúrgico. "O trabalho muscular ajuda no bombeamento dos fluidos, como a melhora do retorno venoso - as meias compressivas ajudam nesse caso", relata a fisioterapeuta Cintia de Andrade.

Os melhores exercícios para lipedema são os realizados na água, como hidroginástica e natação. "Eles ajudam o sistema linfático e melhoram o edema. Porém, qualquer exercício que a pessoa goste e consiga fazer é importante e traz benefícios. O essencial é se movimentar", ressalta Catib.

Dieta para lipedema

"A alimentação é um dos principais pilares no tratamento do lipedema, pois ela pode causar muita inflamação", explica a nutróloga Andrea Ferri Catib. Esse processo inflamatório piora o aspecto da pele e as dores causadas pelo lipedema, além de atrapalhar a qualidade de vida de quem possui a doença.

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Para diminuir o quadro de lipedema, o ideal é adotar uma dieta anti-inflamatória, sem alimentos ultraprocessados e com muito açúcar. É preciso, também, atentar-se aos alimentos que, apesar de saudáveis, possuem efeito inflamatório - como alimentos ricos em ômega 6, cereais refinados, carnes, leites e derivados integrais. Por isso, o ideal é buscar ajuda de nutricionistas para montar o cardápio anti-inflamatório.

Referências

Andrea Ferri Catib, médica nutróloga, CRM: 136.232/SP

Fernando Cerqueira, médico nutrólogo, CRM: 62831/MG

Cintia de Andrade, fisioterapeuta dermatofuncional, CREFITO: 103414-F