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Rubéola na gravidez: causas, riscos e prevenção

Embora o vírus da rubéola se manifeste com sintomas leves, a infecção fetal pode causar malformação ao bebê

A rubéola é uma doença aguda altamente contagiosa que pode acometer adultos e crianças de qualquer faixa etária, não sendo considerada grave. O fator de maior preocupação do vírus da rubéola está relacionado à Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), quando a gestante é infectada durante as primeiras semanas da gravidez.

É uma doença extremamente agressiva nesse período, uma vez que o vírus pode atingir a placenta pela circulação materna e prejudicar o desenvolvimento do feto.

A rubéola, causada pelo vírus Rubella Vírus, é transmitida de pessoa para pessoa por meio das secreções expelidas ao falar, tossir, respirar ou espirrar - e ocorre especialmente quando a mãe não está protegida pela vacina. Quanto mais precoce for a infecção em relação à idade gestacional, mais grave é a doença.

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De acordo com Patrícia Consorte, pediatra e especialista em nutrição materno-infantil, quando a mãe contrai o vírus no primeiro trimestre de gestação, o risco de malformação do bebê é maior, cerca de 80% a 90%. No segundo trimestre, o risco é de 54%. Já no último trimestre, o risco é menor, 25%. Porém, é também o período de maior risco de parto prematuro pelo vírus.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o vírus pode ser encontrado em 80% das crianças no primeiro mês de vida, 62% do primeiro ao quarto mês, 33% do quinto ao oitavo mês, 11% entre nove e doze meses e apenas 3% no segundo ano de vida.

Fatores de risco

O principal fator de risco para a infecção é a ausência de imunidade prévia para a doença, adquirida principalmente através da vacinação, ressalta Isabella Albuquerque, ginecologista e obstetra da Pineapple Medicina Integrativa.

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"Mulheres em idade fértil devem estar com seu calendário vacinal em dia, de modo a evitar não só a rubéola como diversas outras doenças potencialmente mais graves no período gestacional", explica a especialista.

Sintomas da rubéola na gravidez

O principal sintoma da rubéola na gravidez é o surgimento de erupções vermelhas na pele, que aparecem primeiramente no rosto e depois se espalham pelo tronco, braços e pernas.

Segundo Consorte, a maior parte das mulheres suscetíveis que contraem o vírus também apresentam febre e aumento de linfonodos difusos, principalmente no pescoço. Dores articulares e sintomas gripais também podem ser recorrentes.

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"Por mais que os sintomas possam durar algumas semanas, em mulheres adultas os sintomas costumam ser leves e facilmente manejáveis apenas com medicações para sintomáticas", aponta Albuquerque.

Leia mais: Rubéola: ínguas e manchas na pele são características da doença viral

Riscos da rubéola para o bebê

A rubéola é uma doença de natureza grave quando congênita, ou seja, quando transmitida para o bebê durante a gestação. Para o feto, os riscos são maiores do que para a população adulta.

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O vírus, ao ultrapassar a barreira da placenta, invade diversos tecidos fetais e pode comprometer vários órgãos, explica Isabella Albuquerque. As alterações fetais incluem:

"Quanto mais precoce a infecção na gestação, maiores os riscos de comprometimento fetal e maiores as chances de evolução para quadros graves, incluindo abortamento e óbito fetal", acrescenta a especialista.

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Diagnóstico de rubéola na gravidez

O diagnóstico de rubéola durante a gestação envolve tanto a pesquisa da infecção materna quanto a de possíveis alterações resultantes da infecção fetal, conforme esclarece Albuquerque. A infecção materna é verificada através da coleta sanguínea de imunoglobulinas específicas para a rubéola (sorologia IgM e IgG).

Uma vez suspeitada a infecção materna, a especialista explica que é necessário pesquisar o comprometimento fetal. Isso pode ser feito pela pesquisa direta do vírus de forma mais invasiva ou pela constatação de alterações ultrassonográficas compatíveis com a Síndrome da Rubéola Congênita.

Tratamento de rubéola na gravidez

Não existe tratamento específico para a rubéola, bem como para infecção fetal.

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Durante esse período, os médicos podem auxiliar as gestantes no controle dos sintomas e, quando diagnosticadas com comprometimento fetal pelo vírus da rubéola, devem ser acompanhadas em serviço especializado de Medicina Fetal.

"Em alguns casos, pode ser avaliada a interrupção da gestação de forma precoce para tratamento de suporte em UTI neonatal", afirma a ginecologista Isabelle Albuquerque.

Segundo o Ministério da Saúde, após o nascimento do bebê, o tratamento é voltado para as malformações congênitas causadas pela síndrome, de acordo com as deficiências apresentadas.

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Cuidados

Na suspeita de infecção por rubéola durante a gestação, mulheres grávidas devem procurar um especialista para realizar o seguimento laboratorial de investigação da infecção e os exames de avaliação fetal. O acompanhamento pré-natal é primordial para a detecção precoce da doença e infecção fetal.

A ginecologista Albuquerque ainda ressalta a importância de evitar o contato com outras pessoas, especialmente outras gestantes e com pessoas que não foram imunizadas.

Alguns cuidados podem ajudar durante o período, como:

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A gestante infectada pode tomar a vacina?

Embora estudos mostrem que a vacina contra a rubéola é segura se aplicada durante a gravidez, o Ministério da Saúde recomenda que gestantes não sejam imunizadas.

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De acordo com Isabelle, algumas vacinas, particularmente aquelas que contêm bactérias ou vírus vivos ou atenuados, como é o caso da tríplice viral, são contraindicadas devido a um risco teórico de infecção fetal.

"A orientação para aquelas mulheres em idade fértil é de que, após receberem as vacinas, esperem pelo menos 30 dias para iniciar as tentativas de gestação", explica a ginecologista.

Como prevenir rubéola na gravidez?

A vacina tríplice viral, que oferece imunidade para sarampo, rubéola e caxumba, é a única maneira de prevenir a Síndrome da Rubéola Congênita. Está disponível em todo o Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O esquema vacinal vigente é de uma dose da vacina entre os 12 meses e 15 meses de idade e a segunda dose de reforço entre quatro e seis anos. Mulheres em idade fértil que não receberam a vacina anteriormente devem receber uma dose do imunizante.

"Graças à ampla campanha de vacinação disponível no Serviço Único de Saúde, o último caso de rubéola em um brasileiro foi registrado em 2008 e, da Síndrome da Rubéola Congênita em 2009", finaliza Patrícia Consorte.