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O que NÃO fazer quando uma pessoa fala em suicídio?

Ouvir e conversar sobre suicídio pode salvar vidas; veja como ajudar

*Patrocinado por Libbs

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O setembro amarelo, mês conhecido pelas campanhas de prevenção ao suicídio e por dar maior visibilidade aos transtornos mentais, acontece somente uma vez por ano. Porém, esse é um assunto que precisa ser discutido sempre, para que deixe de ser um tabu e mais pessoas possam ser ajudadas.

Um fato é que este cenário precisa ser mudado. Isso porque dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio no mundo por ano. Outra estimativa da instituição indica, por sua vez, que mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com a depressão, um dos principais gatilhos para o suicídio.

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Além dos transtornos psicológicos, pessoas que mantêm vícios, têm isolamento social, idosos ou que perderam um ente querido também estão mais propensas a cometer suicídio. Essas pessoas podem dar indícios de pensamento suicida por meio de expressões como "vou desaparecer" e "quero sumir", ou ainda repetir que desejam tirar a própria vida.

O acolhimento para alguém que pensa em tirar a própria vida é, muitas vezes, decisivo para salvar esse indivíduo, justamente pela possibilidade de pedir ajuda - cerca de 90% das pessoas que se suicidam tentaram, em algum momento, dizer que não estavam bem.

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Nesse sentido, com a ajuda do psiquiatra José Paulo Fiks, professor e pesquisador do PROVE (Serviço de Assistência e Pesquisa em Violência e Estresse Pós-Traumático), reunimos abaixo dicas sobre como NÃO agir quando uma pessoa falar em suicídio.

Não incentive ou minimize o ato

Alguém que pensa em suicídio não está, de forma alguma, tentando chamar atenção. Na maioria dos casos, essa verbalização dos planos é um último pedido de ajuda. Sendo assim, não incentive o suicídio com frases como "você não tem coragem" ou "você está brincando", uma vez que essas afirmações podem encorajar o indivíduo.

Nesse momento, a melhor atitude a ser tomada é oferecer ajuda e incentivar a procura por um profissional de saúde que poderá aliviar a dor. Caso o indivíduo já tenha tentado se suicidar, os exemplos das frases acima podem ser um gatilho ainda maior.

Para o psiquiatra, outro ponto fundamental é não menosprezar a dor do outro. "Jamais minimize a importância quando há uma comunicação dos pensamentos, ideações ou vontade de suicídio. Não diga: 'não é nada, isso passará', ou tente animar o indivíduo lembrando quem ele é ou já fez na vida. Isto só mostra o distanciamento entre aquele que pede ajuda e aquele que se propõe a escutá-lo", explica José Paulo Fiks.

Não ouça com pressa

Caso algum familiar ou conhecido te procure para pedir ajuda, tente demonstrar que você realmente está ali para ouvir, com empatia e compreensão. "Mais do que o diálogo, o mais importante é uma escuta apurada. Tentar perceber se há uma urgência na ajuda a quem pensa em suicídio é fundamental para tomar os primeiros passos: essa pessoa pode ficar sozinha? É preciso levá-la imediatamente a um pronto-socorro? Chama-se a família?", orienta Fiks.

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E completa: "é muito importante lembrar que sujeitos com pensamentos suicidas acreditam que são um 'estorvo', sentem-se culpados por fatos inexistentes". Em outras palavras, ouvir o outro com atenção também evita que essa pessoa acredite que é um peso ou está atrapalhando.

Não se mostre incomodado

Reprimir, usar expressões de surpresa ou mostrar que está incomodado com a conversa pode fazer com que a pessoa se feche e desista de falar. Portanto, além de demonstrar calma, estar com a pessoa em um ambiente acolhedor e confortável passa mais confiança e liberdade para falar dos problemas. Outra orientação é interagir durante a fala, fazendo perguntas, indicando ajuda médica e tendo uma postura verdadeiramente disponível.

Não julgue ou faça comparações

Ser julgado ou comparado pode ser incômodo, não é? Em situações cotidianas, esses comportamentos tendem a chatear ou aborrecer o outro e, quando há uma situação de vulnerabilidade, o comportamento pode ser gatilho.

Nesse sentido, o psiquiatra José Paulo Fiks alerta: "frases do tipo: 'tem gente muito pior que você', 'tem gente com doença terminal e está mais animado' não são legais. Não julgue a pessoa comparando-a com proibições por parte da religião. Comparações com a história pessoal de quem se propõe a escutar também são inúteis e trazem mais desespero".

É importante ainda não culpabilizar quem pensa em suicídio, já que o ato é uma forma extrema, um último recurso para alívio da dor. De forma geral, não existem culpados quando o assunto é suicídio, portanto, se você ofereceu ajuda a alguém e, infelizmente, o pior aconteceu, não pense que a responsabilidade é sua ou que a ajuda não foi suficiente.

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Caso você perceba que a pessoa está decidida e tem planos claros sobre como pretende tirar a própria vida, não a deixe sozinha e busque suporte médico e familiar.

Contatos úteis

Serviços de saúde:

CAPS e Unidades Básicas de Saúde

(Saúde da família, Postos e Centros de Saúde).

Centro de Valorização da Vida (CVV)

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Telefone: 188 ou www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações.

Emergência

SAMU 192, UPA, Pronto Socorro e Hospitais.