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Sete estratégias para se proteger do Aedes aegypti

Além de não deixar água parada, é preciso usar repelente industrializado

As doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti - dengue, zika e febre chikungunya - são problemas de saúde pública importantes. Dados do Ministério da Saúde apontam que entre janeiro e setembro de 2016 foram registrados mais de 1,4 milhão de casos prováveis de dengue no Brasil. O Sudeste registrou o maior número de casos com 842.741 pessoas apresentando sintomas da doença, seguido das regiões Nordeste (317.483 casos), Centro-Oeste (168.498 casos), Sul (72.048 casos) e Norte (37.854 casos). No mesmo período, foram registrados 236.287 casos prováveis de febre de chikungunya. Já no caso do Zika vírus, o número de casos registrado foi de 200.465. Os dados do boletim epidemiológico consideram notificações de 03/01/2016 a 19/09/2016.

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A melhor maneira de combater as doenças é impedir a reprodução do mosquito. Por isso, o Minha Vida conversou com especialistas para saber as melhores formas de proteção. Confira a seguir:

Evite o acúmulo de água

Água parada - Foto Getty Images
Água parada - Foto Getty Images

"O Aedes aegytpi coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável", explica o pesquisador Rafael Freitas, do Laboratório de Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz. Por isso, jogue fora pneus velhos, vire garrafas com a boca para baixo e, caso seu quintal seja propenso à formação de poças, realize a drenagem do terreno. Não se esqueça também de lavar a vasilha de água do seu bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d'água e cisternas.

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Use repelente

Repelente - Foto Getty Images
Repelente - Foto Getty Images

O uso de repelentes, principalmente em viagens ou em locais com muitos mosquitos, é um método eficaz para se proteger contra a dengue. Recomenda-se, porém, o uso de produtos industrializados. Uma pesquisa realizada pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) revelou que repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja, não possuem grau de repelência forte o suficiente para manter o mosquito longe por muito tempo. Mas eles podem ser usados junto com o industrializado, uma vez que o cheiro forte pode gerar confusão de odores no Aedes aegypti, que é atraído pelo gás carbônico e pela amônia liberada pelo nosso organismo.

Coloque areia nos vasos de plantas

Plantas - Foto Getty Images
Plantas - Foto Getty Images

O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. "A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que o prato se torne um criadouro de mosquitos", aponta o pesquisador Rafael Freitas.

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Coloque desinfetante nos ralos

Ralo - Foto Getty Images
Ralo - Foto Getty Images

Ralos pequenos de cozinhas e banheiros raramente se tornam foco de dengue devido ao constante uso de produtos químicos, como xampu, sabão e água sanitária. "Entretanto, alguns ralos são rasos e conservam água estagnada em seu interior", alerta o pesquisador Rafael. Nesse caso, o ideal é que ele seja fechado com uma tela ou que seja higienizado com desinfetante regularmente.

Limpe as calhas

Limpeza das calhas - Foto Getty Images
Limpeza das calhas - Foto Getty Images

"Pesquisas realizadas em campo mostram que os grandes reservatórios, como caixas d'água, são os criadouros mais produtivos de dengue, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também", afirma o pesquisador Rafael. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti.

Coloque tela nas janelas

Tela na janela - Foto Getty Images
Tela na janela - Foto Getty Images

Embora não seja tão importante, colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra o mosquito da dengue. "O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem sucedida", contrapõe o pesquisador Rafael Freitas. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

Lagos caseiros e aquários

Aquário - Foto Getty Images
Aquário - Foto Getty Images

Assim como as piscinas, a possibilidade de laguinhos caseiros e aquários se tornarem foco de dengue deixou muitas pessoas preocupadas. Mas fique tranquilo. De acordo com o especialista Rafael Freitas, peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos. "Pesquisas realizadas no Ceará mostraram que um único exemplar de peixe Betta splendes pode consumir cerca de 500 larvas de mosquito por dia", conta. O cuidado maior deve ser dado, portanto, às piscinas que não são limpas com frequência.