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Estrabismo some se for tratado na infância

Os métodos de correção incluem óculos, tampão e até aplicações de toxina botulínica

Piadas e apelidos entre os colegas da creche ou da escola, dor de cabeça insistente e tontura são alguns dos problemas que uma criança com estrabismo precisa enfrentar, na maioria dos casos. O desvio dos olhos, para fora ou para dentro, tem múltiplas causas, desde a má-formação dos músculos que sustentam o globo ocular até falhas da visão, que acabam forçando as pupilas a se posicionarem incorretamente - a hipermetropia (dificuldade para enxergar de perto) é a mais comum delas, ao lado do glaucoma e da catarata infantil, diagnosticados assim que o bebê nasce com o teste do olhinho.

A notícia boa está relacionada ao tratamento: realizado na infância, ele resolve o estrabismo e não deixa vestígio nenhum para a vida adulta. "A criança com estrabismo acaba não desenvolvendo um dos olhos e sobrecarrega o outro", afirma o oftalmologista Juscelino Kubitschek de Oliveira, da clínica ICB Oftalmologia, em Brasília.

Resultado: o cérebro acaba gerando duas imagens, uma para cada olho, o que causa uma confusão. Aos poucos, então, o córtex cerebral, prioriza um dos olhos quando há necessidade de interpretar e processar uma imagem. Para evitar que isso aconteça, óculos especiais, tampão e cirurgia estão entre as alternativas disponíveis, veja em que situação cada uma delas é indicada.

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Óculos

Óculos - Getty Images
Óculos - Getty Images

Muitas vezes, o estrabismo é causado por um grau elevado de hipermetropia (dificuldade para enxergar objetos próximos). Como a criança se esforça demais para conseguir enxergar, um dos olhos acaba com a pupila desviada. "Ao corrigir a hipermetropia, em ambos os olhos, os óculos corrigem a hipermetropia e o estrabismo, desenvolvendo todo o potencial de visão de cada olho", diz o oftalmologista Carlos França Rangel, da clínica ETCO, em São Paulo.

Tampão

Tampão - Getty Images
Tampão - Getty Images

Por causa do estrabismo, um olho acaba se desenvolvendo mais que o outro. O tampão equilibra esta diferença, cobrindo o olho dominante. Mas essa medida só é válida quando a criança ainda não completou o desenvolvimento ocular - fase finalizada entre seis e sete anos de idade.

Prisma

Prisma - Getty Images
Prisma - Getty Images

Uma estrutura em forma de prisma é colocada nos óculos, permitindo que as duas máculas (ponto no fundo da retina) recebam a mesma imagem simultaneamente. É recomendado em estrabismos não acomodativos, ou seja, quando há possibilidade de alinhamento com lentes corretivas e pode ser utilizado em qualquer idade. "O prisma vai fazer com que a imagem se desloque para o lado contrário ao desvio. Se o desvio ocorre em direção ao nariz, por exemplo, o prisma direciona os olhos para fora, em direção às têmporas", explica Carlos França Rangel.

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O uso do prisma é indicado quando há alguma lesão nos olhos e o médico precisa estimular a formação das imagens em alguma região ainda preservada da retina.

Toxina Botulínica

Toxina botulínica - Getty Images
Toxina botulínica - Getty Images

Muitas vezes, o estrabismo é causado porque um músculo da região ocular está excessivamente contraído. Ao paralisá-lo com a toxina botulínica, ele relaxa e o olho volta à posição certa. "O cuidado, nessas situações, é definir a dose ideal e o local de aplicação, pois se trata de uma criança, com músculos em crescimento", afirma o oftalmologista Jonathan Lake, da Clínica Oftalmed, em Brasília. O tratamento é contínuo, e a aplicação deve ser feita a cada cinco meses.

Cirurgia

Cirurgia - Getty Images
Cirurgia - Getty Images

Quando o estrabismo é causado pela contração ou relaxamento excessivo de um músculo da região ocular, há necessidade de cirurgia. "Os músculos são reposicionados ou parcialmente ressecados para que ambos os globos oculares se posicionem novamente", afirma Carlos França Rangel. Para a cirurgia, não existe idade mínima, sendo ela um dos métodos mais utilizados em casos onde o problema é muscular, pois o procedimento é considerado um dos mais seguros existentes, segundo o oftalmologista.

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Colírios

Colírios - Getty Images
Colírios - Getty Images

Existem alguns colírios que ajudam na formação do foco da imagem, reduzindo a ametropia (perda de nitidez da imagem). Com esta correção, a criança faz menos força para enxergar e o estrabismo é corrigido. "Somente a avaliação médica é capaz de diagnosticar a necessidade deste tipo de colírio", diz Carlos França Rangel, lembrando que se trata de um método é usado em casos restritos.

Exercícios

Exercícios - Getty Images
Exercícios - Getty Images

Exercícios para fortalecer os músculos oculares podem corrigir o estrabismo. Na maioria das vezes, os movimentos são úteis para o estrabismo convergente (os dois olhos voltados para dentro). "A orientação médica é fundamental nesses casos. O exercício errado pode até piorar o problema, caso o músculo seja estimulado de maneira inadequada", afirma o oftalmologista Juscelino Kubitschek de Oliveira.