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Terapia hormonal pode aumentar risco de câncer de mama

Estudo diz que chances são maiores quando mulher acaba de entrar na menopausa

Mulheres que fazem terapia hormonal com estrogênio e progesterona estão em maior risco de desenvolver câncer de mama, afirma um novo estudo desenvolvido por pesquisadores do Los Angeles Biomedical Research Institute, no Harbor-UCLA Medical Center, nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados no Journal of National Cancer Institute no dia 29 de março.

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Os pesquisadores acompanharam 42 mil mulheres com idade entre 50 e 70, todas já na menopausa, durante 11 anos em média. Dessas, cerca de 25 mil não faziam a terapia hormonal e mais de 16.000 tomaram estrogênio e progestina, também chamada de terapia hormonal combinada. Para esta análise, os pesquisadores não incluíram a terapia de estrógeno apenas, usada por mulheres que tiveram uma histerectomia - cirurgia para retirada do útero.

Ao final do período de acompanhamento, mais de 2.200 das mulheres sofreram com câncer de mama. Em comparação as não-usuárias, aquelas que fizeram terapia combinada foram mais propensas a ter câncer de mama. De acordo com os pesquisadores, mulheres que haviam entrado na menopausa há poucos meses tinham um risco três vezes maior de apresentar câncer de mama do que as mulheres que iniciaram tratamento 10 anos após a menopausa ou mais.

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Uma possível explicação para essa diferença no risco é que mulheres que iniciam a terapia hormonal perto da menopausa ainda têm níveis circulantes de estrogênio altos o suficiente para fazê-los ultrapassar o limite além do seguro para o organismo. Segundo os autores, os resultados mostram o momento mais seguro para iniciar a terapia hormonal, e que ainda assim é essencial as mulheres discutirem os prós e contras do tratamento durante a menopausa com seus médicos.

Prevenção do câncer de mama

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O câncer de mama é a doença que mais mata mulheres no Brasil - mais 10 mil óbitos por ano, segundo o Ministério da Saúde. A maneira mais popular para a detecção precoce desse câncer é o autoexame de toque. Já a mamografia e o ultrassom de mama são os exames mais precisos, que podem diagnosticar o tumor na mama. "O rastreamento mais viável para reverter esse quadro é a mamografia. Ela consegue encontrar tumores menores do que um centímetro. Nesse estágio, 95% dos casos são tratáveis", explica o oncologista Ricardo Caponero, do Hospital Albert Einstein. Além do diagnóstico precoce, existem hábitos que ajudam a evitar o desenvolvimento dessa doença. Saiba quais são eles e aumente a sua proteção:

Exercícios

Corrida - Foto Getty Images
Corrida - Foto Getty Images

Um estudo realizado por pesquisadores norte-americanos, publicado no Journal of the National Cancer Institute, apontou que adolescentes praticantes de exercícios físicos intensos diminuem as chances de sofrer de câncer de mama na fase adulta em até 23%. Nessa análise, a prática de atividade física deveria começar por volta dos 12 anos e durar por pelo menos dez anos para que a proteção contra a doença seja notada. Os pesquisadores relatam que isso acontece porque os exercícios são capazes de reduzir os níveis de estrogênio, hormônio relacionado ao risco de câncer.

"A prática de exercícios físicos deve ser adotada para a vida toda. Ela diminui o estresse e ajuda no controle do peso, fatores que também influenciam no desenvolvimento de câncer de mama", explica o mastologista Domingos Petti.

Amamentação

Amamentação- Foto Getty Images
Amamentação- Foto Getty Images

Além de trazer inúmeros benefícios para o bebê, a amamentação mantém a saúde das mamães em dia. Segundo um estudo feito pela World Cancer Research Fund, na Inglaterra, mulheres que amamentam os seus filhos por, pelo menos, seis meses têm 5% menos chances de desenvolver câncer de mama. "Quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e diminui a quantidade de hormônios, como o estrógeno, em sua corrente sanguínea", explica Domingos Petti.

Ômega 3

Omega 3 - Foto Getty Images
Omega 3 - Foto Getty Images

Pesquisadores do Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos Estados Unidos, mostraram que óleo de peixe pode diminuir em até 32% as chances de câncer de mama. Isso acontece pela ação antioxidante do ômega 3, ácido graxo encontrado em abundância nos óleos de peixe.

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Estresse

 estresse - Foto Getty Images
estresse - Foto Getty Images

O estresse está entre os fatores de risco para câncer de mama. "Alguns estudos mostraram que as mulheres que vivem uma rotina muito agitada e estressante têm quase o dobro de chances de desenvolver a doença", explica Domingos Petti.

