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Anemia na gravidez: conheça os sintomas e possíveis riscos

Se não tratada adequadamente, a anemia pode trazer complicações à saúde da mãe e do feto

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A anemia é uma das condições mais frequentes na gravidez, especialmente entre o segundo e o terceiro semestre da gestação. Em geral, ela é caracterizada pelo aumento da necessidade de ferro no organismo e pela diminuição nas taxas de hemoglobina no sangue - proteína responsável pelo transporte de oxigênio para os tecidos do corpo.

Durante esse período, o corpo produz mais sangue para ajudar no desenvolvimento adequado do feto, da placenta e do cordão umbilical, além de suprir a perda sanguínea que ocorre no parto. Num contexto em que há carência de ferro, o organismo também não produzirá glóbulos vermelhos (ou hemácias) o suficiente para produzir essa quantidade adicional de sangue.

Segundo o médico Carlos Alberto Maganha, a prevalência de anemia na gravidez é, em média, de 23%. Porém, essa taxa pode alcançar até 50% a depender da população analisada e do contexto social em que a futura mãe está inserida.

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"Um grande peso pode ser atribuído à deficiência de ferro, elemento fundamental na síntese de hemoglobina. A anemia desencadeada por essa deficiência nutricional é denominada anemia ferropriva, a mais comum", afirma o especialista.

Causas da anemia na gravidez

Embora a anemia ferropriva seja a mais frequente na gravidez, representando 95% dos casos, a gestante pode desenvolver a condição em decorrência de outros fatores, destacados por Carlos Alberto. São eles:

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Sintomas de anemia na gravidez

Os sintomas de anemia na gravidez podem variar de acordo com o tipo. No geral, são sinais pouco específicos e que muitas vezes podem ser confundidos com manifestações da própria gestação. Conforme explica Carlos Alberto, são eles:

Em quadros de anemia ferropriva, o médico Carlos Alberto Maganha ressalta que as perversões de apetite também são comuns - ou seja, o desejo de comer coisas estranhas, como terra, tijolos, macarrão cru e arroz cru.

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Já quando há uma anemia causada pela perda sanguínea aguda, os sintomas podem incluir:

Diagnóstico de anemia na gravidez

O diagnóstico de anemia na gestação é feito a partir de uma análise sanguínea. A princípio, o exame solicitado para isso é o hemograma completo. A partir do teste realizado no pré-natal, Carlos Alberto Maganha esclarece que é possível identificar a quantidade de hemácias e a concentração de hemoglobina, que irão indicar o quadro anêmico.

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Em seguida, para diferenciar o tipo de anemia e definir o tratamento adequado, exames adicionais podem ser necessários, como ferritina sérica, dosagem de ferro plasmático e eletroforese de hemoglobina.

Em casos mais severos de anemia, existe ainda a possibilidade de realizar exames de imagem e também procedimentos invasivos, como a amniocentese, para avaliar diretamente a condição no feto.

Riscos de anemia na gravidez

A anemia durante a gravidez caracteriza um risco principalmente para a mãe, pois com a baixa na imunidade, as chances de desenvolver complicações pós-parto são maiores. "Nos casos mais graves de anemia e, sobretudo em casos de anemia falciforme, pode constituir causa de morte materna", aponta Carlos Alberto.

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Em quadros menos graves, o especialista explica que a anemia pode estar associada a maior risco de infecções, processos trombóticos e alterações na cicatrização.

Já para o bebê, o comprometimento das taxas de oxigênio, em função da diminuição de hemoglobina, pode trazer riscos como o crescimento inadequado, prematuridade, sofrimento fetal e diminuição do líquido amniótico.

Em entrevista prévia ao Minha Vida, o hematologista Sandro Melim explicou essa questão. "Há o aumento na necessidade de ácido fólico e ferro pelo organismo, devido à produção dos tecidos e órgãos do feto. O baixo nível do ácido pode resultar em problemas irreversíveis para o bebê, como defeitos na formação do tubo renal", explica.

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Como tratar anemia na gravidez

Segundo o doutor Gustavo Alberto, o tratamento irá depender da causa da anemia. Se desencadenada por um déficit nutricional, deve haver a reposição do produto insuficiente. No caso da anemia ferropriva, a mais comum, ela é tratada por meio de reposição de ferro oral numa dosagem que pode variar de 120 a 180 mg de ferro elementar.

"São várias as formulações de ferro com proporção diferenciada. Em algumas circunstâncias de insucesso do tratamento oral, existe a possibilidade da reposição de ferro endovenoso", explica o especialista.

Porém, quando a causa é a anemia por perda sanguínea aguda, a transfusão sanguínea muitas vezes é necessária.

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Hábitos alimentares saudáveis

Além da suplementação do produto faltante, manter uma alimentação rica em nutrientes também faz parte do tratamento padrão de anemia na gravidez. Nesse contexto, é importante que a mãe consuma verduras de folhas escuras, carne vermelha magra, frutos do mar, beterraba e outros alimentos enriquecidos com ferro.

"É importante lembrar que gestantes vegetarianas devem receber suplementação de outras vitaminas, como as do complexo B, que estão presentes principalmente em alimentos de origem animal", conclui o hematologista Sandro Melim.

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Ademais, manter uma alimentação saudável não é só necessária para tratar e prevenir quadros de anemia. Ela também contribui para evitar doenças, aumentar o peso adequadamente e garantir que o bebê se desenvolva, além de aumentar a imunidade da futura mamãe.

Leia também: Alimentos ricos em ferro: benefícios e como aumentar absorção

Prevenção de anemia na gravidez

Manter um acompanhamento pré-natal adequado na gestação é primordial para diagnosticar a anemia precocemente e tratá-la da forma correta, evitando futuras complicações para a mãe e o feto.

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Ademais, o acompanhamento com um profissional em nutrição também é de grande importância na gravidez, pois ele poderá indicar uma dieta específica com a quantidade adequada de nutrientes a serem consumidos - algo que varia de gestante para gestante.

Leia mais: Melhores alimentos para combater a anemia

A importância da alimentação na gravidez e os efeitos no bebê