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Uso prolongado de mamadeira aumenta as chances de obesidade

Segundo estudo, idade certa para largar a mamadeira é um ano

As chances de uma criança ter problemas com excesso de peso são maiores com o uso prolongado da mamadeira, diz um estudo feito por cientistas da Temple University, nos Estados Unidos. Ao ser alimentado com mamadeira, o bebê se acostuma a consumir mais calorias de que seu corpo precisa, causando um excesso de peso logo nos primeiro anos de vida.

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O estudo analisou dados de 6750 crianças nascidas em 2001 e encontrou uma relação entre a alimentação nos primeiros 24 meses de vida com as chances de obesidade a partir dos cinco anos. Dos bebês estudados, 22% usaram mamadeira até os dois anos. Aproximadamente 23% dessas crianças eram obesas quando chegaram à idade de cinco anos. Segundo os cientistas, uma criança que usa mamadeira durante 24 meses tem 30% mais chances de se tornar obesa, mesmo levando em conta outros fatores como peso da mãe, peso do bebê ao nascer e alimentação da mãe durante a gravidez.

Isso acontece porque, ao estender o uso de mamadeira até os dois anos, os pais estão acostumando o bebê a consumir uma grande quantidade de calorias diariamente. De acordo com os autores do estudo, uma criança que consuma três mamadeiras de 240 mililitros de leite integral está consumindo 12% a mais das calorias diárias necessária. Por isso, os médicos indicam que a hora certa para os bebês largarem a mamadeira é por volta de um ano de idade.

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A obesidade infantil é considerada a nova epidemia do momento pela Organização Mundial da Saúde e já virou um problema de saúde pública. Ela já atinge aproximadamente 10% das crianças brasileiras, segundo dados do IBGE.

Mamadeira muito cedo

Em outro estudo, também realizado nos Estados Unidos, os pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças acompanharam o primeiro ano de vida de 1250 crianças e descobriram que aquelas que tomavam mamadeira durante os primeiros seis meses de vida, mesmo que fosse leite materno, apresentavam menor capacidade de controlar o apetite mais tarde.

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O "efeito mamadeira", como foi chamado, pode ser uma das razões para a associação entre aleitamento materno e menor risco de obesidade infantil. Nas pesquisas mais recentes sobre o efeito da amamentação no ganho de peso, o foco tem sido nos componentes do leite materno, como os hormônios leptina e adiponectina, que ajudam a regular o apetite e o metabolismo. Porém, as novas descobertas sugerem que a forma de alimentar os pequenos também importa nesse sentido.

Os resultados indicaram que, entre os exclusivamente amamentados nos primeiros seis meses, 27% sempre terminavam a mamadeira, comparados com 54% daqueles que tiveram alimentação mista e 68% dos que foram alimentados com mamadeira desde os primeiros meses de vida. Esses dados ocorreram independentemente de outros fatores, como peso, escolaridade materna, renda familiar e etnia.

De acordo com os autores, os bebês que tiveram mais de dois terços de sua alimentação via mamadeira no início da vida tinham duas vezes mais chances de, mais tarde, esvaziar a mamadeira, mesmo depois de satisfeitos, do que aqueles que tiveram menos de um terço de sua alimentação feita com ela.