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Vaginose bacteriana na gravidez: sintomas e tratamento

Com sintomas característicos, a vaginose na gravidez pode trazer riscos de parto prematuro

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Uma das doenças mais comuns durante a gestação, a vaginose bacteriana é uma infecção provocada por um desequilíbrio na flora vaginal, diminuindo os lactobacilos que protegem a região e elevando a proliferação de bactérias anaeróbias, como a Gardnerella vaginalis e a Gardnerella mobiluncus.

A vaginose é um tipo de vulvovaginite, que também pode ser chamada de vulvite ou vaginite. É uma condição comum em todas as idades e possui uma variedade de causas.

Durante a gravidez, o desequilíbrio da microbiota vaginal pode ser consequência das alterações hormonais comuns no período, aumentando a colônia dessas bactérias e desencadeando os sintomas da vaginose. "Ocorre também a formação de um biofilme que adere à parede vaginal e inicia um corrimento mal cheiroso", explica a médica ginecologista Renata Gobato, do Hospital Anchieta de Brasília.

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Ademais, a baixa imunidade e o estresse durante a gestação também podem contribuir para o surgimento do quadro.

Segundo Gobato, as causas de vaginose também podem estar relacionadas à diminuição da acidez vaginal, que pode ocorrer com:

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Sintomas de vaginose na gravidez

Entre 50% e 75% das mulheres com vaginose bacteriana não apresentam nenhum sintoma, especialmente se o desequilíbrio na flora vaginal for discreto, de modo que somente ginecologistas conseguem identificar em um exame especular. No entanto, as mulheres que têm sintomas normalmente apresentam:

Diagnóstico de vaginose na gravidez

Durante exames pélvicos de rotina e, especialmente, durante o pré-natal, o médico poderá identificar o corrimento vaginal ou o odor forte e solicitar um exame especular para identificar se trata-se de vaginose bacteriana ou de outra infecção vaginal.

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Conforme complementa a ginecologista Renata Gobato, "pode ser coletada uma amostra a fresco do conteúdo vaginal, onde é feita a coloração Gram com identificação de lactobacillus e bactérias anaeróbicas".

Os critérios diagnósticos de Amsel, desde 1983, ainda são muito utilizados, de acordo com a especialista. São eles:

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Riscos da vaginose na gravidez

Embora a vaginose bacteriana não interfira no desenvolvimento do bebê, a doutora Renata ressalta os riscos de ruptura prematura de membranas, ou seja, a bolsa pode estourar antes da hora e desencadear trabalho de parto prematuro. "Isso porque as bactérias possuem enzimas que podem 'quebrar' o tampão mucoso presente no colo uterino", esclarece.

Os bebês que sobrevivem à prematuridade podem enfrentar diversos problemas ao longo da vida, como:

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Além disso, a vaginose aumenta o risco de a mãe ter corioamnionite, uma inflamação aguda da membrana coriônica que pode trazer complicações obstétricas e problemas ao feto e neonatal.

Tratamento de vaginose na gravidez

O tratamento de vaginose bacteriana para mulheres grávidas e não grávidas é o mesmo, segundo Renata Gobato, e é realizado através de antibióticos. Porém, a infecção também pode ser tratada por meio de cremes ou géis vaginais específicos receitados pelo médico. É necessário informar o ginecologista sobre outros medicamentos que estiver administrando.

Metronidazol ou clindamicina são dois antibióticos usados no tratamento da vaginose bacteriana.

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Prevenção de vaginose bacteriana

Por ser uma infecção silenciosa e que pode passar despercebida pela mulher, o acompanhamento pré-natal é indispensável para, não somente identificar um possível quadro de vaginose, mas para preveni-lo e evitar complicações na gestação.

Ademais, manter hábitos de vida saudáveis ajuda a evitar e/ou controlar infecções como a vaginose. Alguns deles são:

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Leia também: Pré-natal: conheça os exames e quando fazê-los

Diferenças entre vaginose e candidíase

Ambas as infecções são causadas pelo desequilíbrio da flora vaginal, de forma que muitas mulheres confundem seus sintomas. Desse modo, é importante consultar um médico ginecologista para realizar os exames necessários para identificar o problema.

Na candidíase, há o predomínio do fungo Candida Albicans, causando a diminuição do PH vaginal e provocando sintomas como coceira, irritação, edema da mucosa vaginal e dor.

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Em um quadro de vaginose, no entanto, há o predomínio de uma espécie de bactérias sobre outras, como é o caso da Gardnerella vaginalis, e o aumento do PH vaginal. Os sintomas são característicos: secreção branco-acinzetada, com odor forte de peixe. A irritação e o prurido vulvar são raros na vaginose bacteriana.