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Dermatite em bebês: quais os tipos, causas e tratamentos

Aprenda a identificar e tratar a dermatite de contato em bebês

A importância dos cuidados com a pele do bebê tende a ser subestimada, especialmente quando há tantos outros pontos e detalhes a se atentar e alertar.

No entanto, quando surge vermelhidão, bolinhas, descamação e coceiras na pele do bebê, é hora de começar a observar com mais atenção e investigar as causas e tratamentos.

O que é a dermatite em bebês?

A dermatite em bebês, ou eczema, é uma reação em que há presença de células inflamatórias na pele, o que desencadeia o surgimento de lesões como vermelhidão, bolinhas e descamação, associadas a coceira e irritação. Alguns exemplos destas células são os linfócitos, neutrófilos e eosinófilos.

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O problema pode ser comum entre os bebês, porém é preciso se atentar e, principalmente, entender qual é o tipo de dermatite e quais são os fatores de causa.

Isso porque, diferente do que ocorre em adultos, a pele do bebê é mais fina e não possui tantas células epidérmicas e dérmicas. Além do mais, têm as fibras colágenas e elásticas, e as estruturas vasculares e nervosas, imaturas e desorganizadas.

Tipos de dermatite em bebês

As dermatites mais comuns em bebês são: atópica, seborreica e irritativa e alérgica.

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Dermatite atópica: A dermatite atópica em bebês pode ser a mais complexa de se tratar, porque normalmente é de fundo genético, além de possuir diversos graus, entre ameno, moderado ou intenso.

Por conta da falta de proteção da pele e da deficiência de lipídios ou gorduras, bebês com dermatite atópica costumam ter a derme ainda mais sensível do que as das outras crianças, apresentando muitas incidências de ressecamento, coceiras intensas e lesões da pele.

Dermatite seborreica: A dermatite seborreica pode surgir logo após o nascimento do bebê, normalmente em regiões como o couro cabeludo, axilas, virilha e sobrancelhas.

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Também conhecida como crosta láctea, a dermatite seborreica se dá pelo aumento na produção de oleosidade nas glândulas da derme do bebê, somado à junção de células mortas.

No entanto, essa dermatite não tem uma causa muito específica. Especialistas apontam a hipótese desse problema estar ligado a fatores hormonais e nutricionais maternos, que passaram para o bebê durante a gravidez.

Dermatite de contato irritativa (dermatite de fralda): A dermatite irritativa (também chamada de "dermatite de fralda") é uma disfunção causada pelo contato da pele do bebê com alguma substância como a fralda ou ainda produtos químicos e substâncias ácidas ou alcalinas.

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Esse tipo de dermatite normalmente se apresenta logo no primeiro contato com o causador da irritação, manifestando uma reação imediata.

Geralmente os sintomas dessa dermatite se apresentam apenas no local onde o agente causador teve contato.

Dermatite de contato alérgica: Diferente da irritativa, os sintomas da dermatite de contato alérgica podem se manifestar a médio e longo prazo, após o contato inicial com o causador.

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É uma dermatite que acontece quando um componente ao qual o bebê é sensível desencadeia uma reação imunológica, geralmente contidos em substâncias sintéticas e de uso diário, presentes em tecidos, produtos e cosméticos.

Bebê com alergia ao calor

Apesar de não ser necessariamente uma alergia ou uma dermatite, o clima quente e abafado também pode desencadear algumas disfunções e irritações na derme do bebê.

O surgimento de bolhinhas, vermelhidão e brotoejas na pele da criança pode ser comum no verão, especialmente em áreas que ficam mais expostas e onde há mais transpiração.

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Isso porque o suor e o calor aumentam o contato da pele do bebê com agentes infecciosos, como os fungos, as bactérias, poeira e ácaros, o que resseca ainda mais a pele.

Dentre os outros sintomas, também pode manifestar inchaço na a região exposta ao calor pode, descamação e lesões na pele, principalmente após o ato de coçar.

Foto: blackjake / Getty Images
Foto: blackjake / Getty Images

Sintomas de dermatite em bebês

As dermatites em bebês se manifestam normalmente por lesões de pele. Estas, por sua vez, têm cor avermelhada, com descamação que pode ser bem fininhas, como uma farinha, até escamas bem grossas, esbranquiçadas ou acinzentadas. A tendência é que cocem muito.

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As lesões podem produzir uma secreção amarela transparente, ou ainda rachaduras, como se fossem cortes na pele.

Outros sintomas possíveis de observar no comportamento do bebê com dermatite é a irritação, choro e, principalmente, a insônia. Entenda os sintomas específicos de cada tipo de dermatite em bebês:

Foto: Jacek Sopotnicki / Getty Images
Foto: Jacek Sopotnicki / Getty Images

Dermatite atópica:

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Dermatite seborreica:

Dermatite de contato irritativa:

Dermatite de contato alérgica:

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Causas

Tanto a dermatite atópica quanto a dermatite seborreica têm cunho genético por trás de suas manifestações. Isso significa que o organismo possui naturalmente uma predisposição desencadeada por genes que expressam informações celulares propiciadoras de inflamação.