Ainda não se sabe muito bem porque o estresse aumenta as chances de câncer de mama, mas a relação entre os dois é bastante evidente. Técnicas de respiração, meditação e relaxamento, praticadas em Tai Chi e ioga, ajudam a controlar o estresse e a ansiedade.

oja<br><br><br>

Soja - Foto Getty Images
Soja - Foto Getty Images

S"Estudos observaram que a incidência de câncer de mama é menor em países asiáticos e descobriram que o consumo de soja e seus derivados, comum nesses países, ajuda na prevenção da doença", diz o médico do Hospital Oswaldo Cruz Domingos Petti.

Segundo o especialista, isso se deve ao fato de a soja ser rica em estrógenos vegetais, um tipo de isoflavona que tem características bastante parecidas com o estrógeno, mas que não aumenta a proliferação de células mamárias, fator que aumenta as chances de câncer de mama.

Longe do Álcool<br><br>

Álcool - Foto Getty Images
Álcool - Foto Getty Images

De acordo com o médico Arthur Guerra, coordenador do Curso Médico da Faculdade de Medicina do ABC, o consumo de apenas 14 gramas de álcool por dia pode aumentar as chances de câncer de mama em 30%.

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"O mecanismo de ação pelo qual o consumo de álcool aumenta o risco de câncer de mama ainda permanece desconhecido, mas sabemos que o álcool influencia as vias de sinalização do estrógeno, hormônio fortemente associado ao câncer de mama", explica.

Peso sob controle

Balança - Foto Getty Images
Balança - Foto Getty Images

Ao atingir a menopausa, mulheres com sobrepeso ou obesidade correm mais risco de desenvolver câncer de mama. E mais: o excesso de peso ainda aumenta as chances do câncer ser mais agressivo. Segundo o mastologista Domingos Petti, um dos principais hormônios produzidos pelo tecido adiposo (formado por gorduras) é o estrógeno. Esse hormônio provoca a reprodução celular que, se for descontrolada, pode causar câncer de mama.

De olho no histórico familiar

Insira a Legenda - Foto Getty Images
Insira a Legenda - Foto Getty Images

A maioria das mulheres devem começar a fazer mamografias anualmente após os 50 anos, mas, para quem tem histórico familiar de câncer de mama, o exame deve começar mais cedo. "Se um parente próximo teve câncer de mama aos 40, é preciso começar a fazer mamografias anualmente a partir dos 30 anos, por exemplo", explica Domingos Petti.

Atenção a outros sintomas

Exame de toque - Foto Getty Images
Exame de toque - Foto Getty Images

Muitas mulheres não sabem, mas a aparição de caroço ou nódulo no seio não é o único sintoma da doença. "Além do caroço, outros sintomas como alterações na auréola e a presença de secreções podem ser um sinal de câncer de mama", diz o mastologista Domingos Petti. Ao notar um ou mais desses sintomas, a mulher deve procurar rapidamente um profissional e perguntar se é preciso fazer mamografia.

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Dieta rica em vegetais

Vegetais - Foto Getty Images
Vegetais - Foto Getty Images

Mulheres que consomem vegetais com frequência têm até 45% menos chances de desenvolver câncer de mama, de acordo com um estudo realizado pela Boston University. Alimentos como brócolis, mostarda, couve e hortaliças verdes são ricos em glucosinolatos, que são aminoácidos com um papel importante na prevenção e tratamento de câncer de mama.

Cuidado com a reposição hormonal

Hormônios - Foto Getty Images
Hormônios - Foto Getty Images

Muitas mulheres procuram a reposição hormonal para diminuir os sintomas da menopausa. Segundo o Domingos Petti essa reposição - principalmente de esteroides, como estrógeno e progesterona - pode aumentar as chances de câncer de mama. "Está comprovado que o uso de reposição hormonal aumenta claramente o risco das mulheres desenvolverem esse tipo de câncer. Por isso, o uso de estrogênios em mulheres deve ser evitado", explica o especialista.

Na menopausa, os tecidos ficam ainda mais sensíveis à ação do estrógeno, já que os níveis desse hormônio estão baixos devido à ausência de sua produção pelo ovário.

Como alternativa à reposição hormonal, o especialista indica que a prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada ajudam a controlar o aumento de peso e evitar doenças vasculares e osteoporose, principais preocupações das pessoas que entram nesse período feminino. "Com essas medidas, normalmente não é preciso fazer reposição hormonal de estrógeno ou progesterona", explica Domingos Petti.

Café

café - Foto Getty Images
café - Foto Getty Images

Tomar até cinco xícaras de café por dia tem um fator de proteção contra uma forma agressiva de câncer de mama, segundo um estudo feito pelo Breast Cancer Research. Os cientistas afirmam que as mulheres que tem esse hábito podem ficar até 57% mais protegidas. Mas é preciso tomar cuidado com o consumo excessivo de café, ainda mais se você tiver hipertensão ou sofrer de insônia. Por isso, consulte a opinião do seu médico antes de aumentar o consumo dessa bebida.

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