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32,3% das crianças brasileiras consomem refrigerante antes dos dois anos, segundo IBGE

Consumo da bebida está relacionado à problemas de saúde, como obesidade e alergias

Os dados da terceira Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) assuntam no que diz respeito ao consumo de açúcares e gorduras por crianças. Segundo a pesquisa, 60,8% das crianças com menos de dois anos de idade comem biscoito, bolachas e bolos e 32,3% das crianças com a mesma faixa etária consomem refrigerantes ou sucos artificiais.

Os dados também apontam que apesar dos pais incluírem produtos industrializados ou cheios de açúcares na alimentação das crianças desde muito cedo, elas continuam sendo amamentadas após os seis meses de idade (antes disso o aleitamento materno deve ser exclusivo). Cerca de 50,6% das crianças entre os nove e 12 meses recebem o aleitamento materno de modo complementar.

A pesquisa foi realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1600 municípios brasileiros, representando 64 mil domicílios, entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014 e as suas informações servem como base para que o Ministério da Saúde possa traçar as suas políticas públicas para os próximos anos. Apenas as crianças, meninos e meninas, com menos de dois anos no período do estudo, representavam 5,7 milhões de pessoas.

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"O consumo exagerado de açúcar na infância pode favorecer o ganho de peso excessivo. Também existem fortes evidências de que muito açúcar na dieta aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, gota, fígado gorduroso e alguns tipos de câncer. Outra preocupação é o aumento da hiperatividade com redução na capacidade de concentração e irritabilidade", afirma Isabel Jereissati, nutricionista especialista em nutrição materno-infantil.

Para saber mais sobre os riscos do consumo de açúcar na alimentação infantil, acesse a coluna da nutricionista Isabel Jereissati no Minha Vida.