Filhos de grávidas acima do peso podem acumular mais gordura no corpo, diz estudo

Células de fetos de mulheres com obesidade podem ter uma programação diferente, que favorece o excesso de peso

Foi apresentado nesta terça-feira (09/06), no encontro da Associação Americana de Diabetes, um estudo que lança uma nova luz à teoria de que a obesidade é hereditária. De acordo com os pesquisadores, as células de filhos de mulheres com obesidade na gravidez tem uma programação diferente, que as faz acumular mais gordura do que os outros fetos.

Para perceber isso, os cientistas retiraram células do cordão umbilical de filhos de mães com obesidade e mães no peso normal. As células foram colocadas in vitro para se desenvolverem em gordura e músculos. No fim do processo, as células do primeiro grupo até 30% mais gordura. Isso é perigoso, pois essas mudanças metabólicas podem levar à resistência à insulina, uma condição que pode evoluir para o diabetes tipo 2.

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O estudo, no entanto, ainda é preliminar. Os próprios pesquisadores não sabem dizer se a evolução em laboratório dessas células realmente corresponde ao desenvolvimento dessas crianças. No entanto, é nítido para eles que essa quantidade a mais de gordura representa a composição corporal dos bebês ao nascer, portanto a situação é preocupante. Portanto, uma coisa é ainda certa: filhos de pais com obesidade têm muito mais chances de apresentar o problema, só falta desvendar melhor os mecanismos que levam a essa hereditariedade.