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Equilíbrio nos idosos pode ser prejudicado por doenças crônicas ou mesmo alguns medicamentos

Entenda como dificuldades para manter o equilíbrio na terceira idade podem ser prevenidas e tratadas

O processo de envelhecimento causa alterações e modificações funcionais e estruturais no organismo humano. São várias as estruturas e sistemas responsáveis pelo equilíbrio corporal, sendo que cada uma delas sofre modificações fisiológicas (naturais) gradativas ao longo da vida, que podem ainda ser agravadas por doenças que estejam associadas. Os principais sistemas envolvidos são o visual, o vestibular e o musculoesquelético.

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Para o controle do equilíbrio é fundamental a manutenção do centro de gravidade do corpo sobre as bases de sustentação (no caso, as pernas), tanto parado quanto em movimento. O corpo pode responder as variações nos centros de gravidade voluntaria ou involuntariamente.

As alterações geradas pelo processo de envelhecimento podem fazer com que esses sistemas não funcionem de maneira eficaz, gerando uma instabilidade corporal, assim o idoso não consegue manter o equilíbrio, prejudicando a qualidade de vida, a realização das atividades de vida diária e em muitos casos provocando quedas.

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As quedas são eventos comuns na população idosa e podem ser prevenidas assim como outras situações a fim de manter a autonomia e a independência dos idosos mesmo na presença de alterações do equilíbrio.

Nessa população também não é incomum o aparecimento de vertigem por problemas no sistema vestibular ou auditivo (labirintite). Para se avaliar melhor isso, existem testes clínicos e exames complementares que analisam as funções do labirinto (estrutura localizada no interior das orelhas) e suas correlações com outros sistemas corporais.

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Problemas como diabetes, hipertensão, alterações hormonais ou metabólicas, problemas na coluna cervical, medicamentos que afetam o sistema auditivo como efeito colateral, infecções virais ou bacterianas, traumas na região do labirinto e problemas emocionais também podem ser a causa ou agravantes de comprometimento do equilíbrio.

Mas o problema de equilíbrio na terceira idade é inevitável?

É possível tanto preservar o equilíbrio assim como recuperá-lo em caso de comprometimento. Quando o paciente demonstra boa adesão às recomendações chega a ser surpreendente a melhora em vários casos.

A base do tratamento para as vertigens que causam instabilidade é a "reabilitação vestibular", que consiste em um conjunto de exercícios que tem como objetivo estimular e promover a recuperação funcional do equilíbrio corporal. Isto é atingido com a execução de exercícios orientados que estimulam os sistemas vestibular, visual e proprioceptivo (capacidade de perceber-se) a fim de estimular mecanismos naturais de compensação e habituação aos estímulos pela variação de postura.

Através de exercícios específicos, utilizados conforme a necessidade de cada idoso, podemos propor treino de equilíbrio, treino de marcha, além de fortalecimento muscular. Nesses exercícios podem ser usados vários acessórios para ajudar na eficácia, tais como bolas, cargas de peso, faixas elásticas e outros acessórios. Atualmente, alguns artigos já apresentam melhora do equilíbrio em idosos com exercícios do pilates e também com o uso da tecnologia com alguns programas de computador e jogos de vídeo games.

É como uma fisioterapia do labirinto. O tempo de tratamento, em geral, não é longo, com aproximadamente 12 sessões, sendo uma por semana. Em muitos casos será necessário instituir também tratamento com medicamentos, com duração dependente de cada caso.

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Além disso, é fundamental que seja realizado um controle rigoroso do açúcar no sangue (glicemia), da pressão arterial, distúrbios hormonais, etc., ou seja, de qualquer fator clínico descompensado, visto que estes podem impedir a melhora completa do quadro.

Todos esses recursos dentro de um programa de atividades podem ser utilizados para exercitar e melhorar o equilíbrio. Por ser uma população especial as atividades propostas devem ser realizadas sob orientação e supervisão de um profissional capacitado.

Este artigo foi escrito em conjunto com a fisioterapeuta Carolina Depolito, que possui Especialização em Gerontologia pela Universidade Federal de São Paulo e formação em Pilates pela STOTT e com a fonoaudióloga Sarah Nishihira, que possui Especialização em Gerontologia pela Universidade Federal de São Paulo e em Motricidade Orofacial pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia. Ambas compõe a equipe de profissionais do Instituto Longevità.