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Sleep Talk: Falar com filho enquanto dorme funciona, mas pede cuidados

Mãe conta benefícios do processo para o desenvolvimento do seu filho e especialistas alertam que, se não for feito da forma correta, o método pode ter consequências negativas

"Meu filho estava com problema de fazer xixi na cama enquanto dormia e foi aí que encontrei a primeira matéria sobre 'falar enquanto a criança dorme' e tentei fazer baseado em vídeos no YouTube".

Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

Esse é o relato de Ana Vilela, mãe do Leonardo de 7 anos, que apresentava alguns comportamentos preocupantes, como ataques de nervosismo; dificuldade na escola, para ler, escrever e fazer contas; dificuldades de receber "não" e de aceitar carinho.

Ana, assim como muitas mães, descobriu na internet que conversar com seu filho enquanto ele dorme poderia ser a solução. A psicóloga Bianca Sant'ana explica que, como o senso crítico da criança ainda não está completamente instaurado, sugestões dadas neste período tendem a ser aceitas em nível inconsciente, gerando sim mudanças de comportamento.

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Porém, a mãe do Léo percebeu que somente as sugestões do vídeo não eram suficientes e que era necessário a orientação de um profissional qualificado. De fato, as informações na internet nem sempre são completas e essas técnicas sem orientação profissional poderiam ter consequências negativas para o seu filho.

A especialista em neuroeducação e presidente do SleepTalk® Brasil, Raphaela Alencar, dá um exemplo: "Fazer isso durante o sono REM não só pode prejudicar o sono da criança, como, a longo prazo, pode causar distúrbios de sono. Essa é uma das fases mais importantes, pois acontece o descanso profundo, a liberação de hormônios e o repouso da mente. Por isso, é importante fazer o método do SleepTalk com um profissional adequado". Sono REM é a fase de sono profundo.

O que é o sleep talk?

Raphaela ressalta que, diferentemente do que é citado na internet, o Processo Goulding® SleepTalk® é realizado em estados mais relaxados da mente, mais próximo das ondas cerebrais em frequências alpha profunda e theta, e não durante a fase REM do sono.

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"Ao longo do processo, as novas sugestões serão difundidas e aceitas, formando um novo sistema de crenças mais positivo", explica.

A partir da fala e das atitudes dos pais, as crianças constroem seus sistemas de crenças e uma visão de si mesmas, positiva ou negativa. Crises, agressividade, distúrbios emocionais de sono, timidez excessiva, medos ou dificuldades escolares podem ser reflexos comportamentais dessas crenças.

Foto: Shutterstock
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Assim, explica a psicóloga e hipnoterapeuta Fabiana Barbosa, através da repetição de frases e da aplicação correta do método, essas crenças que resultam em comportamentos negativos são substituídas por autoconfiança, segurança e uma auto imagem positiva.

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Como é feito?

No geral, o processo envolve três fases de aplicação, que duram em torno de 6 meses, em que os pais, sob orientações de profissionais qualificados, verbalizam sugestões específicas durante o sono noturno das crianças para causar as mudanças necessárias no comportamento.

A orientação básica é que a conversa durante o sono seja feita todo dia, porém não tem problema se não for possível. O que determina os melhores resultados é a consistência e o comprometimento dos pais com o processo.

É necessário uma avaliação personalizada de um profissional certificado para que o contexto e demanda familiar sejam compreendidos, pois o que é dito e como é dito influencia muito no resultado.

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"Recomenda-se sempre que os pais atentem para a entonação da voz, falando com calma, tranquilidade, segurança e clareza. Não devem cochichar e sim falar baixo, demonstrando veracidade e afetividade. Tudo o que é ouvido com emoção e sentimento é mais poderoso", afirma Fabiana.

A psicóloga Bianca Sant'ana acrescenta que convém evitar a palavra "não" e reforçar sempre comportamentos e características positivas. Punições e críticas precisam ser evitadas neste momento.

Quem pode aplicar?

Raphaela Alencar esclarece que o SleepTalk não é uma atividade exclusiva de psicólogos. Na verdade, deve ser aplicado pelos pais sob orientação de profissionais da área da saúde, desenvolvimento humano e educação que possuam o certificado do método.

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"A repetição das mesmas informações, ideias e pensamentos pelos pais podem se tornar um padrão, resultando em determinados comportamentos. Eles representam figura de autoridade e possuem um forte laço afetivo emocional com o filho. Por isso, as crenças repassadas por eles são muito poderosas", explica Fabiana.

Que crianças podem fazer?

O método pode ser aplicado pelos pais desde a gestação como forma de prevenção e acalento e em crianças com até treze anos de idade.

Bianca Sant'anna afirma que o método não possui contraindicação, só é necessário ser atencioso com as afirmações e sugestões feitas durante o sono da criança.

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Sleep talk Funciona?

A psicóloga afirma que, até o momento, são poucos estudos científicos a respeito. As evidências de eficácia são baseadas nas experiências empíricas.

"O método já é aplicado em diversos países há mais de quarenta anos, comprovando sua eficácia através dos excelentes resultados relatados pelas próprias famílias atendidas. Pode ser usado para complementar o trabalho do psicólogos que buscam empoderar as crianças no seu processo de crescimento", ressalta Fabiana Barbosa.

Esse processo também ajudou muito a família de Ana Vilela, que apenas em dez dias notou grande melhora em seu filho Leonardo.

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"Em uma brincadeira com a irmã, ele mesmo se corrigiu e tentou pronunciar algumas palavras da forma correta. Ele começou a me dar beijos, dizer que me ama, permitir ser abraçado, receber elogios na escola, ter vontade de fazer as coisas sozinho, como tomar banho e se trocar e o xixi na cama praticamente acabou", relata a mãe.