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Sexo na gravidez: o que pode, riscos e posições recomendadas

Veja quais são as recomendações, benefícios e o que se deve evitar durante a relação sexual na gestação

Grávida pode fazer sexo na gravidez?

Em geral, a relação sexual durante a gestação pode sim ser realizada. Entretanto, a partir do momento em que a gravidez é confirmada, a penetração dentro da cavidade vaginal deverá ser parcial, ou seja, somente de 70%.

Isso é recomendado para evitar um estímulo mecânico sobre o útero, gerando contrações uterinas devido à liberação de ocitocina, bem como o amolecimento do colo do útero, causado pelas prostaglandinas presentes no sêmen.

Se não estiver causando desconforto na gestante, o sexo pode ser realizado até bem próximo do fim da gestação.

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Outro ponto a ressaltar é que não existe uma frequência específica permitida para a gestante ter relações sexuais durante a gravidez; essa deve ser determinada pelo casal, que definirão juntos suas necessidades e soluções.

É normal a libido diminuir na gravidez?

Sim. A libido da grávida tende a cair por conta da mudança de hormônios da gestação, que acaba diminuindo a libido e o apetite sexual da mulher, diminuindo também a lubrificação durante o ato sexual.

Isso porque quando a mulher engravida, o hormônio que passa a imperar não é mais o estrogênio e sim a progesterona - hormônio que não aumenta o apetite sexual.

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Além disso, existem os impactos ocasionados pela mudança que ocorre no corpo da mulher, fazendo com que muitas não se sintam confortáveis em manter relações sexuais durante esse período.

Cerca de 90% das mulheres apresentam queda da libido durante a gravidez, fato relacionado à produção excessiva de progesterona e gonadotrofina coriônica humana (hCG) - hormônio produzido pela placenta durante a gestação. Outro fator a considerar é que os níveis de oxitocina no sangue também fazem com que a mulher passe a pensar mais no feto.

Benefícios

Quando não há riscos para a gestante, o sexo na gravidez pode trazer benefícios para a autoestima da mulher, além de ajudar no controle da ansiedade, liberar endorfina (hormônio do bem-estar e da "felicidade") e ajudar na regularização do humor e do sono.

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Riscos

Em geral, se feita com cuidado, segurança e respeitando os limites físicos e de conforto da gestante, a relação sexual não apresenta nenhum risco.

O contato sexual não machuca o feto, já que ele está protegido pela parede do útero e pelo saco amniótico. Além disso, a presença de um tampão mucoso no colo do útero também impede a entrada de qualquer microorganismo ou objeto no interior do útero.

O sexo na gravidez só não é recomendado caso existam ameaças, como risco de aborto espontâneo, alterações na bolsa amniótica ou parto prematuro.

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Contraindicações

Em alguns casos específicos a gestante deve evitar a atividade sexual, como quando houver sangramentos no primeiro trimestre ou trabalho de parto prematuro. Nestes casos, o orgasmo pode intensificar as contrações que já estejam acontecendo.

Outras contraindicações podem estar ligadas a:

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De qualquer forma, cada paciente e gestação são únicas, por isso somente o/a obstetra responsável pelo pré-natal é quem poderá orientar e indicar se haverá alguma restrição durante este período.

Penetração e posições sexuais

Para que a penetração do pênis não seja total durante o período gravídico (conforme o recomendado), a posição mais recomendada é a de lado (conchinha), pois além de a barriga não atrapalhar, a mulher também fica bem apoiada no colchão.

A posição conhecida como papai e mamãe pode ser realizada até por volta das 14 ou 15 semanas de gestação, mas com as pernas mais fechadas. Após este período, o volume uterino fica mais proeminente e o peso do parceiro sobre o útero não é aconselhável.

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Posições laterais e que a gestante esteja por cima são, de modo geral, mais confortáveis, pois não comprimem a barriga.

O que deve ser evitado

Por gerar mais contato e estímulo mecânico, a relação anal deve ser evitada durante o período gestacional. Porém, se mesmo assim o casal optar pela prática, é importante que o órgão sexual masculino esteja sempre com preservativo para evitar uma infecção fecal uretral.

Em contrapartida, a atividade sexual oral não oferece nenhum risco. Só existe exceção em casos nos quais a gestante apresente alguma infecção e, por recomendação obstétrica, a atividade não seja indicada.

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O ideal é que sempre tenha uma avaliação e orientação ginecológica e obstétrica.

É normal a grávida sentir desconforto durante o ato sexual?

O desconforto durante a relação sexual é bastante comum. Isso se deve principalmente à diminuição da lubrificação vaginal, gerada pela queda da libido que acomete a maioria das mulheres.

Além disso, o sêmen inoculado dentro da vagina contém substâncias que provocam a contração uterina e podem gerar um pouco de dor - as chamadas prostaglandinas.

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Entretanto, há mulheres que têm a libido aumentada durante o período gravídico - normalmente são aquelas que durante o período menstrual já tinham uma libido aumentada.

É recomendado o uso de lubrificantes à base de água para diminuir o atrito e o incômodo vaginal.

Em especial, é importante lembrar que a mulher tem que estar muito à vontade para o ato sexual, ter desejo, criar seu momento e ter o estímulo antes da penetração para que a relação seja confortável.

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Sexo e trabalho de parto

Apesar de não existir nenhuma evidência científica, existem relatos de que após 37 semanas a relação sexual pode estimular as contrações.

O estímulo do parto através da relação sexual pode ocorrer caso a gestante tenha alguma patologia, como cerclagem, dilatação do colo do útero, descolamento placentário, risco de parto prematuro ou qualquer outra situação que exija repouso.

Nestes casos, o mais indicado é que a gestante converse com o/a obstetra, que é justamente quem poderá orientar sobre quais os riscos de uma estimulação mecânica ou de uma ejaculação intravaginal.

Sexo no pós-parto

Após nove meses de intensas modificações, o útero e todo o trato reprodutor feminino levam um tempo para voltar ao seu estado inicial. Dessa forma, o recomendado é esperar o término do puerpério ou quarentena, ou seja, 40 dias após o parto, período no qual o organismo da mulher começa a retornar ao estado pré-gestacional.

Aguardar este período é muito importante para evitar o risco de infecção uterina, principalmente nos casos de parto vaginal.

Em casos em que a gestante encontra dificuldades em retomar a vida sexual, o indicado é procurar ajuda e tratamentos, como com lubrificantes, exercícios pélvicos, fisioterapia e laser que ajudam as mulheres a recuperarem a função sexual.

Referências

Alberto d'Auria (CRM - 35062 SP) ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Pro Matre.

Débora Oriá (CRM - 158985) ginecologista, obstetra e uroginecologista do Departamento de Ginecologia do Hospital das Clínicas.