Essa mãe flagrou a cuidadora da creche amamentando sua filha

Segundo a funcionária, ela estaria salvando a criança dos aditivos químicos da fórmula infantil; Veja os perigos da amamentação cruzada

A amamentação materna é o melhor alimento para os bebês, e isso é muito falado por aí. No entanto, algumas condições impedem as mães de amamentarem, e, nestes casos, podem dar a seus filhos doações de um banco de leite ou fórmulas infantis em pó.

Em depoimento ao site norte-americano Slate, uma mãe que não quis se identificar contou que flagrou uma funcionária da creche de sua filha amamentando-a. A pequena, que é adotada, é alimentada com fórmula infantil. Na primeira vez que a mãe a deixou na creche, já ouviu comentários negativos sobre a alternativa. "Você alimenta ela com essa porcaria?", disse a cuidadora, torcendo o nariz.

Após dois meses que a pequena frequentava o local, a mãe foi buscá-la e viu a cena: a mulher estava dando o seu próprio leite a ela. "A cuidadora disse que estava salvando meu bebê de produtos químicos que eu estava tentando forçar em seu corpo e eu deveria agradecê-la por fazer isso todos esses meses", contou a mãe.

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Amamentação cruzada

A funcionária tinha leite pois era mãe de uma criança pequena. No entanto, a amamentação cruzada, quando uma mulher dá o seio para outro bebê, não é recomendada pelos médicos.

A mesma polêmica foi levantada em abril de 2018, quando a novela "O Outro Lado do Paraíso", da Rede Globo, mostrou aos espectadores Nadia, interpretada pela atriz Viviane Giardini, levando o neto para ser amamentado por Suzy, vivida por Ellen Roche. No entanto, Suzy não é mãe da criança.

Na época, a neonatologista e integrante da diretoria da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Celia Magalhães, explicou que antigamente, era comum a amamentação cruzada, com as amas de leite, mas a prática não é mais recomendada devido ao risco transmitir doenças, como o HIV, ao bebê. "Acredito que programas que têm grande audiência devem utilizar esta abrangência para estimular as coisas que realmente têm sentido", destaca.

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Como recorrer a bancos de leite

Em artigo ao Minha Vida, a nutricionista Isabel Jereissati explicou que algumas mulheres produzem um volume de leite além das necessidades nutricionais de seu bebê, e doam o leite excedente para o Banco de Leite Humano (BLH). Essa é uma iniciativa pública e governamental, vinculada a um hospital maternidade e/ou infantil, responsável pela promoção do aleitamento materno e execução das atividades de coleta, processamento e controle de qualidade de colostro, leite de transição e leite humano maduro, para posterior distribuição. É um estabelecimento sem fins lucrativos, sendo vedada a compra e venda na aquisição e distribuição do leite humano.

A indicação do uso de BLH será feita pelo médico, para situações em que há risco de desnutrição como, por exemplo, em casos de prematuros de baixo peso que não sugam, recém-nascidos infectados e portadores de deficiências imunológicas. Com a prescrição em mãos, a mãe deve se dirigir ao BLH mais próximo de sua região. Para encontrar uma unidade acessar o site do Banco de Leite Humano.