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5 mulheres indicadas ao Oscar 2019 para se inspirar

Confira mulheres que estão mudando o cenário cinematográfico ao interpretar personagens que desafiam todos a olhar para dentro de si

A primeira edição do Oscar ocorreu em 1929. Desde a criação da cerimônia, as mulheres vêm travando uma luta constante contra a desigualdade de gênero em uma das mais importantes premiações da história. Foi apenas em 1977 que alguém do sexo feminino recebeu uma indicação de melhor direção, o que representa um espaço de 47 anos de dominação masculina. De lá para cá, apenas uma mulher foi premiada pela academia nesta categoria.

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Mas isso não fez a arte feminina ser menos atemporal. Mesmo sem o reconhecimento adequado das instituições tradicionais, as mulheres continuam eternizando seus nomes na cultura e em nossas vidas, inspirando milhares com a sua resistência e toque artístico singular. Meryl Streep já levou a estatueta para casa três vezes, e nos deu a oportunidade de enxergar o mundo pelos olhos de personagens que sintetizam tudo o que significa ser humano.

A figurinista Edith Head venceu o Oscar oito vezes, provando que a moda pode ser uma extensão de qualquer elenco. E Linda Blair marcou a história do terror, ao trazer uma das personagens mais memoráveis da cultura pop em "O exorcista", com apenas 15 anos de idade, o que lhe rendeu uma indicação de melhor atriz coadjuvante ao lado das veteranas.

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E este ano, a história não foi diferente. Veja a seguir, cinco mulheres indicadas ao Oscar 2019 que continuam quebrando barreiras e nos inspirando diariamente:

1. Yalitza Aparicio

Yalitza Aparicio (Roma)
Yalitza Aparicio (Roma)

O filme "Roma", do diretor mexicano Alfonso Cuarón, vem sendo um dos maiores destaques na temporada de premiações cinematográficas. E entre os pontos mais elogiados da obra, está a interpretação de Yalitza Aparicio, a primeira mulher de origem indígena a ser indicada ao Oscar de melhor atriz.

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Yalitza nasceu no município de Tlaxiaco, localizado no sul do México. A região tem apenas 40.000 habitantes, que enfrentam grandes dificuldades econômicas e políticas. Muitas casas nessa área não possuem saneamento básico, e a violência permeia o local. A esperança de grandes conquistas torna-se escassa para os moradores da região.

Aparicio foi criada por uma mãe solteira, que trabalhava como empregada doméstica. Antes de sua estreia diante das câmeras, a atriz dava aulas para crianças em uma pré-escola. Apesar de seu talento, ela nunca especializou-se em atuação. Na verdade, Yalitza possui um bacharelado em educação infantil.

Os rumos de sua vida pareciam definidos. Entretanto, ao acompanhar sua irmã mais velha a um casting para a nova produção de Alfonso Cuarón, tudo mudou. A equipe que estava realizando os testes selecionou Yalitza para participar do longa-metragem.

A atriz contou ao jornal El Universal que acreditou que poderia haver um sequestro ou uma rede de tráfico de mulheres por trás da oportunidade. Mas este medo foi cessado quando ela encontrou o diretor de "Roma" pela primeira vez, que foi conquistado pela magnitude de Aparicio.

Em questão de meses, Yalitza foi do anonimato ao estrelato. Superando as limitações impostas por sua realidade e quebrando rótulos, a atriz é um exemplo de força feminina e perseverança. Ao interpretar uma empregada doméstica no longa de Cuarón, ela deu voz a uma população reprimida e pouco representada na sétima arte, mostrando a bela complexidade que existe em cada um de nós.

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2. Lady Gaga

Lady Gaga (Reprodução: Billboard)
Lady Gaga (Reprodução: Billboard)

Extravagância, performances teatrais e musicalidade enérgica são algumas das principais marcas da cantora. Entretanto, para o filme "Nasce Uma Estrela", terceira refilmagem do clássico de 1937 estrelado por Janet Gaynor, Lady Gaga optou seguir por um caminho inédito em sua carreira, deixando de lado sua personagem enigmática e abraçando uma imagem vulnerável.

Ter a chance de observar a artista através das lentes intimistas do diretor e ator Bradley Cooper foi um choque tão grande quanto vê-la em um vestido de carne, há quase nove anos. Provando sua capacidade camaleônica, Gaga conquistou plateias interpretando Ally, uma aspirante a cantora que deseja alcançar o estrelato, mas luta contra as próprias inseguranças e a falta de oportunidades, o que causou identificação imediata em muitos de nós.

