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Estereótipos diminuem o interesse de meninas por ciência, diz estudo

A pesquisa patrocinada pela Disney mostra relação entre estereótipos de gênero e a baixa presença de mulheres nas áreas de ciência e tecnologia

As mulheres desde o início de suas vidas são obrigadas a conviverem com padrões e normas de comportamento decorrentes de uma sociedade machista. À elas é dito que deve-se gostar de rosa e ter brinquedos relacionados à funções domésticas. Se uma menina não se encaixa à este padrão, e quer jogar videogame, jogar futebol, e se divertir com atividades classificadas erroneamente como 'masculinas', sofrem imediatamente com as pressões externas.

É de conhecimento público que estas normas são capazes de frustrar e suprimir a verdadeira essência das mulheres, porém, agora um estudo patrocinado pela Disney vai além: Esses estereótipos alteram a percepção que as meninas têm sobre ciência e tecnologia, e se há espaço para elas nestes dois segmentos.

A pesquisa baseada no STEM, campo de estudo que interliga ciência, tecnologia, engenharia e matemática, coordenado por duas organizações argentinas, a ONG Chicos.net e a Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (Flacso), entrevistou pais, professores e 180 crianças, de seis a dez anos de idade, em três cidades populosas da América Latina: São Paulo, Buenos Aires e Cidade do México.

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"Por que há tão poucas mulheres na área de Ciência e Tecnologia?" é a pergunta que desencadeou o estudo, segundo Gloria Bender, coordenadora de Gênero, Sociedade e Políticas na Flacso. Os resultados trazem informações sobre a desigualdade entre meninos e meninas, e nos dá uma visão geral sobre o ensino dessas disciplinas em âmbito escolar.

Há várias recomendações que a pesquisa dá para que a educação seja menos estereotipada, porém, a mudança deve ocorrer também dentro de casa e nas áreas de entretenimento.

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Como reverter isto?

A psicóloga Raquel Baldo, dá algumas dicas para reverter esta situação:

A pesquisa já teve impactos positivos: os desenvolvedores de conteúdo da Disney irão criar produtos que incentivem as crianças a pensar diferente. Além disso, as campanhas de marketing da marca precisarão ter tanto meninas quanto meninos aparecendo, para que não haja qualquer tipo de direcionamento.

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