Bebê morre após receber leite na veia em hospital

Polícia investiga para saber se o óbito foi causado por negligência dos profisisonais que cuidavam do recém-nascido

Um bebê que nasceu prematuro, de 34 semanas, faleceu no último domingo (14), após a sonda de alimentação ter sido instalada no lugar errado. Miguel de Oliveira Lima tinha apenas sete dias de vida e estava internado na UTI neonatal do Hospital Centenário, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.

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De acordo com publicação na imprensa, a sonda havia sido injetada no bebê no dia na última sexta-feira (12). Depois de a funcionária ter percebido o engano e desconectado a sonda do paciente, tentou aspirar o leite com uma seringa. Porém foi extraído apenas coágulos de sangue, sem vestígios de leite.

Segundo a mãe do bebê, Joceli alves de Oliveira, no sábado (13), o hospital teria entrado em contato com ela e informado sobre o ocorrido. Ela disse que não teve coragem de ir vê-lo no momento que ficou sabendo e apenas conseguiu fazer isso a tarde, quando viu que ele já estava mal.

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O atestado de óbito de Miguel apontou como causas para o falecimento insuficiência respiratória, hemorragia pulmonar maciça, falência múltipla dos órgãos, reação aguda por corpo estranho intravenoso e prematuridade.

Miguel de Oliveira Lima tinha uma irmã gêmea que também estava internada na UTI neonatal para ganhar peso. A menina teria recebido alta junto com a mãe, mas Miguel ficaria mais um tempo internado para aprender a mamar.

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Em declaração à imprensa, o advogado da família Luciano Peixoto disse que haviam duas sondas, uma direcionada para oferecer alimento para o bebê via oral e outra venosa para levar medicamentos para o bebê. O leite teria sido colocado na sonda responsável por transportar a medicação para o recém-nascido. Além disso, Peixoto disse que a família acusa o hospital de negligência.

Posicionamento do hospital

Em nota o Hospital Centenário "reitera seu profundo pesar e solidariedade à família do recém-nascido Miguel Oliveira de Lima, falecido na manhã de domingo (14). Diante da tragédia que reveste esta morte prematura, e para que não restem dúvidas quanto às práticas adotadas neste episódio, a Direção informa que afastou a equipe de profissionais que estavam de plantão na UTI Neonatal, responsáveis pelo atendimento do paciente, no turno que teve início a alteração do quadro clínico do recém-nascido. A medida do afastamento visa assegurar a efetiva apuração dos fatos, até o resultado da sindicância investigatória instituída pelo Hospital".