O papel representou sua estreia como protagonista no cinema. O desafio de separar-se de sua personalidade pública foi intenso, e para tornar seus objetivos ainda mais complexos, a cantora também compôs a maior parte da trilha sonora do filme. Seus esforços foram reconhecidos, e a artista se tornou a primeira pessoa na história a ser indicada nas categorias de "Melhor Atriz" e "Melhor Canção Original" simultâneamente.

Com isso, ela juntou-se a um seleto grupo de dez cantoras que conseguiram conquistar indicações ao Oscar por suas atuações. Há um grande estigma em torno de musicistas que transferem seus esforços para a sétima arte. E ao receber aclamação por seu primeiro papel, Lady Gaga rompeu barreiras e novamente desviou-se das expectativas que todos tinham sobre ela.

Um exemplo de versatilidade, a cantora nos inspira a sair de nossas zonas de conforto, e ampliar os nossos limites. Podemos construir e desconstruir o que os outros pensam de nós, sempre abraçando quem somos. O potencial de metamorfose reside em cada um de nós, e acolhê-lo é celebrar a movimentação constante da vida.

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3. Glenn Close

Glenn Close (Reprodução: San Antonio Current)
Glenn Close (Reprodução: San Antonio Current)

Glenn Close vem construindo uma carreira consistente no cinema ao longo de décadas. Ao interpretar Alex Forrest no suspense "Atração Fatal", a atriz presenteou a sétima arte com uma de suas vilãs mais emblemáticas. E atualmente, com 71 anos de idade e sete indicações ao Oscar, Glenn tornou-se a favorita dos críticos para levar a estatueta de melhor atriz para casa, por seu papel em "A esposa", lançado em território nacional mês passado.

Hollywood possui padrões impiedosos, que são impostos principalmente às mulheres. Muitas atrizes já denunciaram os grandes estúdios por reduzirem os papéis de atrizes mais velhas. Existe um modelo de fotogenia a ser seguido, que coloca alguns dos maiores talentos em segundo plano. Portanto, ao ser vista como uma das potenciais vencedoras na edição do Oscar deste ano, a artista prova que a idade não deve ser um fator limitante, e sim, empoderador.

"A esposa" conta a história de Joan Castleman, casada com Joe Castleman. Na obra, o diretor Björn Runge confronta o público com reflexões acerca do protagonismo feminino no século passado, e como este foi muitas vezes sufocado por valores patriarcais que ecoam até os dias atuais.

4. Regina King

Regina King (Reprodução: Los Angeles Times)
Regina King (Reprodução: Los Angeles Times)

Regina King está indicada como melhor atriz coadjuvante no Oscar deste ano, por seu papel em "Se a rua Beale falasse". A obra conta a história de uma mulher que está grávida, e precisa provar a inocência de seu marido que está na prisão. Questões raciais são discutidas ao longo das duas horas do longa-metragem, que também mostra personagens que precisam lidar com suas emoções mais densas em situações adversas.

Além de sua carreira na atuação, Regina também é diretora. Ao ganhar o Globo de Ouro este ano, ela prometeu que, dentro dos próximos dois anos, a equipe de todos seus projetos terão 50% de mulheres e desafiou Hollywood a ter a mesma atitude.

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De acordo com um relatório anual da Iniciativa de Inclusão da USC Annenberg, quase três quartos dos produtores dos 300 principais filmes lançados entre 2016 e 2018 são homens. Mulheres brancas representam 16,3% dos produtores, e mulheres não brancas, apenas 1,6%.

Ao usar sua plataforma para promover mudanças sociais, a artista reforça a busca pela igualdade no cinema, e incentiva novos talentos a perseguirem seus objetivos na indústria da sétima arte. O caminho de transformações é longo, entretanto, o posicionamento de mulheres como Regina reacendem nossas esperanças e mantém esta batalha viva.

5. Olivia Colman

Olivia Colman (Reprodução: Ew)
Olivia Colman (Reprodução: Ew)

Até há pouco tempo, Olivia Colman tinha uma fama restrita ao Reino Unido. Entretanto, sua indicação ao Oscar de melhor atriz no filme "The Favourite" a fez receber notoriedade mundial. Ao interpretar a Rainha Anne, uma mulher marcada por tragédias e rodeada de interesseiros, Colman alcançou o equilíbrio entre a comicidade e a dramaticidade.

"A favorita" possui temática LGBT, o que traz representatividade para a narrativa que se passa no século 18. Ao abraçar uma personagem com tantas camadas emocionais e alcançar aclamação global, a atriz provou que aos 45 anos, está apenas começando a trilhar uma brilhante carreira.

Cobertura do Oscar 2019

Para conferir quem serão as vencedoras e ficar por dentro de tudo o que cerca o Oscar 2019, acompanhe a cobertura do Adoro Cinema clicando aqui.

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