COVID-19: Vacinação de grávidas com Astrazeneca é suspensa; entenda

Decisão foi tomada após suposto caso de gestante que faleceu depois de ser vacinada pelo imunizante, mas caso ainda está sendo investigado

O Ministério da Saúde confirmou na terça-feira (11) a suspensão do uso da vacina AstraZeneca/Fiocruz para gestantes e puérperas, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter orientado, na segunda-feira (10), a suspensão imediata da vacinação de gestantes com o imunizante da marca.

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Segundo a Anvisa, a orientação de suspender a vacinação é "resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas Covid em uso no país".

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Grávidas com comorbidades devem receber as vacinas Coronavac ou Pfizer (Foto: Getty Images)
Grávidas com comorbidades devem receber as vacinas Coronavac ou Pfizer (Foto: Getty Images)

Vale ressaltar que o uso das vacinas Coronavac e Pfizer é autorizado pelo Ministério da Saúde apenas nos casos de gestantes com comorbidades. Não são imunizadas mulheres que não apresentarem condições de saúde enquadradas nesta categoria.

Apesar da decisão, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reforçou a importância das vacinas da Covid-19, inclusive a da Oxford/AstraZeneca: "Quero reiterar a confiança na segurança e eficácia nestas vacinas. Todo programa de vacinação é coordenado por uma equipe técnica com suporte de câmara técnica dos mais renomados especialistas do Brasil", afirmou.

A medida de não vacinar grávidas e puérperas com o imunizante Oxford/AstraZeneca ocorreu após uma gestante ter morrido supostamente depois de ter recebido a vacina Oxford/AstraZeneca. No entanto, o caso está sendo investigado e ainda não foi confirmada se a causa do óbito está relacionada ao imunizante.

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O professor titular da USP e diretor do Laboratório de Imunologia do Incor, Jorge Kalil contou que a orientação do comitê de especialistas para iniciar a vacinação de gestantes e puérperas aconteceu depois do aumento das mortes por COVID-19 dentro deste grupo e que, diante do cenário epidemiológico, os benefícios superavam os riscos naquele momento.

No caso das gestantes e puérperas que já tomaram a primeira dose do imunizante, a coordenadora do PNI, Francieli Fantinato, informou que ainda não foi definido protocolo do que fazer a partir de agora. Uma nota técnica deverá ser divulgada até o fim da semana. Mas por ora, a orientação é que essas não recebam a segunda dose. Entretanto, recomenda-se que essas mulheres fiquem atentas a possíveis sintomas adversos e procurem um médico se notarem algo diferente.

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Além disso, segundo ela, a suspensão da aplicação da vacina pode ser revista depois que for concluída a investigação sobre o caso da grávida morta e também do avanço dos casos e mortes da pandemia.

Como as grávidas devem se prevenir do coronavírus?

As gestantes devem seguir as mesmas orientações que o restante da população, são elas:

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Entenda os riscos da COVID-19 para as gestantes e puérperas