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Hábitos alimentares na infância podem aumentar riscos cardiovasculares no futuro, diz estudo

Cientistas verificaram uma ligação entre maus hábitos à mesa e riscos de apresentar doenças do coração

Alguns pais já aprenderam a cuidar do que está no prato dos seus filhos, afinal o bom exemplo do que se deve ou não comer começa desde cedo. Mas um novo estudo publicado no Canadian Medical Association Journal dia 17 de julho mostrou que os responsáveis devem ficar de olho também na forma como as crianças estão comendo.

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Os pesquisadores enviaram questionários padrão NutriSTEP aos pais de 1.076 crianças entre 3 e 5 anos de idade. Além de questionar sobre o que os pequenos comiam, a lista de perguntas abordava também alguns hábitos, como fazer as refeições diante da televisão, beliscar, e comer junk food por exemplo. O próprio sistema já traz uma pontuação com os riscos gerais para saúde que tais comportamentos podem trazer.

A diferença é que os estudiosos cruzaram os resultados com a quantidade sérica de colesterol HDL no sangue, usada para prever nas crianças quais as chances de elas terem doenças cardiovasculares na vida adulta. E os resultados mostraram que quanto menor a pontuação do teste, maiores os indicadores de problemas do coração no futuro. Mesmo quando eles ajustaram os resultados de acordo com dados como peso, altura e etnia das crianças e dos pais, a relação continuava.

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Evite também a obesidade

O sobrepeso na infância pode influenciar os ponteiros na balança da idade adulta, e problemas como colesterol alto nessa fase. Para prevenir antes dele ter que remediar, veja como proteger seu filho da obesidade infantil.

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Alimentos congelados

família comprando congelados no mercado - Foto: Getty Images
família comprando congelados no mercado - Foto: Getty Images

Hambúrgueres, empanados de frango, lasanhas e outras refeições prontas podem levar a obesidade, hipertensão e aumento do risco de doenças cardiovasculares. Segundo a nutricionista Raquel Maranhão, da empresa BeSlim, esse tipo de alimento possui um alto teor de gordura, sódio e conservantes. "O ideal é consumi-los, no máximo, uma vez por semana e prepara-los grelhados ou assados ao forno, evitando a adição de óleos e molhos gordurosos", diz. A frequência com que esses alimentos devem ser consumidos é de uma a duas vezes ao mês.

Salsicha

salsicha com salada e batata frita - Foto: Getty Images
salsicha com salada e batata frita - Foto: Getty Images

Paixão da maioria das crianças, as salsichas são comumente consumidas em lanches, acompanhadas de condimentos, purê de batatas, queijos amarelos e pão branco. Essa combinação acaba acrescentando muitas gorduras à refeição. "A melhor forma de consumir a salsicha é em uma refeição padrão, com arroz, feijão e legumes", conta Raquel Maranhão. Outro problema das salsichas é que elas são preparadas com restos de carnes de animais, incluindo partes altamente gordurosas, fora os conservantes e produtos utilizados para realçar o sabor.

A nutricionista explica que o melhor é evitar a adição de sal, molhos, óleos e demais gorduras à preparação. "Além de cozidas em água, as salsichas também podem ser feitas na forma grelhada ou cozida ao forno", completa. Outra dica é optar pela salsicha de frango, mais saudável que a versão com carne vermelha. O consumo deve ser feito no máximo de 15 em 15 dias.

Fast Food

hambúrguer com batata frita - Foto: Getty Images
hambúrguer com batata frita - Foto: Getty Images

Esse é outro vilão famoso amado pela maioria das crianças. Rico em sal, gordura e conservantes, os fast foods devem ser evitados e no seu lugar consumidos os lanches naturais. A nutricionista Paula Castilho, da Sabor Integral Consultoria em Nutrição, afirma que o fast food pode ser consumido uma vez por mês no máximo. "Ao escolher o lanche, é importante dar preferência aos sucos, hambúrgueres de frango ou peixe e lanches que contenham saladas, além de evitar molhos, batata frita e não adicionar catchup ou mostarda à refeição".

Frituras

frango e batata fritos - Foto: Getty Images
frango e batata fritos - Foto: Getty Images

"Para que o alimento seja frito, é utilizada uma grande quantidade de óleo e isso prejudica a saúde do coração, além de acrescentar muitas calorias ao prato", afirma Raquel Maranhão. Segundo a nutricionista, as preparações empanadas são ainda mais prejudiciais e calóricas, pois levam farinhas em sua preparação. "O ideal é sempre optar por preparações grelhadas, cozidas ou assadas, que são muito saborosas e bem recebidas pelas crianças."

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Guloseimas

doces - Foto: Getty Images
doces - Foto: Getty Images

Balas, chocolates e outros doces, geralmente, são bombas de açúcar, que não só podem levar ao ganho de peso como ao aparecimento de cáries. A nutricionista Paula Castilho dá a dica: "Podemos optar por balas de goma sem açúcar, gelatinas, frutas mais doces como a banana ou outras frutas com adição de mel". Se você não quer eliminar as guloseimas do cardápio dos seus filhos, restrinja o consumo a porções de 30 gramas, três vezes por semana.

Salgadinhos industrializados

batata chips - Foto: Getty Images
batata chips - Foto: Getty Images

Que criança não gosta de comer um pacote de salgadinhos entre as refeições ou durante um passeio com a família? Se o seu filho é amante desses produtos, prefira as versões assadas ou de soja, que têm menos gorduras (a embalagem informa a forma de preparo). "Algumas marcas já vendem salgadinhos sem conservantes e até mesmo integrais, duas ótimas opções", afirma Paula Castilho. Entretanto, o consumo de salgadinhos também deve se limitar a duas vezes por mês no máximo.

Bolinhos e bolachas recheadas

bolachas recheadas - Foto: Getty Images
bolachas recheadas - Foto: Getty Images

De acordo com as nutricionistas, esses alimentos são ricos em gordura trans e colesterol, tornando-se uma ameaça à saúde do seu filho se consumidos em excesso. "Da mesma forma que os salgadinhos, a frequência de consumo é de uma ou duas vezes ao mês e em pequenas quantidades, como uma unidade de bolinho ou três unidades de bolacha", afirma Raquel Maranhão. Nestes casos, ela afirma que a melhor opção são os biscoitos de aveia, mais saudáveis e apetitosos.

Lanches da escola

criança comendo um croissant - Foto: Getty Images
criança comendo um croissant - Foto: Getty Images

Apesar de os lanches da cantina serem assados, eles oferecem recheios muito gordurosos, à base de queijos amarelos e calabresa. As nutricionistas afirmam que a melhor opção é sempre o lanche feito em casa, pois assim a quantidade e os ingredientes adicionados têm a procedência e a quantidade controlada, além da possibilidade de variar o cardápio e deixar a dieta da criança mais rica. "As melhores opções são lanches feitos com queijo branco e verduras", afirma Raquel Maranhão.