Já as dermatites de contato são desencadeadas por fatores externos, como pele ressecada, derme em contato com irritantes (região das fraldas: urina e fezes; região da boca: saliva, produtos irritativos, até mesmo naturais como chás e plantas), transpiração, umidade.

As dermatites em bebês, principalmente a dermatite atópica, também podem piorar mediante grande estresse emocional, que podem servir de gatilho. Porém este não é, por si só, o causador do quadro dermatológico.

Problemas respiratórios, como rinite alérgica, asma ou bronquite, em bebês, também funcionam como gatilho, exacerbando os sintomas da dermatite. Entenda mais sobre alergia respiratória em crianças.

Foto: paula sierra / Getty Images
Foto: paula sierra / Getty Images

Fatores de Risco

Predisposição genética e ressecamento da pele são os fatores de risco mais comuns.

No entanto, para cada tipo de dermatite há um fator de risco específico. As de cunho genético, por exemplo, têm como fatores de risco, principalmente, o mal cuidado e manipulação da pele do bebê: pele mal hidratada, banhos excessivamente quentes ou esfoliação exagerada com uso de sabonetes.

Outros fatores como umidade e exposição a ambientes quentes e abafados, que estimulam a transpiração exacerbada, também estimulam o risco do surgimento de dermatites em bebês.

Bebês que tenham rinite alérgica ou asma brônquica também são mais propensos ao surgimento de lesões de dermatite.

Saiba mais: Alergia de pele em bebês: veja quais são os alimentos mais alergênicos

Procurando ajuda médica

Tais lesões sempre merecem ser seguidas e acompanhadas, tanto pelo pediatra quanto pelo dermatologista, alergista e imunologista, especialmente quando há várias incidências de dermatites e o bebê está sofrendo.

O ideal é sempre consultar o médico para o diagnóstico e tratamento corretos de uma dermatite que aparece mais de uma vez.

Saiba mais: Quando os pais devem procurar um alergologista para o bebê?

Diagnóstico de dermatite em bebês

No caso de bebês e crianças, o diagnóstico é essencialmente clínico, ou seja, geralmente não demanda biópsia da pele.

Pode requerer exames de sangue e, dependendo da dermatite, do histórico do bebê e da disposição física, pode ser requerido também testes de contato.

Tratamento

O tratamento deriva do tipo de dermatite diagnosticada.

Contudo, os principais tratamentos para dermatites se baseiam na orientação adequada dos pais quanto aos cuidados com a pele do bebê.

O uso de cremes hidratantes e produtos suaves e adequados é a base do tratamento, bem como a utilização de medicações corretas e sempre muito bem supervisionadas pelos médicos.

A automedicação pelos pais é sempre não recomendada.

O uso de medicamentos tópicos ou orais (normalmente corticoides, imunomoduladores e anti histamínicos) é determinado para cada tipo de dermatite e da idade do paciente.

Dermatite em bebê tem cura?

Conforme o bebê vai crescendo e adquirindo imunidade e células epidérmicas, as dermatites seborreica e a atópica tendem a ir diminuindo.

No caso da dermatite atópica, não há cura definitiva, mas sim o controle. Em alguns casos, há melhora da dermatite ao longo da adolescência. Porém, pode se estender até a idade adulta e, menos comumente, até a velhice.

Foto: SHIHO HAMAJI / Getty Images
Foto: SHIHO HAMAJI / Getty Images

Prevenção a dermatite em bebês

O cuidado e atenção com a pele do bebê são a base para a prevenção do surgimento de qualquer dermatite, tendo em vista que um dos fatores de risco e desencadeadores principais de eczemas é a falta de cuidado e a negligência com a derme da criança.

Geralmente o uso de produtos corretos para a higiene cutânea dos bebês é um dos pilares na prevenção de dermatites e, por isto, uma consulta com um médico especialista é primordial.

No entanto, existem técnicas diárias que ajudam nos cuidados com a pele, e podem auxiliar na prevenção e alívio dos eczemas.

Saiba mais em: Alergia de pele em bebês: lavagem de roupas precisa de cuidados especiais

Alergias: como escolher os produtos que entram em contato com a pele do bebê

Remédios naturais e tratamentos caseiros para dermatite em bebê

O método caseiro que pode ser feito é o uso de bandagens úmidas e mornas, envoltas por outras secas, durante o descanso noturno, também conhecido como 'wet wrap', ou ainda, "pijama úmido".

Contudo, antes de qualquer técnica para alívio e diminuição dos sintomas dos eczemas, é necessário o aval do médico.

Também é preciso tomar cuidado com remédios caseiros, especialmente feitos à base de plantas e chás, pois é possível o desencadeamento da dermatite ou ainda piorar os eczemas nos bebês.

Referências

Carolina Contin (CRM-152048), médica dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e médica da equipe de Dermatologia do Hospital Infantil Sabará

Cristiano Kakihara (CRM-113216), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e médico dermatologista da Clínica Kakihara (São Paulo - SP)

Manuais MSD, Versão Saúde para Família

https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-infantil/sintomas-em-beb%C3%AAs-e-crian%C3%A7as/erup%C3%A7%C3%B5es-cut%C3%A2neas-em-crian%C3%A7as

SBD, Sociedade Brasileira de Dermatologia

https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/cuidados/cuidados-com-a-pele-no-verao/